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12 novembro 2011

1001 Filmes: A Um Passo Da Eternidade (From Here To Eternity)

DIREÇÃO: Fred Zinnemann;
ANO: 1953;
GÊNEROS: Guerra e Romance;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: inglês;
ROTEIRO: Daniel Tadarash;
BASEADO EM: romance homônimo de James Jones;
PRINCIPAIS ATORES: Burt Lancaster (Sargento Milton Warden); Montgomery Clift (Soldado Robert E. Lee Prewitt); Deborah Kerr (Karen Holmes); Donna Reed (Alma 'Lorene' Burke); Frank Sinatra (Soldado Angelo Maggio); Philip Ober (Capitão Dana Holmes); Mickey Shaughnessy (Leva); Harry Bellaver (Soldado Mazzioli); Ernest Borgnine (Sargento 'Fatso' Judson); Jack Warden (Cabo Buckley); John Dennis (Sargento Ike Galovitch); Merle Travis (Sal Anderson); Tim Ryan (Sargento Pete Karelsen) e Arthur Keegan (Treadwell).





SINOPSE: "Durante a Segunda Guerra Mundial, o recruta Prewitt (Montgomery Clift) é obrigado a lutar boxe pela sua companhia do exército. Só que Prewitt não luta mais, e acaba sofrendo repressão pelos outros soldados com isso. Quem tenta ajudá-lo é o sargento Warden (Burt Lancaster), só que este também já tem problemas suficientes ao se envolver com a mulher de seu superior, a linda Karen Holmes (Deborah Kerr). A vida de todos os personagens é alterada logo após o cruel ataque de Pearl Harbor pelos japoneses. Vencedor de 8 Oscar, incluindo Filme e Diretor." (Cineplayers).



"Um filme que criou bastante expectativa, pois ele nos apresenta uma das cenas celebres da história do cinema, sempre lembrada como uma das cenas mais românticas da sétima arte, na qual deitados na praia, a mulher do capitão e o sargento, se abraçam e uma onda passa por eles. Porém, a cena não condiz com o filme, afinal, esperamos ver um grande filme de romance, aquele bem 'água com açúcar', mas pelo contrário, vemos um filme masculino, contando a vida de três homens que dedicam suas vidas ao exército, e mostra a trajetória deles dentro da instituição, ou para não perder seu posto, ou para subir ao posto superior ou para evitar ocupar um cargo que não deseja. Mesmo quando há um envolvimento mais romântico, ainda sim é bastante conturbado, pouco carinhoso e um tanto quanto leviano. Vale destacar a atuação de Frank Sinatra, como um soldado durão e descontraído, traz um personagem que difere no filme."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Este filme mostra os sentimentos de pessoas isoladas dentro de uma ilha, longe de casa ou de onde gostariam de estar, destacando neste contexto alguns personagens interessantes. O sargento Milton Warden (Burt Lancaster) se apaixona pela bela Karen Holmes (Deborah Kerr), esposa de seu superior, mas não tem coragem de sustentar seu sentimento perante as dificuldades de sua carreira profissional. Eles protagonizam a épica e sensual cena do beijo na areia, fazendo aquele rolar em águas salgadas se eternizar na história do cinema, mesmo que seja frustrante a cena durar poucos segundos a contrastar o pequeno corpo de Kerr com o 1 metro e 90 de Lancaster. Encontramos também com Montgomery Clift (protagonista, nove anos depois, de 'Freud Além Da Alma (Freud, John Huston, 1962)', interpretando o soldado Robert E. Lee 'Prew' Prewitt, apaixonado por Alma Burke (Donna Reed), uma prostituta, com quem tem conflitos, já que sua missão como soldado o chama em momentos críticos, e Alma é resistente a se entregar, já que tem o sonho de morar na América e planos já bem delineados para si. Frank Sinatra nos brinda com o personagem Angelo Maggio, personificação da amizade e da coragem, mas que tem seus sonhos podados ao enfrentar um inimigo e ser punido até a morte – ser corajoso talvez não tenha sido uma qualidade para Maggio. Philip Ober interpreta o capitão Dana Holmes, homem que tem frustrado seu desejo de que sua equipe de boxe seja campeã. Todos com sonhos e limitações, todos a um passo da eternidade, mas não passam disso, não encontram o barco de Ariel 'Ariel (Ariel, Aki Kaurismäki, 1988)' para a liberdade que tanto anseiam, o desejado paraíso. Um filme interessante de Fred Zinnemann, ganhador de vários Óscars."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





Para entender o que são os '1001 Filmes', acesse a página explicativa.

Para entender a dinâmica do 'O Teatro Da Vida' visite a página sobre o blog.





















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22 março 2011

1001 Filmes: Alta Sociedade (High Society)

DIREÇÃO: Charles Walters;
ANO: 1956;
GÊNEROS: Comédia e Musical;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: inglês;
ROTEIRO: John Patrick;
BASEADO EM: peça "The Philadelphia Story" de Philip Barry;
PRINCIPAIS ATORES: Bing Crosby (C.K. Dexter-Haven); Grace Kelly (Tracy Lord); Frank Sinatra (Mike Connor); Celeste Holm (Liz Imbrie); John Lund (George Kittredge); Louis Armstrong (ele mesmo).




