22 dezembro 2011

O Palco Da Vida Em 2011

Por Jonathan Pereira

Há quase um ano, o Kleber e eu começamos uma nova fase no blog, houve uma reformulação na sua estrutura e no seu visual, houve o nosso comprometimento em mantê-lo sempre atualizado e houve a dúvida se o blog seria útil para os navegadores que aqui chegassem. O ano foi passando, as visitas foram surgindo, ideias se transformaram em mais de uma dezena de sessões. E agora, final de ano, época de fecharmos o balanço dos nossos múltiplos papéis, percebemos que fechamos no azul, com muito crédito, o nosso papel de responsável pelo O Teatro Da Vida.

Nesses mais de 11 meses, o novo O Teatro Da Vida teve mais de: 130 postagens, 330 comentários, 90.000 visitas e 120 seguidores. Criamos, decidimos, publicamos, selecionamos, assistimos, ouvimos, homenageamos, criticamos, elogiamos, definimos, emocionamos, ouvimos, lemos, buscamos, partilhamos, duvidamos, afirmamos, enfim, fizemos o melhor blog que poderíamos, com tudo aquilo que consideramos ser importante para quem nos visita.

Obrigado à todos e a cada um que nos visitou uma ou várias vezes, que nos segue, que nos agradeceu, nos perguntou, nos questionou, nos informou, nos ensinou, nos criticou, enfim, que nos ajudou a comemorar esse um ano de vida nova, com sucesso.

Desejamos a todos um dia de Natal com muita harmonia e felicidade e um novo ano com muita saúde e esperança! E até 2012!


Por Kleber Godoy

Peculiaridades Do Fim Do Ano Pós-Moderno

Dezembro tem, a meu ver, duas peculiaridades, além das festas. Refiro-me a alguns sentimentos e motivações que afetam grande parte das pessoas.

A primeira peculiaridade que eu gostaria de citar é esta necessidade e obrigação de ser feliz junto com o raiar do sol do verão, quase (ou completamente) uma ditadura de beleza, bem-estar, praia e caipirinha que segue e atravessa o carnaval. Assim, para não passarmos por perdedores tem-se que aceitar o sol, colocar aquele biquine ou sunga, se esbaldar na areia e queimar até descascar. Se você realmente curte o verão, ótimo. Mas se não curte... é um estranho no ninho.

No entanto, antes da curtição toda do verão, sol, mar, biquíni, sunga, areia, queimação surge a peculiaridade da agenda, uma obrigatoriedade de se fazer antes do dia vinte e quatro tudo que se procrastinou durante todo ano que passou. Não há mais tempo! Adia-se coisinhas aqui e ali deixando para o mês seguinte, mas desta vez não há mês seguinte, existe somente o ano seguinte, e isso é muito para o vencedor que se é impulsionado a ser: pessoas produtivas além do limite. Talvez uma forma de se pressionar o inconsciente a se reorganizar em sua desorganização ou, o contrário, uma forma de uma parte dele nos punir. Isso pelo menos para a maioria de nós, neuróticos (mesmo porque ser psicótico é muito mais divertido, colorido e menos complexo).

Decisões simples encontram-se bifurcadas: contar de sua homossexualidade 'recém-descoberta' primeiro para a mãe ou para a amiga? Ora, se decidiu ser mais livre, faça já, antes do dia vinte e quatro. Ou seja, uma simples época do ano, uma que sugere tanta alegria, muitas vezes cerceia a própria vida, e como isso é paradoxalmente interessante (ainda mais quando surge no meu consultório).

Mas mesmo assim, em momentos fugidios, conseguimos roubar uma parte deste precioso tempo que nos escapa e ir ao facebook escrever coisas desnecessárias e procrastinar um pouco mais sob as urgências de dezembro. Há sempre escapatória, tanto do verão quanto do calendário, e sorte de quem conseguir ficar à margem para ser quem se é. Afinal, felicidade não deve ser obrigação... e se for... não é felicidade. Estas são as peculiaridades que vejo em dezembro.

Bom fim de ano a todos e um beijo para Leila Lopes, esta sumida!


Para entender a dinâmica do 'O Teatro Da Vida' visite a página sobre o blog.

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