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19 abril 2012

Sétima Arte Brasil: Jogo De Cena (Eduardo Coutinho, 2007)

DIREÇÃO: Eduardo Coutinho;
ANO: 2007;
GÊNEROS: Documentário;
ROTEIRO: Eduardo Coutinho;
BASEADO EM: ideia de Eduardo Coutinho;




SINOPSE: "Atendendo a um anúncio de jornal, 83 mulheres contaram sua história de vida em um estúdio. 23 delas foram selecionadas, em junho de 2006, sendo filmadas no Teatro Glauce Rocha. Em setembro do mesmo ano várias atrizes interpretaram, a seu modo, as histórias contadas por estas mulheres." (Adoro Cinema).


"Mais um vez volto a dizer, um filme que nos apresenta uma nova forma de elaborar um roteiro e, consequentemente, uma nova forma de assistir a ele, ao menos para nós, os autores deste blog, algo inédito na tela da TV ou do cinema. Essa ideia de 'contratar' candidatas a uma vaga de 'contadora de sua vida' é algo muito interessante, único e inovador. Se deparar com pessoas comuns contando histórias comuns e únicas, ricas, e ao mesmo tempo, entrelaçando com o depoimento da candidata à vaga, uma atriz consagrada para interpretar aquela história, é algo inovador. Não seria comercialmente viável, no cinema comercial, fazer um filme com depoimentos reais, de coisas reais, mas se fosse apenas isso, já seria muito rico e proveitoso. Mas o ponto forte do filme não são as histórias surpreendentemente normais contadas ali, mas sim, a possibilidade de avaliar de forma verdadeira e real, a atuação e a competência das atrizes que ali estão trabalhando. Quando se assiste alguém na TV, no cinema ou no teatro, um ator ou atriz fazendo seu trabalho, é claro que conseguimos mensurar o quanto essa ou aquela interpretação é boa ou ruim, comparando com a vida que você vive ou que você observa, ou se é algo muito distante da sua realidade, avalia-se pela naturalidade, verdade, emoção que aquele ator usa e causa em você, cliente e telespectador dele, mas aqui é fascinantemente diferente. Você tem a opção de fazer uma comparação pura, sincera, coerente, correta e justa da interpretação de uma atriz, e poder dizer, de verdade, se ela é realmente boa ou não, afinal: 'a história real, a emoção real, está ali, poucos minutos antes ou depois daquela atuação, portanto, não adianta fazer algo medíocre, pois a comparação será feita com a interpretação perfeita e real, e não com uma história inventada, portanto você precisa se esforçar para conseguir atingir o nível esperado de uma interpretação perfeita' como disse Fernanda Torres. Trabalho 'felomenal', como diria Giovanni Improtta."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Eduardo Coutinho é um grande diretor de documentários, talvez o maior do nosso país, já tendo passeado por diversas áreas dentro do cinema e da TV, com um olhar super crítico sobre a sétima arte e, enfim, alguém que está ai, com seus 80 anos produzindo coisas bonitas a todo vapor. Neste filme ele coloca não só a parte documental, mas também muita ficção, ao nos mostrar histórias de mulheres comuns e suas aventuras pela vida junto com a dramatização de atrizes tentando se passar por elas. Assim, encontramos grandes celebridades brasileiras como Marília Pêra, Andréa Beltrão e Fernanda Torres no mesmo filme com atrizes desconhecidas e pessoas comuns que dão o enredo das histórias contadas. Tudo isso com a direção de Coutinho deixa o filme muito sensível e cheio de surpresas: não sei o que vai acontecer na cena/história seguinte e nem sei como isso tudo irá acabar. Muitas vezes nos surpreendemos ao não saber quem é a atriz e quem é a mulher real da história contada e em outros momentos nos deliciamos com momentos verdadeiros e emocionantes de relatos das atrizes sobre o que elas sentiram ao tentar reproduzir em fala a vivência de outra mulher. Andréa Beltrão se emociona e junto com Marília Pêra e Fernanda Torres fazem o filme ser um documentário sobre a arte de atuar, simplesmente lindo. Coutinho está para o Brasil assim como Agnès Varda está para a França... alguém que nos mostra o verdadeiro valor de um documentário. Ele maneja muito bem todos os pontos do filme e dá continuidade de forma que muitas vezes aquele palco parece um consultório psicológico, com direito a lágrimas, risos e muito jogo de cena. Por fim, um filme com diversas histórias emocionantes de mulheres batalhadoras contando suas perdas, um filme que se perde no linear documentário-ficção e que todo psicólogo deveria assistir."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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30 março 2012

