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16 janeiro 2013

Dois Pontos: A Lição



A Lição

As sandálias do discípulo ressoavam surdamente nos degraus de pedra que levavam aos porões do velho mosteiro. Empurrou a pesada porta de madeira que cerrava os aposentos do ancião e custou a localizá-lo na densa penumbra, o rosto velado por um capuz, sentado atrás de enorme escrivaninha onde, apesar do escuro, fazia anotações num grande livro, tão velho quanto ele.

E o discípulo o inquiriu:

- Mestre, qual o sentido da vida?

O idoso monge, permanecendo em silêncio, apenas apontou um pedaço de pano, um trapo grosseiro no chão junto à parede e logo após, seu indicador ossudo e encarquilhado mostrou logo acima, no alto do aposento o vidro da janela, opaco sob décadas de poeira e teias de aranha.

O discípulo pegou o pano e subindo em algumas prateleiras de uma pesada estante forrada de livros conseguiu alcançar a vidraça, começando então a esfregá-la com vigor, retirando a sujeira que impedia sua transparência. O sol inundou o aposento, banhando com sua luz estranhos objetos, instrumentos raros e dezenas de papiros e pergaminhos com misteriosas anotações e signos cabalísticos.

O discípulo, sem caber em si de contentamento, a fisionomia denotando o brilho da satisfação declarou:

- Entendi, mestre. Devemos nos livrar de tudo que obste nosso aprendizado; buscar retirar o pó dos preconceitos e as teias das opiniões que impedem que a luz do conhecimento nos atinja e só então poderemos enxergar as coisas com mais nitidez, partindo então para a evolução.

E assim, o jovem discípulo fez uma reverência deixou o aposento, agora iluminado, a fim de dividir com os outros a lição recém aprendida. O velho monge, o rosto enrugado ainda encoberto pelo largo capuz, os raios do sol da manhã agora banhando-o com uma claridade a que se desacostumara, viu o discípulo se afastando e deixou escapar um tênue sorriso.

- Mais importante do que aquilo que alguém mostra é o que o outro enxerga... pensou ele.

E murmurando baixinho:

- Eu só queria que ele colocasse o pano no lugar de onde caiu.

Autor Desconhecido


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01 novembro 2012

Marília Gabriela: Nunca Me Queixo

Marília Gabriela Baston de Toledo, segundo o site do GNT, onde tem programa de entrevistas, é a melhor entrevistadora do país. Além de seu programa no canal fechado também apresenta seu bate-papo com convidados na TV aberta, no SBT. Nasceu em Campinas em 31 de maio de 1948 e tem múltiplas profissionais dentro de si: é jornalista, entrevistadora, apresentadora de televisão, atriz, psicóloga, cantora e escritora. E além disso, hoje, nossa homenageada do mês aqui em "O Teatro da Vida"!


Marília iniciou sua carreira de jornalista em 1969, como estagiária do Jornal Nacional da Rede Globo. No mesmo ano, foi chamada para ser apresentadora do telejornal Jornal Hoje, em São Paulo. Em 1973, estreou no Fantástico, com uma reportagem sobre o aniversário de morte de Carmen Miranda. Logo depois, ela foi contratada para ser repórter especial do 'Fantástico', fazendo viagens por todo Brasil. Em 1980, Marília passou a ser âncora do programa '
TV Mulher, com co-apresentação do jornalista Ney Gonçalves Dias e quadros especializados com, por exemplo, a então sexóloga Marta Suplicy, o estilista Clodovil Hernandez, o cartunista Henfil, entre outros.

Gravou dois discos pela Som Livre e pela Universal Music, intitulado 'Perdida De Amor', com participações de Simone e Caetano Veloso. Depois de deixar o programa 'TV Mulher', em 1984, foi correspondente da TV Globo na Inglaterra, por cerca de seis meses, além de matérias especiais de Nova Iorque para o programa 'Fantástico'. Descontente, aceitou proposta de Johnny Saad para mudar para a Rede Bandeirantes. A partir de 1985, apresenta o programa Marília Gabi Gabriela, já na TV Bandeirantes.


Com os baixos índices de audiência, deixou o programa de variedades para apresentar exclusivamente o de entrevistas que marcou a carreira e lhe trouxe a fama de a maior entrevistadora da TV brasileira, o Cara A Cara, ao final das noites de domingo. De 1987 a 1994 apresentou o Jornal Bandeirantes, o programa Cara A Cara, no qual entrevistou políticos e personalidades nacionais e internacionais. No período da primeira eleição para presidente, após o Golpe de 64, Marília destacou-se por mediar o primeiro debate entre os candidatos Lula e Fernando Collor de Mello, também pela Band.

Depois de deixar a emissora, foi contratada pela Rede CNT para apresentar um programa de entrevistas no horário nobre pelo salário recorde de 1 milhão de reais por mês. Foi o maior salário jamais pago a um jornalista brasileiro. Mas a experiência durou pouco. Em 1997, ela foi contratada pelo SBT, onde apresentou o SBT Repórter durante quatro anos. Nessa mesma emissora apresentou De Frente Com Gabi, programa inicialmente semanal que, a partir de maio de 2002, passou a ser apresentado de segunda a sexta-feira. Neste programa foi ao ar a polêmica entrevista com a cantora Madonna; houve alguns desentendimentos entre as duas, o que levou a entrevista a um grande constrangimento. Atualmente, ela apresenta o programa Marília Gabriela Entrevista no canal a cabo GNT, exibido no Brasil e em Portugal. Gabi também teve uma breve passagem pela RedeTV!, onde apresentou o clássico formato de entrevistas nos finais de noite.


Gabi estreou como atriz de teatro em 2001, protagonizando a peça 'Esperando Beckett', escrita e dirigida por Gerald Thomas. Participou também, como atriz, de filmes e telenovelas. Na telenovela 'Senhora Do Destino', de Aguinaldo Silva, Marília Gabriela interpretou duas personagens em fases distintas: Josefa Medeiros Duarte Pinto, uma jornalista no período da ditadura militar, e sua filha, Guilhermina de Medeiros Duarte Pinto Lefevre. É uma das protagonistas da série escrita por Aguinaldo Silva sobre a vida de 3 mulheres maduras, chamada 'Cinquentinha'. Suzana Vieira e Betty Lago completariam o trio.

Depois de priorizar a carreira de atriz na Rede Globo, e também de comandar Marília Gabriela Entrevista no canal a cabo GNT, retornou ao SBT em junho de 2010 para reapresentar De Frente Com a Gabi. Em 6 de julho de 2010 assinou contrato com a TV Cultura para apresentar o programa Roda Viva, com a manutenção do programa no SBT aos domingos. Sendo assim, Marília Gabriela passa a apresentar três programas em três emissoras diferentes simultaneamente. Depois de um ano na TV Cultura o SBT decidiu exclusividade da apresentadora em tv aberta.


