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28 janeiro 2012

1001 Filmes: Falstaff - O Toque Da Meia Noite (Campanadas A Medianoche)

DIREÇÃO: Orson Welles;
ANO: 1965;
GÊNEROS: Comédia, Drama e Guerra;
NACIONALIDADE: Espanha, França e Suíça;
IDIOMA: Inglês;
ROTEIRO: William Shakespeare, Raphael Holinshed e Orson Welles;
BASEADO EM: em peças de William Shakespeare e no livro 'Crônicas da Inglaterra, Escócia e Irlanda' de Raphael Holinshed;
PRINCIPAIS ATORES: Orson Welles (Falstaff); Keith Baxter (Príncipe Hal); John Gielgud (Henrique IV); Margaret Rutherford (Sra. Quickly); Fernando Rey (Worcester); Jeanne Moreau (Garota Da Pousada); Jeremy Rowe (Príncipe John); Marina Vlady (Kate Percy); Walter Chiari (Mr. Silence); Michael Aldridge (Pistol); Tony Beckley (Ned Poins); Alan Webb (Shallow); Julio Peña; Andrés Mejuto e Keith Pyot.




SINOPSE: "O velho e gordo Falstaff é um grande amigo do príncipe Hal, o herdeiro do trono da Inglaterra. Juntos passaram por experiências divertidas e, em outras oca- siões, perigosas, sendo constituído um vínculo de ami- zade cada vez maior. Quando Hal se torna rei, Falstaff finalmente acha que sua vida melhorará com a ajuda do seu companheiro." (O Sétimo Projetor)


"Nos deparamos com o primeiro filme de Orson Welles, aqui na seção e na minha vida também, e já com esse clássico do cinema. Considerado pelo próprio como seu favorito, mesmo que a época da filmagem tenha atrasado por algumas semanas o início dos trabalhos por medo de atuar em seu próprio filme. Medo desnecessário, afinal, o filme é o que é, 70% pelo fato de ter Welles atuando e dirigindo, assim, adaptar textos complexos e com falas rebuscadas para o cinema é complicado e difícil, mas Welles conseguiu. Fez um filme simples de entendimento, desenrolado e claro. Já as falas, são outros quinhentos, claramente mantidas o mais próximo das originais. Um detalhe muito interessante e que caiu muito bem no filme foi a adoção de tomadas de câmera para cada classe social e sua importância no reino. Assim, quando aparecem reis, príncipes, duques, etc., a imagem sempre é tomada de baixo, já quando falamos do povo, dos mendigos e gordos repugnantes, a tomada é de cima, rebaixando o personagem. Ao final, quando o príncipe vira rei e Falstaff vai parabenizá-lo, essa diferença fica ainda mais clara e evidente, dando ainda mais qualidade ao filme, sendo essa diferenciação social o mote do filme."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Neste filme nos encontramos com dois grandes nomes da arte de contar histórias: Orson Welles e William Shakespeare, deixando a difícil arte de fazer crítica frente a algo criado por eles. Assim, Falstaff é um personagem criado pelo dramaturgo inglês para suas peças, um fanfarrão e boêmio e que nesta obra acompanha o filho do rei inglês em sua adolescência, rumo à coroa. A história mostra como esta amizade dá prazer ao jovem príncipe e em como o gorducho e boêmio Jack Falstaff se alegra de ter perto de si o filho de um rei o qual não tem nenhuma estima. O ponto alto do filme se dá com a decepção de Falstaff com seu pupilo, levando-o à profunda melancolia. E, além disso, todas as cenas são feitas como se estivéssemos lendo Shakespeare e seu texto clássico, por vezes, confuso e metódico, mas profundamente poético. Lançado em 1965 contém cenas super produzidas, como a sequência do embate entre as tropas na guerra, digna de grandes filmes mais atuais. Já Welles como ator não deixa nada a desejar, ele se entrega, deixa correr em suas veias o texto de Shakespeare e nos brinda com um personagem autêntico e fugaz. Aliás, Welles foi muito mais ator do que diretor em toda sua longa carreira, já que muita gente não gostava de financiar as polêmicas envolvidas em seus filmes, conseguindo assim, viver mais como ator do que como diretor. É uma obra que vale a pena ser vista com a mente aberta e os ouvidos atentos ao texto que habita os diálogos."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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13 agosto 2011

1001 Filmes: Preso Na Escuridão (Abre Los Ojos)

ANO: 1997;
GÊNEROS: Ficção Científica, Romance e Thriller;
NACIONALIDADE: Espanha, Itália e França;
IDIOMA: Espanhol;
ROTEIRO: Alejandro Amenábar, Philip K. Dick e Mateo Gil;
BASEADO EM: ideia de Alejandro Amenábar;
PRINCIPAIS ATORES: Eduardo Noriega (César); Penélope Cruz (Sofía); Chete Lera (Antonio); Fele Martínez (Pelayo); Najwa Nimri (Nuria); Gérard Barray (Duvernois); Jorge de Juan (Diretor Life Extension); Miguel Palenzuela (Comissário); Pedro Miguel Martínez (Médico); Ion Gabella (Recluso); Joserra Cadiñanos (Guarda); Tristán Ulloa (Garçom); Pepe Navarro (Apresentador da TV); Jaro (Médico) e Walter Prieto (Médico).





