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01 abril 2012

1001 Filmes: Boogie Nights - Prazer Sem Limites (Boogie Nights)

ANO: 1997;
GÊNEROS: Comédia e Drama;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: inglês;
ROTEIRO: Paul Thomas Anderson;
BASEADO EM: ideia de Paul Thomas Anderson;
PRINCIPAIS ATORES: Mark Wahlberg (Eddie Adams/Dirk Diggler); Burt Reynolds (Jack Horner); Julianne Moore (Amber Waves/Maggie); Heather Graham (Rollergirl/Brandy); Don Cheadle (Buck Swope); John C. Reilly (Reed Rothchild); Philip Seymour Hoffman (Scotty); William H. Macy (Little Bill); Thomas Jane (Todd Parker); Robert Ridgely (Colonel James); Luis Guzmán (Maurice T. Rodriguez); Philip Baker Hall (Floyd Gondoli); Ricky Jay (Kurt Longjohn); Alfred Molina (Rahad Jackson); Robert Downey Sr. (Produtor de Discos).




SINOPSE: "Aos 17 anos, rapaz sexualmente bem-dotado (Mark Wahlberg) é descoberto por veterano diretor (Burt Reynolds), que o transforma numa celebridade da subcultura do mundo pornô, no apogeu dos anos 70. Mas a súbita fama pode ter seu preço." (Interfilmes.com)


"Apesar do filme ser ambientando na década do 'sexo, drogas e rock'n'roll', trazer para as telonas esses vícios e estilo de vida daquela época, no final dos anos de 1990, ainda era algo impensado e impraticado para diretores que não viviam do cinema marginal, como o cinema pornográfico. Mas Paul Thomas Anderson conseguiu rodar um filme hollywoodiano com esses ingredientes, e prova disso são as indicações ao Oscar em categorias não técnicas. Fica difícil imaginar um filme que conta a história de um gigolô barato, onde seu trunfo de vida e sucesso está no tamanho exagerado do seu pênis, mas ele consegue magistralmente. Uma grande ajuda desse sucesso do diretor é a utilização, bastante rara, de muitas músicas em seus filmes. Você se sente dentro de uma discoteca vendo o filme, umas vez que as músicas são ininterruptas, como em um programa de rádio, e meticulosamente em sintonia com as cenas que ela embala. Pela trilha sonora e pela coragem do enredo, é um filme merecedor entre os 1001 melhores filmes de todos os tempos."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Paul Thomas Anderson é um realizador de cinema jovem, intenso, com uma trajetória brilhante e roteiros super originais, simplesmente um dos diretores americanos que mais foge dos estereótipos daquele país, e um dos criadores mais promissores da atualidade, em minha opinião. Anderson conecta um personagem ao outro mostrando as vidas frustradas de personagens profundos, com angústias urgentes e insatisfações que os deixam à beira da loucura ou da morte. O resultado de tudo isso em 'Prazer Sem Limites' são pessoas em busca de muita droga, sexo e paixão, talvez para esquecer a vida cheia de vazios que têm. Assim, o filme é também um retrato pós-moderno ambientado na década de 1970, com a banalização da vida e do corpo, na qual você pode escolher e comprar: me ver me masturbar custa 5 dólares, se masturbar junto custa 10, qual você quer? Logo, de lavador de pratos a pessoa pode se tornar uma grande estrela pornô, basta ter um 'grande' talento. E falando em talentos, o filme traz, entre outros, estes nomes: Burt Reynolds (com mais de 90 filmes), Mark Wahlberg, Julianne Moore (a concur), John C. Reilly, Don Cheadle, Heather Graham, Luis Guzmán e Robert Ridgely. Junto a este grupo tem destaque o roteiro, mais que original, com longas cenas e cenas paralelas, mostrando o sentimento de cada personagem, tudo muito intenso, não nos dando ideia do que virá a seguir, só deixando a certeza de que algo nos surpreenderá na cena seguinte. Neste sentido, quando o filme vai caminhando para seu final e pensamos já encontrar toda tensão que o filme tinha a oferecer, aparece Alfred Molina de cuecas e totalmente drogado para nos emudecer com cena e atuação ímpares. Enfim, uma obra fantástica, com músicas embalando todos os momentos e muitos ingredientes: desejo, sedução, luxúria, loucura, adicção, sonhos, dinheiro, prazer desmedido... mas nada sacia."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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11 fevereiro 2012