Marília Gabriela cursou o ensino primário no 8º Grupo Escolar do Bonfim, atual Escola Estadual Dom João Nery, localizado na Avenida Erasmo Braga, em Campinas. O primeiro marido de Marília Gabriela foi Reinaldo Haddad, com quem se casou em 1970 e após anos de casamento, ficou viúva. De 1976 até 1986, ela foi casada com Zeca Cochrane, pai dos dois filhos: Christiano Cochrane, apresentador do canal GNT, e Theodoro Cochrane, ator. Em 1999, após um ano de namoro, Marília Gabriela casou-se com o modelo e ator Reynaldo Gianecchini. No dia 27 de outubro de 2006, a assessoria de imprensa anunciou a separação do casal. Abaixo entrevista concedida ao programa Agora É Tarde da Bandeirantes:



Abaixo um breve lista dos trabalhos de Gabi:


ATRIZ

2009 | Cinquentinha | Televisão | Série | Globo | Personagem: Mariana Santoro

2008 | Bellini E O Demônio | Cinema | de Marcelo Galvão
2008 | Sexo Com Amor? | Cinema | de Wolf Maya | Personagem: Monica
2008 | Aquela Mulher | Teatro

2007 | Duas Caras | Televisão | Novela | Globo | Personagem: Guigui (Margarida McKenzie Salles Prado)

2006 | Sob Nova Direção | Televisão | Série | Globo | Personagem: Rebeca
2006 | JK | Televisão | Série | Globo | Personagem: Celita Bueno Cavallini
2006 | Lady Macbeth | Teatro

2004 | O Diabo A Quatro | Cinema | de Alice De Andrade | Personagem: Regina
2004 | Senhora Do Destino | Televisão | Novela | Globo | Personagem: Josefa de Medeiros Duarte Pinto / Maria Guilhermina de Medeiros Duarte Pinto Lefevre

2003 | Gregório De Mattos | Cinema | de Ana Carolina | Personagem: Abadessa

2002 | Avassaladoras | Cinema | de Mara Mourão | Personagem: Débora

2001 | Esperando Beckett | Teatro

1997 | Ed Mort | Cinema | de Alain Fresnot | Personagem: Silva 2


APRESENTADORA

2012 | Saturday Night Live | RedeTV!
2012 | Reviva | Viva

2010-Presente | De Frente Com Gabi | SBT
2010-2011 | Roda Viva | Cultura

2002-2004 | De Frente Com Gabi | SBT

2000 | Gabi | RedeTV!

1998-Presente | Marília Gabriela Entrevista | GNT

1996 | Aquela Mulher | GNT
1996 | First Class | SBT

1995 - 2000 | SBT Repórter | SBT

1987-1994 | Cara A Cara | Band

1985 | Marília Gabi Gabriela | Band

1980-1984 | TV Mulher | Globo


CANTORA

2002 | Perdida De Amor

1982 | Marília Gabriela


ESCRITORA

2008 | Eu Que Amo Tanto




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05 outubro 2012

J. K. Rowling: O Espírito Sem Limites É O Maior Tesouro Do Homem

Neste mês de outubro trazemos uma homenagem especial para esta mulher tão talentosa que com toda sua criatividade trouxe alegria e ensinamentos de vida a toda uma geração de crianças e adolescentes (e porque não dizer também adultos). Suas histórias maravilhosas trazem todo encanto de um mundo bruxo e motivou toda uma leva de pessoas a encontrarem o universo de leitura e conhecimento. Assim, só temos a esperar novas e interessantes histórias vindas desta grande pessoa. Fiquem com a história de J. K. Rowling e algumas curiosidades sobre seu processo criativo em busca da história de Harry Potter.


Joanne Rowling, também conhecida como J. K. Rowling, nome com o qual assina as suas obras, ou pelo seu nome de casada, Joanne Murray, é uma escritora britânica de ficção, autora dos sete livros da famosa e premiada série Harry Potter, e de três outros pequenos livros relacionados a Harry Potter. Desde criança, Joanne gostava de ler contos como 'O Vento Nos Salgueiros' e 'O Cavalinho Branco'. Muitos autores influenciaram sua obra, e fizeram nascer em Joanne a vontade latente de tornar-se escritora.

Famosa por escrever em bares, com a primogênita ao lado no carrinho, ela enfrentou uma série de dificuldades até atingir a riqueza e a fama como escritora, passando-se longos anos até que o 'Harry Potter E A Pedra Filosofal' chegasse às prateleiras, com a ajuda de seu agente literário Christopher Little. Desde então, J. K. Rowling escreveu os outros seis livros que a tornaram rica, e capacitaram-na a contribuir com instituições que ajudam a combater doenças, injustiças e a pobreza.

Seus livros, traduzidos para sessenta e quatro línguas, venderam mais de 400 milhões de cópias pelo mundo todo, e renderam à autora por volta de 576 milhões de libras, mais ou menos 1 bilhão de dólares, segundo estimativa da Forbes em fevereiro de 2004, sendo a primeira pessoa a tornar-se bilionária escrevendo livros. Já em 2006, ela foi nomeada pela mesma revista como a segunda personalidade feminina mais rica do mundo, atrás apenas da apresentadora da televisão americana Oprah Winfrey. É notório, entretanto, como J. K. Rowling afirma veementemente no documentário 'Um Ano Na Vida De J.K.Rowling (J.K. Rowling: A Year in the Life, James Runcie, 2007)', que, embora possua muitos milhões, não chega a ter um bilhão de dólares. Com efeito, o seu patrimônio, em 2010, foi avaliado pela Forbes em 815 milhões de euros.

Em 2011 foi lançado o filme 'Magia Além Das Palavras: J. K. Rowling (Magic Beyond Words: The J. K. Rowling Story, Paul A. Kaufman, 2011), uma biografia não autorizada pela escritora. Em fevereiro de 2012, Little, Brown & Company anunciou que iria publicar o primeiro romance de Rowling para adultos, 'The Casual Vacancy' que será publicado no Brasil pela editora Nova Fronteira em dezembro deste ano.

Capa do seu primeiro livro adulto

É importante lembrar que o nome da autora é apenas Joanne Rowling, sem nome do meio. A abreviatura K é de Kathleen, nome de sua avó preferida Kathleen Rowling, e foi escolhida na ocasião do lançamento do primeiro livro da série no Reino Unido, 'Harry Potter E A Pedra Filosofal', quando Christopher Little, agente literário da autora, e a Bloomsbury, sua editora, temendo que os garotos não leriam um livro escrito por uma mulher, pediram a Joanne que assinasse com as suas iniciais, não deixando transparecer que era uma mulher. Joanne pensou em J. Rowling, mas não atendia ao pedido de duas iniciais da editora e por fim acabou homenageando sua avó, criando uma assinatura que ficou muito famosa a partir de então.

Peter John Rowling e Anne Volant conheceram-se no início dos anos 1960, numa viagem de trem da estação King's Cross em Londres (nome conhecido pelos leitores de Harry Potter) à Escócia, e logo iniciaram um relacionamento. Em 31 de julho do mesmo ano, no Yate General Hospital, nascia Joanne Rowling, que apesar de já ter declarado que nasceu em Chipping Sodbury, não é o que consta na certidão de nascimento, apesar de as duas cidades (Yate e Chipping Sodbury) estarem muito próximas: quase não se sabe onde começa uma e termina outra.

Os pais de J. K. Rowling: Peter John Rowling e Anne Volant

Quase dois anos depois, em junho de 1967, Anne teve a segunda filha, Dianne Rowling, que nasceu em casa. Sobre os avós de Joanne, é fato que os paternos eram de longe seus favoritos: Kathleen Ada Bulgen Rowling e Ernest Arthur Rowling eram proprietários de uma mercearia na qual as netas brincavam. Kathleen morreu quando Joanne tinha 9 anos. Os avós maternos das meninas eram Stanley George Volant e Freda Volant, que Joanne descreveu como um "casal infeliz".