SINOPSE: "César (Eduardo Noriega) é dono de uma grande fortuna e um mulherengo. Ao dar uma festa em sua casa conhece a bela Sofia (Penélope Cruz) e tenta conquistá-la. Entretanto, Nuria (Najwa Nimri), a última namorada de César, é extremamente ciumenta e não aceita que ele tenha outra mulher. Então Nuria, ao saber do relacionamento, comete suicídio batendo com seu carro e César que estava com ela, tem seu rosto completamente desfigurado. Agora César se encontra em profunda depressão e seu pesadelo apenas está começando, uma vez que começa a ter visões estranhas e assustadoras." (Cineplayers).



"Este é um filme criativo e com um belo resultado cinematográfico, para um orçamento considerado baixo, mesmo na época, portanto, vale ressaltar que nem sempre um orçamento faraônico e um elenco repleto de estrelas garantirá o sucesso e um resultado tão interessante quanto o que vimos aqui. Abre Los Ojos, ou traduzido para o português brasileiro como 'Preso Na Escuridão' ou 'Abra Os Olhos', é um precursor na temática em que foi inserido. Com base em sua história, há o celebre e hollywoodiano 'Vanilla Sky (Cameron Crowe, 2001)', com Tom Cruise no papel principal e Penélope Cruz como Sofía, e mesmo sendo uma refilmagem de Abre Los Ojos os nomes dos personagens latinos foram substituídos por nomes americanos, exceto o de Penélope Cruz, que continua a interpretar a doce Sofía na refilmagem. Porém, não como remake, mas com uma história que viria ser a base de outros filmes, como: 'eXistenZ (David Cronenberg, 1999)', a trilogia 'Matrix / Matrix Reloaded / Matrix Revolutions (The Matrix, 1999 / The Matrix Reloaded, 2003 / The Matrix Revolutions, 2003, Andy Wachowski e Larry Wachowski)', 'Clube Da Luta (Fight Club, 1999, David Fincher)', 'O Sexto Sentido (The Sixth Sense, M. Night Shyamalan, 1999)', 'Amnésia (Memento, Christopher Nolan, 2000)', 'Cidade Dos Sonhos (Mulholland Drive, David Lynch, 2001)', 'A Ilha Do Medo (Shutter Island, Martin Scorsese, 2010)' e 'A Origem (Inception, Christopher Nolan, 2010)'. Este filme nos insere na pseudo-loucura de César e nos coloca frente a uma visão que foi retratada no filme e que nos força a crer que seja a verdadeira, mas a dúvida do que realmente aconteceu com César, se ele era psicótico, ou se foi vítima de uma armação empresarial para tirá-lo o poder ou realmente se deixou ser cobaia de um empreendimento mirabolante e fantástico. Como o filme não lhe traz a reposta, todas essas possibilidades acabam sendo o final também. Apesar de contar uma história, que a princípio poderia ser muito confusa para quem fosse assistir, o diretor conseguiu a proeza de retratar bem um caso pseudo-psicótico sem perder a linha da coerência e do entendimento do filme como um todo, proeza não vista em seu remake hollywoodiano."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Muito difícil para um psicólogo curioso assistir um filme e não enxergar nele aspectos psicológicos e neste caso vejo mais uma obra que se parece muito com uma sessão de psicoterapia, na qual o paciente é convidado a todo momento a abrir sua mente, abrir seus olhos, pular do prédio, acordar, matar pessoas que idealiza, morrer... para poder viver. Mas não bastando somente isso, estamos falando de uma obra na qual cabem muitas visões, desafiando o meu olhar sobre ele e isso o deixa muito mais rico. Assim, podemos ter uma visão psicológica concreta da história e ver César tentando conviver com a mescla de culpa e ódio por sua ex-namorada louca e ciumenta, Núria, que o envolve em um acidente de carro, morre e tira dele sua beleza física, deformando seu rosto. Podemos ver ainda a visão criogênica e de ficção científica desta história e encontrar aspectos da Pós-Modernidade na obra entrando na discussão do narcisismo e de como César sofre por ter perdido aquilo de que tanto se vangloriava, sua estética. Em certo momento do filme os médicos dizem a ele que não é possível recuperar seu rosto e que a beleza exterior não é tudo, no que ele responde: 'como vou convencer as pessoas ai fora que a beleza interior é o que importa?', mostrando o vazio interior com que o sujeito nesta época atual vive, se apoiando cada vez mais em uma casca, utilizando-se de máscaras para sobreviver e buscando prazer constante, ilimitado e de fácil acesso. Enfim, uma obra que pode gerar dissertações no campo da psicologia e da sociologia, assim como intrigar muito o espectador que o assiste somente por prazer encontrando um ótimo filme, com ótimos atores e uma história envolvente do princípio ao fim. No Brasil tem dois nomes, 'Preso Na Escuridão' em alguns sites e 'Abra Os Olhos' na TV aberta, é dirigido pelo jovem chileno-espanhol Alejandro Amenábar e com estrelas como Eduardo Noriega, Penélope Cruz, Chete Lera e demais atores compondo um ótimo time."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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