1001 Filmes: Além Da Linha Vermelha (The Thin Red Line)

DIREÇÃO: Terrence Malick;
ANO: 1998;
GÊNEROS: Ação, Drama e Guerra;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: inglês;
ROTEIRO: Terrence Malick;
BASEADO EM: livro homônimo de James Jones;
PRINCIPAIS ATORES: Jim Caviezel (Soldado Robert Witt); Sean Penn (Primeiro Sargento Edward Welsh); Nick Nolte (Tenente Coronel Gordon Tall); John Cusack (Capitão John Gaff); George Clooney (Capitão Charles Bosche); Ben Chaplin (Soldado John Bell); John Travolta (General de Brigada Quintard); Miranda Otto (Marty Bell); Elias Koteas (Capitão James Staros); John C. Reilly (Sargento Storm); Adrien Brody (Cabo Geoffrey Fife); Woody Harrelson (Sargento Keck); Jared Leto (Segundo Tenente Whyte); Dash Mihok (Soldado Don Doll); Tim Blake Nelson (Soldado Tills); Larry Romano (Soldado Mazzi); John Savage (Sargento McCron); Arie Verveen (Sargento Charlie Dale); Kirk Acevedo (Soldado Tella); Penelope Allen (Mãe de Witt); Mark Boone Junior (Soldado Peale); Paul Gleason (Tenente George Band); Don Harvey (Sargento Becker); Danny Hoch (Soldado Carni); Thomas Jane (Soldado Ash); John Dee Smith (Soldado Train) e Nick Stahl (Soldado Bead).




SINOPSE: "Durante a Segunda Guerra Mundial, fica claro que o resultado da batalha de Guadalcanal influenciará fortemente o avanço japonês no Pacífico. Assim, um grupo de jovens soldados enviado para lá, trazendo alívio para as esgotadas unidades da marinha. Lá os recém-chegados conhecem um terror que nem imaginavam, mas no meio deste desespero surgem fortes laços de amor e amizade." (Adoro Cinema)


"Depois de 20 anos ausente, podemos chamar de férias prolongada e enclausurada em Paris, Malick anuncia que está preparando um novo filme, causando burburinhinho na mídia especializada, e algum tempo depois, com direito a segredo que só James Bond pode ter, é revelado o novo filme. Um esquadrão de estrelas de Hollywood, outro front de novos e promissores talentos e um roteiro fictício sobre a segunda Guerra Mundial, então, o que era expectativa, tornou-se um dos mais esperados filmes da década de 1990. E a espera não foi em vão! Mesmo tendo um outro clássico, sendo sua maior comparação, que iremos comentar aqui na seção, lançado meses antes 'O Resgate Do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, Steven Spielberg, 1998)', o filme de Malick é completamente diferente do filme de Spielberg, com uma exceção: a Guerra. Enquanto em 'O Resgate Do Soldado Ryan' a guerra é o foco, em 'Além Da Linha Da Vermelha', o foco não é guerra, pelo contrário, ela aparece como intrusa no filme, como uma mancha em imagens espetaculares da Austrália e das Ilhas Salomão. Mas a guerra não é apenas retratada como algo fora de lugar, ela também serve como reflexão para prioridades e cuidados que o Homem têm com sigo próprio e com sua raça, aspectos esses, abordados de forma magistral e competente por Malick. Mais um pouco, ou talvez nas quase 3 horas cortadas das filmagens originais, o filme se transformaria um documentário, bem ao estilo daqueles exibidos pela Discovery. E o elenco? Esse parecia em transe com o enredo, estrelas e promessas mostrando por que são consideradas assim. Fantástico! Destaque para a atuação hors concours de Nick Nolte. Um filme de guerra poético!"

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Malick, discreto, com contratos estranhos que pedem sua invisibilidade comercial, após excelentes filmes se ausenta 20 anos sem dar satisfação a ninguém. Quando retorna de seu 'retiro espiritual', nos brinda com outros ótimos filmes, o primeiro deles é este, 'Além Da Linha Vermelha'. Aqui encontramos uma obra com questões existenciais ilustradas pela guerra, questionando quem é este estranho que está ao nosso lado, nosso irmão, a quem deveríamos proteger e sermos protegidos, mas que violentamos e matamos. Ele pergunta: quando nos tornamos tão cruéis? Mais do que um filme crítico sobre a guerra esta película coloca reflexões com tons teológicos, mostrando um Deus que observa a tudo e todos em raios de sol entre as árvores, julgando o desenvolvimento do livre-arbítrio dado por ele ao ser humano. Assim, mostrando imagens belas e horrendas contrasta com outros filmes de guerra já realizados e comentados aqui em nosso blog, colocando as características próprias de Malick. Neste sentido, cenas marcantes como a morte do soldado e o ar triste de seu superior por não ter lhe dito o quanto o admirava e frases marcantes do narrador cercam o filme: 'se eu nunca o encontrar nessa vida, me deixa sentir sua falta.' Além de tudo isso, traz alguns erros, dando margem à reflexões, como o fato de mostrar os japoneses caindo de joelhos perante a vitória dos soldados americanos, sabendo-se que na realidade eles lutavam até a morte com bravura, causando uma distorção histórica. Com ótimos atores que na época eram famosos ou começavam a ser, cortado pela metade na edição, deixou de fora atores como Gary Oldman, que foi ator na obra original de quase 6 horas. Por fim, assistir Terrence Malick é ecoar perguntas sem respostas: qual o sentido disso tudo que vivo? qual o sentido deste blog? E destas conversas que tenho nas redes sociais? Qual o sentido da vida?"