Os Rowling inicialmente moraram em Yate, mas quando a cidade avançou, os pais das meninas resolveram mudar-se para Winterbourne, para a rua Nicholls Lane, onde Joanne tomou gosto pela leitura. Perto da casa dos Rowling morava a família Potter, mas ao contrário do que foi espalhado, não há relação entre o filho Ian Potter e Harry Potter além do nome. Em 1971, a pequena Joanne escreve seu primeiro livro: 'Rabbit, A História De Um Coelho Chamado Rabbit', e foi nessa época que Joanne se matriculou em sua primeira escola, a St. Michael's Church of England, perto de sua casa.

Rowling criança

Em 1974 a família Rowling mudou-se para a cidadezinha de Tutshill, para uma casa chamada Church Cottage. Curiosamente, Tutshill fica às bordas da Floresta de Dean, berço do escritor Dennis Potter.

Junto com a nova casa veio a nova escola, a Escola Tutshill. Se a Escola Tutshill ficara para trás junto com Sylvia Morgan, Wyedean chegou com o professor John Nettleship, químico que inspirou o Professor Snape, e que àquela época tornou-se chefe da mãe de Jo e Di, Anne, que passou a trabalhar no departamento de Química da escola. O período que passou na Escola Wyedean deixou fortes lembranças: foi nessa época que Anne Rowling foi diagnosticada com esclerose múltipla, e foi aí também que ela conheceu Sean Harris, amigo a quem foi dedicado o segundo livro e dono do Ford Anglia original:

'Ele foi o primeiro dos meus amigos a aprender a dirigir, e aquele carro turquesa e branco significava liberdade.' (J. K. Rowling)

Seus planos tinham fracassado porque seus pais aconselharam a filha a fazer algo que valesse a pena na questão profissional, mas ainda assim Joanne ingressou no curso de Francês e Línguas Clássicas da Universidade de Exeter. Em 1987 ela se formou na Universidade de Exeter.

Fez alguns trabalhos temporários, como secretária bilíngüe e trabalhou na Anistia Internacional, no Departamento Franco-africano, época em que rascunhou um romance nunca publicado, e que era rabiscado em bloquinhos de papéis em bares, da mesma forma que foi Harry Potter em seu tempo. Quando o namorado de Joanne em Exeter foi morar em Manchester, Joanne passou a procurar um apartamento lá, para morar perto dele, mas foi uma escolha errada, como se veria depois. Para os fãs de Harry Potter, essa decisão talvez tenha sido boa: voltando para Londres após procurar sem sucesso um lugar para morar em Manchester, Joanne criou em sua mente um personagem que mudaria o curso da literatura juvenil. O trem em que ela viajava quebrara e Joanne utilizou-se desse momento para criar o que viria a ser um sucesso mundial. Os motivos são incertos, mas de acordo com J. K.:

'A ideia de Harry Potter surgiu de repente em minha mente [...] e nenhuma outra ideia tinha me animado tanto quanto essa.' (J. K. Rowling)

Isso foi em 1990, quando os primeiros rascunhos de Harry Potter tomaram forma e no fim do mesmo ano, ela instalou-se em Manchester. Para passar o tempo, Joanne escrevia e os personagens de Harry Potter cresceram e amadureceram numa caixa de sapato.

De volta para Manchester descobriu que o apartamento em que vivia fora assaltado, e depois de uma séria briga com o namorado, deu entrada no Bournville Hotel. Foi no quarto desse hotel que surgiu o famoso esporte dos bruxos, o Quadribol. Já não havia o que fazer em Manchester, e um anúncio que procurava professores de inglês foi o início da aventura de Joanne em Portugal.

J. K. Rowling (à direita) na adolescência

Contratada para dar aulas de inglês em Portugal, no Encounter English, Joanne partiu da Inglaterra para a cidade do Porto, onde foi instalada num apartamento junto com duas outras professoras: Jill Preweet e Aine Kiely, mulheres a quem foi dedicado o terceiro livro, 'Harry Potter E O Prisioneiro De Azkaban'.

J. K. Rowling trabalhou no desenvolvimento da série de Harry Potter durante 17 anos. Mas aconteceu de Joanne se deparar com um estudante português num bar, que lhe interessou, assim como ela a ele. Seu nome era Jorge Arantes. Joanne nunca falou detalhadamente sobre essa parte de sua estada no Porto, e muito do que se sabe vem do próprio Jorge. Não demorou muito e os dois passaram a viver juntos, e Joanne ficou grávida, sofrendo um aborto espontâneo logo depois.

Jorge pediu Joanne em casamento em agosto de 1992, mas o relacionamento tempestuoso, pontuado por brigas, fez com que o casamento perdesse o encanto, e Joanne ficou grávida novamente. O bebê nasceu em 27 de julho de 1993, e Joanne diz que foi a melhor coisa que já lhe aconteceu, mas o casal ainda brigava muito, e o ápice se deu quando Jorge a arrastou para fora de casa. Joanne conseguiu resgatar o bebê e não demorou a ir embora, deixando Porto para trás.

Joanne em foto de 1998

Joanne voltou ao Reino Unido. O pai casara-se novamente, mas seu destino foi o lar da recém-casada irmã, em Edimburgo. Não ficou muito tempo lá, já que não queria ser um peso para a irmã. E a pobreza tomou conta dela, e junto com a falta de dinheiro veio a falta de esperança, e Joanne caiu nas garras da depressão. Ela e a filha mudaram-se para um pequeno prédio em Leith, um bairro da capital escocesa, onde vivia com a ajuda do governo, mas sentindo-se humilhada por estar neste estado. Conseguiu, através da lei, manter Jorge longe dela e da filha. Sean Harris ainda mantinha contato com Joanne, e lhe emprestou algum dinheiro.

Joanne Rowling passeava com a filha no carrinho, e quando a menininha dormia, ela ia até o Nicolson's, um bar que pertencia ao cunhado de Joanne, ou ao bar The Elephant House Café. Lá ela pedia um café e escrevia as histórias de Harry Potter até que a filha acordasse. Não tinha computador, apenas uma velha máquina de escrever, onde datilografava as anotações. Entre fins de 1994 e meados de 1995, ela conseguiu um emprego como secretária, foi aceita no curso para conseguir o registro que a habilitava a dar aulas e divorciou-se.

Joanne tinha dois nomes de agentes literários. O primeiro devolveu os originais do livro muito rapidamente, e o segundo faria o mesmo se a mão de Briony Evens, funcionária de Christopher Little, não tivesse resgatado o manuscrito da caixa de devolução. Briony pediu autorização do chefe para tentar publicar o livro, e então escreveu a Joanne pedindo-lhe o restante do livro. Muitíssimo feliz, Joanne enviou-lhe o restante.

Depois de muitas recusas de outras várias editoras, os originais foram parar na Editora Bloomsbury, nas mãos de Barry Cunningham, à época coordenador da recém-criada, e não tão prestigiada, divisão de livros infantis, que decidiu publicar o livro. Aparentemente, essa decisão também foi influenciada por Alice Newton, filha do diretor-executivo da Bloomsbury, que gostou do livro. Na divisão infantil trabalhavam Rosamund de la Hey e Sarah Odedina, que ajudaram Rowling e tornaram-se suas amigas.