SINOPSE: "Um dos maiores clássicos musicais de Hollywood, Alta Sociedade, remake baseado na peça Núpcias de Escândalo (The Philadelphia Story), traz um notável trio de estrelas formado por Grace Kelly, Frank Sinatra e Bing Crosby, além de Louis Armstrong para embalar essa história ao som de sua música. Num mundo de ricos, estão Tracy Lord e Dexter, um casal bem abastado que acaba de se divorciar. Os dois se conhecem desde crianças, mas esse importante elo não foi capaz de impedir a separação. A ex-mulher, filha de um playboy milionário, quer começar uma nova vida, ao lado de um novo amor. Mas, Dexter ainda está preso às lembranças de Tracy. Ela está prestes a se casar novamente, desta vez com George, um grande homem de negócios. Só que o charme de Tracy não pára por aí. Além de George, ela consegue fisgar Mike, por quem está extremamente atraída." (Webcine).



"Chegamos ao cinema da primeira metade do século XX, onde a ingenuidade e leveza nas histórias e o charme das interpretações e personagens prevaleciam acima de tudo, e não foi diferente nesse filme. Além disso, colocar juntos Grace Kelly, na época a musa do cinema, ao lado de Frank Sinatra e Louis Armstrong, dois ícones da música norte-americana atuando juntos foi um marco. O primeiro veio de uma família pobre do estado de Nova Jérsei, cantando músicas pop, jazz e blues, ganhou duas estrelas na Calçada da Fama, uma como músico e outra como ator e sua música tinha identificação com a alta sociedade. Já o segundo, também de uma família humilde, mas do estado de Nova Orleães, berço do jazz e blues, foi reconhecido como a 'personificação do jazz' e se destacou como solista de trompete e cantor, ambos tinham uma voz única, um tímbre incomparável. Na época, era muito comum que os grandes cantores também se destacassem como atores de filmes. A trama é bastante simples, chegando a ser ingênua, porém, muito vibrante e alegre em todo tempo, e poder ver atuando e cantando juntos, dois dos maiores artistas do século XX com o toque especial da mais pura beleza feminina de Grace Kelly é um privilégio e uma relíquia."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Realmente difícil tecer comentários negativos para um filme tão brilhante com estrelas como Grace Kelly, Bing Crosby, Frank Sinatra e Louis Armstrong, entre outros, mas, em contrapartida, muito fácil de derramar elogios. Atriz, princesa e ícone da moda, Grace Kelly nos brinda com esta atuação ‘forte’ na qual Tracy tenta se impor como mulher decidida, segura e independente, assim como foi a vida, cheio de amores e paixões, da atriz. Ela, realmente, navega nas águas da sedução e deixa seu desejo a guiar, prostrando sua ‘coroa’ real com altivez, talvez pelo que Dexter lhe interpreta, por conta de sua relação edípica mal resolvida, é lindo! No decorrer da história três homens tocam seu coração e suas diferentes características deixam-na com dúvidas e, aos poucos, mostra sua sensibilidade e, por que não dizer, fraqueza. O ponto culminante deste embalo nos braços da sedução é sua crise alcoólica, deixando-se levar do mundo da alta sociedade para os braços do queridíssimo e sedutor jornalista Mike. O jornalista até nos lembra o papel de um psicanalista, com seus questionamentos e investigações que derrubam as estruturas da dama – e Dexter faz um pouco disso também, deixando Tracy cada vez mais cercada. Entretanto, quando acorda encontra os três homens esperando por uma decisão sua: e agora? Tracy busca navegar por águas calmas no belo barco de Dexter, o ‘True Love’, mas percebe que a vida e o amor navegam por águas tumultuadas de sentimentos, desejos e interesses, nem sempre (ou quase nunca) postos em harmonia ou tranquilidade. Ao fim, a mulher tão segura de si controla as velas de seu barco ou se deixa levar pelas ondas? Vale a pena ver esta elegante obra que é envolta de glamour, sedução e beleza. Tracy, sabendo de seus envolventes atributos, não quer escolher tendo que renunciar, ela quer os três homens, ela quer tudo, cada um dos cavalheiros com suas características perturbadoras. A sociedade atual, pós moderna, contemporânea, aliás, tem um pouco disso, desta dificuldade de se renunciar – seja pela presente alta variedade, seja pela liberdade excessiva ou pelo abandono e solidão que se presencia. E, por fim, no caso da dama de nossa história, com seus dotes, ela poderia ter todos que quisesse. Mesmo que o filme fosse ‘tosco’ em sua história ou personagens valeria a pena assistir só pelo encanto e pela beleza de Grace Kelly com seus traços, formas e movimentos perfeitos. Nem parece real, é hipnótico."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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