Sétima Arte Brasil: A Marvada Carne (André Klotzel, 1985)

DIREÇÃO: André Klotzel;
ANO: 1985;
GÊNEROS: Comédia;
ROTEIRO: André Klotzel e Carlos Alberto Sofredini;
BASEADO EM: ideia de André Klotzel;
PRINCIPAIS ATORES: Adilson Barros (Quim); Fernanda Torres (Carula); Dionísio Azevedo (Nhô Totó); Geny Prado (Nhá Policena); Lucélia Maquiavelli (Nhá Tomasa); Regina Casé (Mulher Diaba); Chiquinho Brandão (Malandro); Tio Celso (Preto Velho); Nelson Triunfo (Curupira); Tonico & Tinoco (Dupla Caipira); Paco Sanches (Serafim) e Henrique Lisboa (Padre).




SINOPSE: "Nhô Quim vive lá nos cafundós em companhia do cachorro e da cabra de estimação. Aquela vidinha besta no meio do mato não dá pé e ele resolve cair no mundo e procurar a solução para duas questões que o incomodam: arranjar uma boa moça para o casório e comer a tal carne de boi, um desejo que fica ruminando sem parar dentro dele. Nas suas andanças, Nhô Quim vai dar na casa de Nhô Totó, cuja filha está em conflito com Santo Antônio, que não anda colaborando para ela arranjar um bom marido. E logo Nhô Quim descobre que o pai da moça tem um boi reservado para a ocasião do casamento da filha. Será este o momento para Nhô Quim realizar seus dois maiores desejos?" (Programadora Brasil).


"Mais um filme brasileiro que retrata bem a vida do nosso povo sofrido, pobre e caipira. Enquanto 'Os Fuzis (Ruy Guerra, 1964)', comentado aqui anteriormente, retrata o povo sofrido do nordeste, este retrata o povo sofrido do interior do sudeste brasileiro. Em ambos, a cultura nacional é despejada de forma cavalar, mas aqui há uma beleza e um pudor maior nas captações culturais e populares. Vale destacar as participações especiais dos criadores da música caipira raiz, Tonico & Tinoco, além da participação mais que especial de Dionísio Azevedo. A mulher diaba interpretada por Regina Casé também merece destaque, pois mostra o quão puro e inocente eram os homens e mulheres desse interiorzão, mas convictos e desmedidos. Um dos maiores personagens do nosso folclore, o Curupira, também é representado aqui, e dele vem um moonwalker a lá Michael Jackson. Ainda aparecem outros dois personagens da nossa cultura: o preto velho e o malandro. Um enredo rico em cultura nacional, trazendo vários personagens do folclore brasileiro ao mesmo tempo que faz duras críticas ao regime econômico instalado no país, conseguindo ser divertido e interessante, graças ao profissionalismo do diretor e às grandes atuações."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Um homem que mora só no fim do mundo e que deseja, mais que tudo, comer carne de boi e ter uma mulher para colorir sua vida: roteiro perfeito para uma pornochanchada brasileira ou para um grandioso drama, é o que eu esperava. Mas não encontrei isso. Apesar dos muitos prêmios ganhos no ano de seu lançamento, eu não gostei da maior parte desta obra. Com todo respeito aos realizadores, acredito que a comédia que embala o roteiro deixa este último um tanto quanto forçado ou estranho de se ver, um filme meio 'esquisito'. As atuações também não me agradaram, em geral, mas destaco as grandes participações de Fernanda Torres, Adilson Barros e Lucélia Machiaveli, enriquecendo o filme. O problema talvez seja no texto, e tudo com este sotaque caipira cômico, o que me levou a pensar neste filme com teor dramático e imaginar que assim poderia se tornar grande. A metáfora do homem em busca de seu sonho é um ótimo argumento, principalmente ensinando que se pode alcançar tudo com simplicidade e felicidade. Não posso deixar de falar da Regina Casé que aparece ao final do filme com todo seu talento para iniciar uma sequencia que salva a história toda: o encontro de Quim com o Diabo. A cena posterior, da cidade, mostrando a época de inflação e ditadura do país, também me agradou muito, pena que já estava no fim."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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