Barry Cunningham a aconselhou a arranjar um trabalho, e Joanne conseguiu um emprego na Academia de Leith, como professora de francês, e conseguiu uma bolsa de oito mil libras esterlinas do Conselho Escocês de Artes, devolvendo parte do prêmio depois do sucesso de sua série. Mas nesta época ela esteve sempre esperando pela publicação de 'Harry Potter E A Pedra Filosofal (Harry Potter And The Sorcerer's Stone)', que ocorreu em 30 de junho de 1997. A primeira edição foi pequena, 1000 exemplares, 500 dos quais para bibliotecas. Atualmente um exemplar desses alcança o valor de 25000 libras.


Logo de início o livro esteve entre os mais vendidos. Com o dinheiro que ganhou pelos direitos no início, Joanne comprou um apartamento mais espaçoso num lugar mais seguro para ela e a filha viverem, no número 19 de Hazelbank Terrace, em Edimburgo. J. K. Rowling, quando mudou-se dessa casa, deu-a de presente a uma mãe solteira da vizinhança, de quem se tornara amiga. No ano seguinte, num leilão dos direitos do livro, Arthur Levine, da editora Scholastic Inc., ganhou-os pelo valor de 105 mil dólares. Nos Estados Unidos o livro teve o nome mudado de Philosopher's Stone para Sorcerer's Stone, fato que Joanne diz que teria lutado contra se na época estivesse em uma melhor condição. Ainda assim, J. K. é extremamente grata a Arthur Levine. O sucesso do primeiro livro abriu as portas para o segundo, e desde então os olhos voltavam-se sempre para o lançamento do livro seguinte.

A influência de J. K. Rowling, somada ao seu poder aquisitivo e à sua capacidade de escrever, esteve ocupada com projetos sociais com destaque para a MS Society Scotland, organização que ajuda portadores de esclerose múltipla e o National Council For One Parent Families, que ajuda mães solteiras, tornando-se embaixadora do Conselho. Escreveu também dois livrinhos, 'Quadribol Através Dos Séculos (Quidditch Through the Ages)' e 'Animais Fantásticos E Onde Habitam (Fantastic Beasts and Where to Find Them)', que arrecadaram juntos £15.7 milhões, £10.8 milhões das quais doadas à instituição Comic Relief, que combate a pobreza. Além disso, Joanne doou £22 milhões para a mesma instituição. Em 2006, Joanne foi até Bucareste, na Romênia, para arrecadar fundos ao Children's High Level Group, que difunde os direitos das crianças com deficiência mental na Europa e no mesmo ano doou uma grande soma para a construção de um novo Centro de Medicina Regenerativa na Universidade de Edimburgo.



Em novembro de 2007 Joanne revelou ter escrito o livro 'Os Contos De Beedle, O Bardo (The Tales of Beedle The Bard)'. Esse livro tem um papel importante dentro da história de 'Harry Potter E As Relíquias Da Morte'. Esse livro teve uma edição limitada a sete livros, escritos a mão, com ilustrações da autora, encadernados em couro e com detalhes em prata e pedras semi-preciosas. Seis foram dados de presente, e um deles foi leiloado, e a renda foi doada para crianças carentes. O lance inicial foi de sessenta e dois mil dólares, e foi de fato leiloado por um valor de quase 4 milhões de dólares. Em dezembro de 2008, 'Os Contos De Beedle, O Bardo', foi publicado para o público em geral. Novamente, o dinheiro arrecadado com os royalties do livro foi doado, dessa vez para o Children's High Level Group.


Em 2012, a autora lançou um novo livro, dessa vez voltado ao público adulto, chamado 'The Casual Vacancy', que conta a história de Barry Fairweather. De acordo com Rowling e a editora, o livro traz humor, duplicidade, paixão e revelações inesperadas. O livro que foi lançado em 27 de setembro de 2012, em sua pré-venda já estava na lista dos mais vendidos da Amazon e da Barnes & Noble.

J.K.Rowling conheceu o médico anestesista Neil Michael Murray na casa de um amigo comum, e os dois apaixonaram-se e casaram-se no dia 26 de dezembro de 2001. Pete e Dianne Rowling estavam lá.

O casamento aconteceu na luxuosa propriedade do século XIX, Killiechassie House, em Perth and Kinross, Escócia, comprada pela escritora em 2001. Rowling também comprou uma casa em Merchiston, Edimburgo, e uma casa em estilo georgiano em Londres.

Arualmente é casada com Neil e tiveram dois filhos: David Gordon Rowling Murray, nascido em março de 2003 e Mackenzie Jean Rowling Murray, nascida em janeiro de 2005. 'Harry Potter E A Ordem Da Fênix' foi dedicado a Neil, Jessica e David, e 'Harry Potter E O Enigma Do Príncipe', a Mackenzie.


Durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 Rowling leu trechos da história de Peter Pan, enquanto bonecos infláveis, incluindo Lord Voldemort, apareciam no estádio olímpico, local onde ocorreu a cerimônia. Pelo seu trabalho artístico e beneficente, J. K. Rowling ganhou diversas homenagens e honrarias.




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27 setembro 2012

Dois Pontos: A Solidão Amiga




A Solidão Amiga

A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão... O que mais você deseja é não estar em solidão...

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir, música... Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa... Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão... A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro A chama de uma vela, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, "parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxoleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis". A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: "Como se comporta a Sua Solidão?" Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: "Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você." Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

Como é que a sua solidão se comporta? Ou, talvez, dando um giro na pergunta: Como você se comporta com a sua solidão? O que é que você está fazendo com a sua solidão? Quando você a lamenta, você está dizendo que gostaria de se livrar dela, que ela é um sofrimento, uma doença, uma inimiga... Aprenda isso: as coisas são os nomes que lhe damos. Se chamo minha solidão de inimiga, ela será minha inimiga. Mas será possível chamá-la de amiga? Drummond acha que sim: "Por muito tempo achei que a ausência é falta./ E lastimava, ignorante, a falta./ Hoje não a lastimo./ Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim./ E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,/ que rio e danço e invento exclamações alegres,/ porque a ausência, essa ausência assimilada,/ ninguém a rouba mais de mim.!"

Nietzsche também tinha a solidão como sua companheira. Sozinho, doente, tinha enxaquecas terríveis que duravam três dias e o deixavam cego. Ele tirava suas alegrias de longas caminhadas pelas montanhas, da música e de uns poucos livros que ele amava. Eis aí três companheiras maravilhosas! Vejo, frequentemente, pessoas que caminham por razões da saúde. Incapazes de caminhar sozinhas, vão aos pares, aos bandos. E vão falando, falando, sem ver o mundo maravilhoso que as cerca. Falam porque não suportariam caminhar sozinhas. E, por isso mesmo, perdem a maior alegria das caminhadas, que é a alegria de estar em comunhão com a natureza. Elas não vêem as árvores, nem as flores, nem as nuvens e nem sentem o vento. Que troca infeliz! Trocam as vozes do silêncio pelo falatório vulgar. Se estivessem a sós com a natureza, em silêncio, sua solidão tornaria possível que elas ouvissem o que a natureza tem a dizer. O estar juntos não quer dizer comunhão. O estar juntos, frequentemente, é uma forma terrível de solidão, um artifício para evitar o contato conosco mesmos. Sartre chegou ao ponto de dizer que "o inferno é o outro." Sobre isso, quem sabe, conversaremos outro dia... Mas, voltando a Nietzsche, eis o que ele escreveu sobre a sua solidão:

"Ó solidão! Solidão, meu lar!... Tua voz - ela me fala com ternura e felicidade!