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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10 dezembro 2011

1001 Filmes +: Chicago (Chicago)

DIREÇÃO: Rob Marshall;
ANO: 2002;
GÊNEROS: Comédia, Drama, Musical e Policial;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: inglês;
ROTEIRO: Bill Condon;
BASEADO EM: musical de Fred Ebb e Bob Fosse tambem chamado de 'Chicago';
PRINCIPAIS ATORES: Renée Zellweger (Roxie Hart); Catherine Zeta-Jones (Velma Kelly); Richard Gere (Billy Flynn); Queen Latifah (Matron 'Mamma' Morton); Jayne Eastwood (Sra. Borusewicz); John C. Reilly (Amos Hart); Taye Diggs (Líder Da Banda); Dominic West (Fred Casely); Cliff Saunders (Gerente); Bruce Beaton (Fotógrafo Da Polícia); Roman Podhora (Sargento Fogarty); Colm Feore (Harrison); Robert Smith (Fotógrafo Do Jornal como Rob Smith); Sean Wayne Doyle (Repórter); Steve Behal (Escrituário Da Prisão); Robbie Rox (Guarda Da Prisão); Chita Rivera (Nickie); Susan Misner (Liz); Denise Faye (Annie); Deidre Goodwin (June); Ekaterina Chtchelkanova (Hunyak) e Lucy Liu (Kitty Baxter).




SINOPSE: "Os destinos de Roxie Hart, uma sonhadora cantora que busca a fama dos palcos da Broadway, e Velma Kelly, que já fora famosa, se cruzam na prisão de Chicago. Roxie, que matou o amante após o abandono, e Velma, que matou o marido e a irmã, tentam chamar a atenção da imprensa, para voltar aos holofotes da Broadway, através do bem sucedido e esperto advogado Billy Flynn." (Cineplayers).



"O roteiro deste filme cabe perfeitamente para um musical, um dos raros filmados na década de 2000, com sucesso. Os musicais foram sinônimos de cinema no meio do século passado, quando conseguiu seu auge com os grandes clássicos do gênero e do cinema, como o 'Agora Seremos Felizes (Meet Me In St. Louis, Vincente Minnelli, 1944)', filme anteriormente postado nesta sessão. É um gênero sazonal e titubeante, muitas vezes visto como ultrapassado, mas quando filmado nos dia de hoje, trazendo um belo roteiro, belos personagens e atores e uma bela direção, é muito bem vindo e acertado, e seu rótulo de um 'formato antigo e ultrapassado' cai por terra. O quarteto de atores (Gere, Zeta-Jones, Zellweger e Latifah) dão o equilíbrio, entre si e o roteiro, um tanto quanto patético e cômico, mas muito realista e verdadeiro. Indo mais a fundo, podemos analisar a força que a mídia tem em tornar bandido em mocinhos, com a ajuda fundamental do advogado-ator, o que se encaixa perfeitamente nos dias de hoje, mesmo sendo escrito há quase 100 anos."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Chicago representa o que há de melhor nos musicais modernos, com profissionais de talento dançando e cantando histórias antes reproduzidas nos palcos da Broadway. Chicago é uma história antiga, da década de 1920, com várias versões e chegando com o mesmo glamour e interesse quase um século depois, mostrando o quanto o narcisismo está intrínseco na psique humana, e agora mais que nunca, na 'Sociedade do Espetáculo' (termo de Guy Debord para o culto exacerbado da imagem). Para estrelar este filme foram consideradas cantoras do ShowBizz como Madonna, mas estrelaram com toda vontade e talento que têm, Renée Zellweger e Catherine Zeta-Jones, respectivamente como Roxie Hart e Velma Kelly, emocionando com seus dramas e mostrando toda simpatia e sensualidade em coro e dança. Para completar o charme do elenco encontramos Richard Gere, o advogado sapateador Billy Flinn, nos brindando ao mostrar mais alguns de seus talentos, o de cantor e de dançarino: quem já o amava, agora enlouqueceu. Rob Marshall, coreógrafo e diretor do filme, amarrou muito bem esta história com as atuações, não perdendo de vista outros grandes talentos como John C. Reilly (interpretando Amos Hart) e Queen Latifah, a 'Mama' Morton, carcereira gentil do filme."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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