Não discutimos, não queixamos e muitas vezes caminhamos juntos através de portas abertas.

Pois onde quer que estás, ali as coisas são abertas e luminosas. E até mesmo as horas caminham com pés saltitantes.

Ali as palavras e os tempos/poemas de todo o ser se abrem diante de mim. Ali todo ser deseja transformar-se em palavra, e toda mudança pede para aprender de mim a falar."

E o Vinícius? Você se lembra do seu poema O operário em construção? Vivia o operário em meio a muita gente, trabalhando, falando. E enquanto ele trabalhava e falava ele nada via, nada compreendia. Mas aconteceu que, "certo dia, à mesa, ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção ao constatar assombrado que tudo naquela casa - garrafa, prato, facão - era ele que os fazia, ele, um humilde operário, um operário em construção (...) Ah! Homens de pensamento, não sabereis nunca o quanto aquele humilde operário soube naquele momento! Naquela casa vazia que ele mesmo levantara, um mundo novo nascia de que nem sequer suspeitava. O operário emocionado olhou sua própria mão, sua rude mão de operário, e olhando bem para ela teve um segundo a impressão de que não havia no mundo coisa que fosse mais bela. Foi dentro da compreensão desse instante solitário que, tal sua construção, cresceu também o operário. (...) E o operário adquiriu uma nova dimensão: a dimensão da poesia."

Rainer Maria Rilke, um dos poetas mais solitários e densos que conheço, disse o seguinte: "As obras de arte são de uma solidão infinita." É na solidão que elas são geradas. Foi na casa vazia, num momento solitário, que o operário viu o mundo pela primeira vez e se transformou em poeta.

E me lembro também de Cecília Meireles, tão lindamente descrita por Drummond:

"...Não me parecia criatura inquestionavelmente real; e por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Distância, exílio e viagem transpareciam no seu sorriso benevolente? Por onde erraria a verdadeira Cecília..."

Sim, lá estava ela delicadamente entre os outros, participando de um jogo de relações gregárias que a delicadeza a obrigava a jogar. Mas a verdadeira Cecília estava longe, muito longe, num lugar onde ela estava irremediavelmente sozinha. O primeiro filósofo que li, o dinamarquês Soeren Kiekeggard, um solitário que me faz companhia até hoje, observou que o início da infelicidade humana se encontra na comparação. Experimentei isso em minha própria carne. Foi quando eu, menino caipira de uma cidadezinha do interior de Minas, me mudei para o Rio de Janeiro, que conheci a infelicidade. Comparei-me com eles: cariocas, espertos, bem falantes, ricos. Eu diferente, sotaque ridículo, gaguejando de vergonha, pobre: entre eles eu não passava de um patinho feio que os outros se compraziam em bicar. Nunca fui convidado a ir à casa de qualquer um deles. Nunca convidei nenhum deles a ir à minha casa. Eu não me atreveria. Conheci, então, a solidão. A solidão de ser diferente. E sofri muito. E nem sequer me atrevi a compartilhar com meus pais esse meu sofrimento. Seria inútil. Eles não compreenderiam. E mesmo que compreendessem, eles nada podiam fazer. Assim, tive de sofrer a minha solidão duas vezes sozinho. Mas foi nela que se formou aquele que sou hoje. As caminhadas pelo deserto me fizeram forte. Aprendi a cuidar de mim mesmo. E aprendi a buscar as coisas que, para mim, solitário, faziam sentido. Como, por exemplo, a música clássica, a beleza que torna alegre a minha solidão...

A sua infelicidade com a solidão: não se deriva ela, em parte, das comparações? Você compara a cena de você, só, na casa vazia, com a cena (fantasiada) dos outros, em celebrações cheias de risos... Essa comparação é destrutiva porque nasce da inveja. Sofra a dor real da solidão porque a solidão dói. Dói uma dor da qual pode nascer a beleza. Mas não sofra a dor da comparação. Ela não é verdadeira.

Mas essa conversa não acabou: vou falar depois sobre os companheiros que fazem minha solidão feliz.

(Crônica de Rubem Alves publicada no Jornal Correio Popular de Campinas em 30 de Junho de 2002)


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24 fevereiro 2012

Dois Pontos: Seiscentos E Sessenta E Seis

Seiscentos E Sessenta E Seis

"A vida são deveres que nós trouxemos pra fazer em casa. 
Quando se vê, já são seis horas... Há tempo!
Quando se vê, já é sexta-feira... 
Quando se vê, passaram-se 60 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado... 
E se me dessem, um dia, outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando,
pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas..."
Mário Quintana



Você pode ouvir o próprio Quintana declamando seu poema, clicando aqui.



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26 janeiro 2012

Dois Pontos: O Cotidiano, Seus Plantios E Suas Colheitas

Por Kleber Godoy


Muitos dos meus conhecidos e amigos estão voltando das férias nestes dias, os que a tiveram. Deixo uma reflexão para o seu retorno, leitor deste espaço, que já voltou, que está voltando ou que irá voltar ao trabalho em breve.


O que tenho a dizer é simples. Se viver não é preciso, mas navegar sim, precisamos pensar em como estamos navegando. E penso sempre em navegar como forma de criar. Se navegar é criar, precisamos pensar no que estamos criando em nossos espaços de trabalho e convívio social. Estou falando isso porque me interesso pelos temas da psicologia enquanto prática dentro dos espaços organizacionais, mas principalmente porque presencio muita pulsão de morte (agressividade), muitos sentimentos negativos e muitos conflitos nos ambientes de trabalho em que passo/atuo/observo. Acredito, assim, que um mundo melhor de relações pode ser criado a partir de pequenos gestos, meus, seus... de cada um.

Mudanças começando de dentro, de nós primordialmente, não do outro. Vejo pessoas que desde a hora em que acordam não veem a hora de sair do seu espaço de trabalho, voltar para casa... dormir (e poder exercitar este protótipo de morte artificial diária).

Pode-se ser mais feliz nos espaços educacionais, organizacionais, familiares... mas não sem re-flexão – este pensar sobre o próprio pensamento, este querer evoluir em seus conceitos, preconceitos, pré-conceitos e verdades pré-estabelecidas. Junto a isso também são ingredientes importantes a vontade, o esforço, o querer.

Fica a dica. Ótima semana a todos... e até a próxima crônica.

"Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo de plantamos." (provérbio chinês)


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22 dezembro 2011

O Palco Da Vida Em 2011

Por Jonathan Pereira

Há quase um ano, o Kleber e eu começamos uma nova fase no blog, houve uma reformulação na sua estrutura e no seu visual, houve o nosso comprometimento em mantê-lo sempre atualizado e houve a dúvida se o blog seria útil para os navegadores que aqui chegassem. O ano foi passando, as visitas foram surgindo, ideias se transformaram em mais de uma dezena de sessões. E agora, final de ano, época de fecharmos o balanço dos nossos múltiplos papéis, percebemos que fechamos no azul, com muito crédito, o nosso papel de responsável pelo O Teatro Da Vida.

Nesses mais de 11 meses, o novo O Teatro Da Vida teve mais de: 130 postagens, 330 comentários, 90.000 visitas e 120 seguidores. Criamos, decidimos, publicamos, selecionamos, assistimos, ouvimos, homenageamos, criticamos, elogiamos, definimos, emocionamos, ouvimos, lemos, buscamos, partilhamos, duvidamos, afirmamos, enfim, fizemos o melhor blog que poderíamos, com tudo aquilo que consideramos ser importante para quem nos visita.

Obrigado à todos e a cada um que nos visitou uma ou várias vezes, que nos segue, que nos agradeceu, nos perguntou, nos questionou, nos informou, nos ensinou, nos criticou, enfim, que nos ajudou a comemorar esse um ano de vida nova, com sucesso.

Desejamos a todos um dia de Natal com muita harmonia e felicidade e um novo ano com muita saúde e esperança! E até 2012!


Por Kleber Godoy

Peculiaridades Do Fim Do Ano Pós-Moderno

Dezembro tem, a meu ver, duas peculiaridades, além das festas. Refiro-me a alguns sentimentos e motivações que afetam grande parte das pessoas.

A primeira peculiaridade que eu gostaria de citar é esta necessidade e obrigação de ser feliz junto com o raiar do sol do verão, quase (ou completamente) uma ditadura de beleza, bem-estar, praia e caipirinha que segue e atravessa o carnaval. Assim, para não passarmos por perdedores tem-se que aceitar o sol, colocar aquele biquine ou sunga, se esbaldar na areia e queimar até descascar. Se você realmente curte o verão, ótimo. Mas se não curte... é um estranho no ninho.

No entanto, antes da curtição toda do verão, sol, mar, biquíni, sunga, areia, queimação surge a peculiaridade da agenda, uma obrigatoriedade de se fazer antes do dia vinte e quatro tudo que se procrastinou durante todo ano que passou. Não há mais tempo! Adia-se coisinhas aqui e ali deixando para o mês seguinte, mas desta vez não há mês seguinte, existe somente o ano seguinte, e isso é muito para o vencedor que se é impulsionado a ser: pessoas produtivas além do limite. Talvez uma forma de se pressionar o inconsciente a se reorganizar em sua desorganização ou, o contrário, uma forma de uma parte dele nos punir. Isso pelo menos para a maioria de nós, neuróticos (mesmo porque ser psicótico é muito mais divertido, colorido e menos complexo).

Decisões simples encontram-se bifurcadas: contar de sua homossexualidade 'recém-descoberta' primeiro para a mãe ou para a amiga? Ora, se decidiu ser mais livre, faça já, antes do dia vinte e quatro. Ou seja, uma simples época do ano, uma que sugere tanta alegria, muitas vezes cerceia a própria vida, e como isso é paradoxalmente interessante (ainda mais quando surge no meu consultório).

Mas mesmo assim, em momentos fugidios, conseguimos roubar uma parte deste precioso tempo que nos escapa e ir ao facebook escrever coisas desnecessárias e procrastinar um pouco mais sob as urgências de dezembro. Há sempre escapatória, tanto do verão quanto do calendário, e sorte de quem conseguir ficar à margem para ser quem se é. Afinal, felicidade não deve ser obrigação... e se for... não é felicidade. Estas são as peculiaridades que vejo em dezembro.

Bom fim de ano a todos e um beijo para Leila Lopes, esta sumida!


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01 dezembro 2011

Dois Pontos: O Balão De Benny

Saudações,

Informamos que a seção 'Contos', que trazia apenas os contos de autoria do Kleber, passa a se chamar 'Dois Pontos', que além dos contos do Kleber abrangerá textos literários de todos os estilos, abordando assim uma arte que ainda não tinha seu espaço no blog, a literatura. E para começar/continuar a seção, trazemos um lindo texto para emocionar você!

Assim, pesquisando o baú virtual, encontramos este lindo texto, recebido por e-mail há muito tempo. Não sabemos se a história é real, apesar de no e-mail ter constado que era. De qualquer forma, um lindo conto que nos ensina muito, a história O Balão De Benny.


O Balão De Benny
Benny tinha setenta anos quando morreu subitamente de câncer, em Wilmette, Illinois. Como sua neta de dez anos, Rachel, nunca teve a oportunidade de dizer adeus, ela chorou durante vários dias.Mas depois de receber um grande balão vermelho em uma festa de aniversário, voltou para casa com uma idéia – uma carta para o vovô Benny, enviada para o céu em seu balão. 
A mãe de Rachel não teve coragem de dizer não, e observou com lágrimas nos olhos enquanto o frágil balão subia por entre as árvores, que cercavam o jardim, e desaparecia. 
Dois meses depois, Rachel recebeu esta carta com carimbo do correio de uma cidade a 380 quilômetros de distância, na Pensilvânia: 
"Querida Rachel, 
Vovô Benny recebeu a sua carta. Ele realmente adorou! Por favor, entenda que coisas materiais não podem ficar no céu, portanto tiveram que mandar o balão de volta para a Terra – eles só guardam os pensamentos, as lembranças, o amor e coisas desse tipo no céu. 
Rachel, sempre que você pensar no Vovô Benny, ele saberá e estará muito perto, com um amor enorme por você. 
Sinceramente, 
Bob Anderson (também um Vovô)"


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22 novembro 2011

Nelson Motta: Eu Nunca Fiz Coisas Para Mim

Para terminar o mês de novembro homenagearemos um cara versátil profissionalmente e personagem fundamental na cultura popular brasileira. Ele é amigo de João Gilberto, lançou Marisa Monte, batizou o Tropicalismo de Caetano Veloso, Gilberto Gil e companhia, teve um caso com Elis Regina, já tirou o violão da mão de Chico Buarque e conviveu intimamente com a maior parte dos personagens que fizeram a história da música brasileira nos últimos 40 anos. Com seus mais de 50 anos, jornalista, compositor, escritor, roteirista, produtor musical, letrista e inventor de modismos Nelson Motta pode se orgulhar de ter participado efetivamente do surgimento da bossa nova, na década de 60, do estouro da Música Popular Brasileira nos idos de 70 e do nascimento do rock nacional nos anos 80. Venha conhecer conosco esta grande figura emblemática!


Nelson Motta nasceu na capital paulista, mas foi morar no Rio de Janeiro com os seus pais quando tinha apenas seis anos de idade. Em 1966, venceu a fase nacional do I Festival Internacional da Canção (FIC), com sua canção 'Saveiros' (com Dori Caymmi), interpretada por Nana Caymmi.

Participou da bossa nova junto com nomes como Edu Lobo e Dori Caymmi. Ajudou no desenvolvimento do rock brasileiro, através de seu trabalho como jornalista em O Globo e no programa 'Sábado Som', pela Rede Globo. No final da década de 1980 foi responsável pelo lançamento de Marisa Monte e pela produção do festival Hollywood Rock. Idealizou e formatou programas como 'Chico E Caetano' (1986) e 'Armação Ilimitada' (1985). Fez palestras nas Universidades de Harvard (2000), Oxford (Inglaterra, 2005), Roma (2002) e Madri (2004) e em quase todas as capitais brasileiras.

É autor de mais de 300 músicas e entre os seus parceiros estão Lulu Santos, Rita Lee, Ed Motta, Guilherme Arantes, Dori Caymmi, Marcos Valle, Guinga, Max de Castro, Erasmo Carlos, João Donato e a Jota Quest. Autor de sucessos musicais como 'Dancing Days' (com Ruben Barra), 'Como Uma Onda' (com Lulu Santos), 'Coisas Do Brasil' (com Guilherme Arantes), 'Bem Que Se Quis', primeiro sucesso de Marisa Monte, além da canção de final de ano da Rede Globo 'Um Novo Tempo' (com Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle). Motta já dirigiu espetáculos no Brasil e no exterior e produziu discos de grandes astros e estrelas da MPB tais como Elis Regina, Marisa Monte, Gal Costa, Daniela Mercury, dentre outros.


"A carreira é um sucesso que não é feito de pequenos sucessos individuais."
Nelson Motta

Foi diretor artístico da gravadora Warner Music, produtor da Polygram e também participou do programa 'Manhattan Connection' do canal GNT, com Lucas Mendes e Paulo Francis, entre 1992 e 2000. Escreveu os best-sellers 'Noites Tropicais' e 'Vale Tudo - O Som E A Fúria De Tim Maia', que juntos, venderam mais de 300 mil cópias; seus romances 'Ao Som Do Mar E À Luz Do Céu Profundo', 'O Canto Da Sereia' e 'Bandidos E Mocinhas', além do livro de histórias 'Força Estranha', que mistura ficção e realidade, permaneceram na lista dos livros mais vendidos por semanas. Também escreveu 'Nova York É Aqui', 'Memória Musical' e 'A Primavera Do Dragão', dentre outros.

Foi colunista dos jornais Última Hora (1968), O Globo (1973 a 1980 e depois de 1995 a 2000) e Folha De São Paulo (2003 a 2009). Desde 2009 escreve colunas semanais nos jornais O Globo e O Estado De São Paulo. Nelson mantém o programa musical Sintonia Fina, que toca em várias rádios do país e uma coluna sobre cultura que vai ao ar às sextas-feiras no Jornal Da Globo.


"Para uma pessoa que lida com palavra, com escrita, com imagem, com música, uma caixinha que arruma tela e tem tudo isso junto... nem nos sonhos mais delirantes!"
Nelson Motta sobre a internet

Nelson tem três filhas: Joana, de seu primeiro casamento, Esperança e Nina, que teve com a atriz Marília Pêra, foi casado com Marília Pêra, Mônica Silveira, Costanza Pascolato e Adriana Penna, e tem três netos, duas meninas e um menino. Teve também um relacionamento com Marisa Monte. Selecionamos duas ótimas entrevistas de Nelson Motta:






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29 setembro 2011

Jô Soares: Um Beijo Do Gordo!

Neste mês prestamos nossa homenagem para uma pessoa múltipla e que faz excelentemente tudo que se propõe, destacando-se como ótimo: ator, apresentador, humorista, músico, escritor, diretor e pintor. Recentemente realizou um sonho: entrevistar e dedicar um programa inteiro a Roberto Carlos, momento emocionante para ele e para os espectadores. Estamos falando de Jô Soares, aquele gordinho sem o qual não podemos dormir sem suas gotas de inteligência e humor!



"Não existe esse negócio de terceira idade, só existe duas opções: Vivo ou morto!" (Jô Soares)

José Eugênio Soares (Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 1938), mais conhecido como Jô Soares ou simplesmente Jô, é um humorista, apresentador de televisão, escritor, artista plástico, dramaturgo, diretor teatral, músico e ator brasileiro.

Filho do empresário paraibano Orlando Soares e da dona de casa Mercedes Leal, Jô queria ser diplomata quando criança. Estudou no Colégio São Bento do Rio de Janeiro e em Lausanne na Suíça, no Lycée Jaccard, com este objetivo. Porém, percebeu que o senso de humor apurado e a criatividade inatas apontavam-no para outra direção.



Dono de um talento versátil, além de atuar, dirigir, escrever roteiros, livros e peças de teatro, Jô Soares também é apreciador de jazz e chegou a apresentar um programa de rádio na extinta 'Jornal Do Brasil AM', no Rio de Janeiro, além de uma experiência na também extinta 'Antena 1 Rio de Janeiro'.

Entre 1959 e 1979, Jô Soares foi casado com a atriz Teresa Austregésilo. Com ela teve um filho: Rafael Soares (nascido em 1964). De 1980 a 1983, foi casado com a atriz Sílvia Bandeira, doze anos mais nova. Já namorou a atriz Mika Lins. Em 1987, casou-se com a designer gráfica Flávia Junqueira Pedras Soares, de quem se separou em 1998. O apresentador admitiu sofrer de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Jô é sobrinho de Kanela, ex-técnico da seleção brasileira de basquete.




O apresentador fala, com diferentes níveis de desenvoltura, cinco idiomas estrangeiros: inglês, francês, italiano, alemão e espanhol, inclusive fazendo traduções de Barbarella do francês.

Jô diz que herdou da mãe o senso de humor extrovertido e do pai o senso de humor introvertido. O casal faleceu quando o apresentador tinha 30 anos. Primeiro a mãe, atropelada no Rio de Janeiro. Orlando morreu um ano depois. Uma história muito curiosa marca essa passagem. "Dez anos após a morte da mamãe, peguei um táxi no aeroporto. O motorista parou no meio do trajeto e começou a chorar", lembra. "Disse que ele era o taxista que a havia atropelado e que não conseguia dormir fazia dez anos, precisava do meu perdão. Ele não teve culpa de nada, e é claro que perdoei."



Generosidade é uma marca sua que poucos conhecem: adora agradar aos conhecidos e não mede esforços para isso. Certa vez, deu a Willem van Weerelt, diretor de seu programa, um Rolex Submariner. Pouco tempo depois, o relógio foi roubado. Ao ver a frustração do amigo, não titubeou: presenteou-o com outro igual. Quando namorava sua segunda mulher, Flávia, resolveu fazer uma surpresa de aniversário. Embrulhou um Escort novinho e, quando ela apareceu na garagem, pôs 'Parabéns Pra Você' no rádio do carro e ainda levou seu copeiro para servir champanhe. "Generosidade talvez seja a descrição mais sintética quando se fala do Jô", diz Flávia. "Mimar as pessoas faz parte de sua personalidade." Em outra ocasião, durante uma viagem a Nova York em que compromissos fizeram os dois se desencontrarem várias vezes, ele encheu o apartamento com livros e catálogos, duas paixões da ex-mulher. "Pela sala, havia caminhos feitos de catálogos, que levavam a fotos, bilhetinhos e outras gracinhas", lembra. 

Abaixo alguns vídeos que contam um pouco da sua história e nos mostra um pouco do seu talento:










Abaixo a descrição da carreira de Jô Soares como ator, apresentador, autor, diretor entre outros:


ATOR

1954 a 1962 | Grande Teatro Tupi | Televisão | TV Tupi
1954 | Rei Do Movimento | Cinema | de Victor Lima e Hélio Barroso

1956 | De Pernas Pro Ar | Cinema | de Victor Lima

1957 a 1962 | Noite De Gala | Televisão | Série | TV Rio
1957 | Pé Na Tábua | Cinema | de Victor Lima

1958 | TV Mistério | Televisão | Série | TV Rio

1959 | Aí Vêm Os Cadetes | Cinema | de Luiz de Barros
1959 | O Homem Do Sputnik | Cinema | de Carlos Manga | Personagem: Espião Americano
1959 | O Auto Da Compadecida | Teatro | Personagem: Bispo

DÉCADA DE 1960 | 7 Belo Show | Televisão | Record
DÉCADA DE 1960 | Cine Jô | Televisão | Record
DÉCADA DE 1960 | Jô Show | Televisão | Record
DÉCADA DE 1960 | La Revue Chic | Televisão | Record
DÉCADA DE 1960 | Praça Da Alegria | Televisão | Record
DÉCADA DE 1960 | Quadra De Ases | Televisão | Record
DÉCADA DE 1960 | Rifi-7 | Televisão | Record

1960 | Vai Que É Mole | Cinema | de J. B. Tanko | Personagem: Bolinha
1960 | Tudo Legal | Cinema | de Victor Lima | Personagem: Euclides

1961 | O Riso É O Limite | Televisão | Série | TV Rio

1965 | Ceará Contra 007 | Televisão | Novela | Record | Personagem: Jaime Blonde
1965 | Pluft, O Fantasminha | Teatro | de Romain Lesage

1967 a 1971 | Família Trapo | Televisão | Série | Record | Personagem: Gordon

1968 | Hitler IIIº Mundo | Cinema | de José Agrippino di Paula
1968 | Papai Trapalhão | Cinema | de Victor Lima | Personagem: Tio Abelardo

1969 | Agnaldo, Perigo À Vista | Cinema | de Reynaldo Paes de Barros
1969 | A Mulher De Todos | Cinema | de Rogério Sganzerla | Personagem: Doktor Plirtz

DÉCADA DE 1970 | Todos Amam Um Homem Gordo | Teatro | de Jô Soares | Personagem: monólogo
DÉCADA DE 1970 | Ame Um Gordo Antes Que Acabe | Teatro | de Jô Soares | Personagem: monólogo

1970 a 1972 | Faça Humor, Não Faça Guerra | Televisão | Série | Globo

1971 | Nenê Bandalho | Cinema | de Emílio Fontana | Personagem: Locutor

1972 a 1975 | Satiricom | Televisão | Série | Globo

1973 | Amante Muito Louca | Cinema | de Denoy de Oliveira | Personagem: Diretor do Cabaret

1976 a 1982 | Planeta Dos Homens | Televisão | Série | Globo
1976 | O Pai Do Povo | Cinema | de Jô Soares | Personagem: O Magnífico Contreras / Cardeal / Silvestrina

1978 | Viva O Gordo E Abaixo O Regime | Teatro | de Jô Soares | Personagem: monólogo

1979 | Tangarela, A Tanga de Cristal | Cinema | de Lula Campelo Torres
1979 | Loucuras, O Bumbum De Ouro | Cinema | de Carlos Imperial

1981 a 1987 | Viva O Gordo | Televisão | Série | Globo

1983 | Plunct, Plact, Zuuu | Televisão | Especial | Globo | Personagem: Mestre Cuca / Rei
1983 | Um Gordoidão No País Da Inflação | Teatro | de Jô Soares | Personagem: monólogo

1985 | Chico Anysio Show | Televisão | Série | Globo | Personagem: Coronel Pantoja

1986 | Cidade Oculta | Cinema | de Chico Botelho

1988 a 1990 | Veja O Gordo | Televisão | Série | SBT
1988 | O Gordo Ao Vivo | Teatro | de Jô Soares | Personagem: monólogo

1994 | Um Gordo Em Concerto | Teatro | de Jô Soares | Personagem: monólogo

1995 |  Sábado | Cinema | de Ugo Giorgetti | Personagem: Homem Na Casa Das Máquinas

2000 | Sai De Baixo (Episódio: No Natal A Gente Vem Te Mudar) | Televisão | Série | Globo | Personagem: Papai Noel

2001 | O Xangô De Baker Street | Cinema | de Miguel Faria Júnior | Personagem: Desembargador

2002 | Joana E Marcelo, Amor (Quase) Perfeito | Cinema | de Marco Altberg | Personagem: ele mesmo

2003 | Fantástico 30 Anos: Humor | Cinema | de Francisco Chagas e Kiko Gomes
2003 | Person | Cinema | Marina Person

2004 | A Dona Da História | Cinema | de Daniel Filho


DIRETOR

1976 | O Pai Do Povo | Cinema


AUTOR

1967 a 1971 | Família Trapo | Televisão | Série | Record | com Carlos Alberto de Nóbrega

DÉCADA DE 1970 | Todos Amam Um Homem Gordo | Teatro
DÉCADA DE 1970 | Ame Um Gordo Antes Que Acabe | Teatro

1970 a 1972 | Faça Humor, Não Faça Guerra | Televisão | Série | Globo | com Max Nunes, Haroldo Barbosa e Renato Corte Real

1976 a 1982 | Planeta Dos Homens | Televisão | Série | Globo | com Max Nunes, Hilton Marques, Haroldo Barbosa, Afonso Brandão, Luis Fernando Veríssimo, Redi, Sérgio Rabello, Alfredo Camargo e J. Rui
1976 | O Pai Do Povo | Cinema | com Carlos Ebert e Alfredo Zema

1978 | Viva O Gordo E Abaixo O Regime | Teatro

1983 | Um Gordoidão No País Da Inflação | Teatro

1985 | O Astronauta Sem Regime | Livro | Editora L&PM

1988 | O Gordo Ao Vivo | Teatro

1994 | Um Gordo Em Concerto | Teatro

1995 | O Xangô De Baker Street | Livro | Editora Companhia Das Letras

1998 | O Homem Que Matou Getúlio Vargas | Livro | Editora Companhia Das Letras

2001 | O Xangô De Baker Street | Cinema

2005 | Assassinatos Na Academia Brasileira De Letras | Livro | Editora Companhia Das Letras

2011 | As Esganadas | Livro | Editora Companhia Das Letras


OUTROS

1954 a 1962 | Grande Teatro Tupi | TelevisãoSérie | TV Tupi | Atuação: roteirista

1959 | Jô, O Repórter | TelevisãoSérie | TV Tupi | Atuação: entrevistador
1959 | Entrevistas Absurdas | TelevisãoSérie | TV Tupi | Atuação: entrevistador
1959 | Câmera Um | TelevisãoSérie | TV Tupi | Atuação: roteirista

DÉCADA DE 1960 | Show A Dois | TelevisãoSérie | Record | Atuação: redator
DÉCADA DE 1960 | Três É Demais | TelevisãoSérie | Record | Atuação: redator

1963 a 1964 | Programa Silveira Sampaio | TelevisãoSérie | Record | Atuação: entrevistador

1983 | Jornal Da Globo | Televisão | Telejornal | Globo | Atuação: comentarista

1988 a 1999 | Jô Soares Onze e Meia | Televisão | Programa De Entrevistas | SBT | Atuação: entrevistador

2000 até hoje | Programa Do Jô | Televisão | Programa De Entrevistas | Globo | Atuação: entrevistador


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