10 Dezembro 2007

Atualização Do Blog

em Terra Tecnologia, 17 outubro 2007

A Unesco e Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, apoiadas pelo Google, vão desenvolver uma biblioteca digital com trabalhos de todas as partes do mundo, informou nesta quarta-feira a Organização Cultural, Científica e Educacional das Nações Unidas.

"A iniciativa da Biblioteca Digital Internacional é digitalizar materiais raros e únicos de bibliotecas e outras instituições ao redor do mundo e torná-los disponíveis de forma gratuita na Internet", informou a Unesco em um comunicado.Manuscritos, mapas, livros, partituras e gravações musicais, filmes, gravuras e fotografias serão incluídos no projeto.

A iniciativa foi lançada pela Biblioteca do Congresso dos EUA em 2005, com o objetivo de digitalizar registros das maiores culturas do mundo.

O projeto vai permitir aos usuários procurar por lugares, épocas, temas e instituições participantes.


O projeto soma-se aos esforços de empresas como o Google, que está digitalizando acervos de diversas bibliotecas do mundo para acesso online.

Junto com o Google, primeiro patrocinador do setor privado, há também outros parceiros, incluindo bibliotecas nacionais no Egito, Rússia e Brasil.

28 Novembro 2007

O Velho Hoje

Por Kleber Godoy

A publicação de hoje envolve o tema dos museus e constitui-se de dois textos tratando de notícias direto da Europa. Espero que seja agradável a leitura destes, já que os selecionei com cuidado para você.


Até que ponto a gratuidade dos museus pode ampliar o seu público?

Por Nathaniel Herzberg, tradução de Jean-Yves de Neufville
15 setembro 2007
Ela havia sido prometida por Nicolas Sarkozy. Ela havia sido anunciada por Christine Albanel, a ministra da cultura. A experiência acaba de ser aprovada. Em 1º de janeiro, um pequeno número de museus nacionais tornarão gratuito o acesso à sua coleção permanente. Os serviços da Rua de Valois (do ministério da cultura) transmitiram para Matignon (sede do primeiro-ministro) uma primeira lista de nove estabelecimentos: em Paris, o Museu das Artes Asiáticas Guimet e o Museu da Idade-Média, situado no Hotel de Cluny; o Museu Nacional de Arqueologia em Saint-Germain-en-Laye (Yvelines, região parisiense); o Museu Nacional do Renascimento no castelo de Ecouen (Val-d'Oise); o palácio Jacques-Coeur, em Bourges; o Museu da Porcelana em Limoges; o Museu Magnin em Dijon; o palácio do Tau em Reims; as coleções contemporâneas do castelo de Oiron (Deux-Sèvres).

A esta lista poderiam acrescentar-se um ou dois outros estabelecimentos que dependem de outras administrações, seja do ministério da defesa ou da educação nacional. Sobretudo, deverá se juntar a este um segundo grupo de museus, que terá a função de testar uma série de medidas mais específicas. Alguns deles estenderão para a população de 18 a 25 anos a gratuidade já oferecida aos menores de 18 anos nos museus nacionais. Outros poderiam oferecer o acesso livre todos os domingos, em vez de limitá-lo ao primeiro domingo de cada mês.

Em todo caso, os sete primeiros estabelecimentos escolhidos receberam a notícia de maneira diversa. Após ter sido informado dela na manhã de quarta-feira, Paul-Hervé Parsy, o administrador do castelo de Oiron, comemorou a novidade. "Nós temos uma freqüência de visitações modesta, de cerca de 20.000 pessoas por ano, e uma coleção muito bonita. Em termos de receitas, portanto, os valores em jogo são reduzidos, mas em termos de imagem, a inovação é muito importante. A escolha me parece ser muito coerente".

A mesma satisfação foi manifestada no Museu de Arqueologia de Saint-Germain-en-Laye. O castelo já conta 70% de visitas gratuitas, sobretudo escolares. "Aos domingos, em contrapartida, nós vemos muitas famílias que fazem passeios no domínio de Saint-Germain desistirem da visita quando descobrem que é preciso pagar (4,5 euros - cerca de R$ 12 - por adulto)", sublinha Patrick Périn, o diretor. "Incentivar essas pessoas a se aproximarem da arqueologia apresentaria um real interesse".

No Museu Guimet, ao contrário, a decisão não foi muito apreciada. Recentemente, o seu presidente, Jean-François Jarrige, havia argumentado junto ao ministério da cultura que ele considerava o seu museu como "pouco representativo" para uma operação desse tipo. "Eu não sou contra esse teste, nem contra a eventual gratuidade dos museus", acrescenta. "Mas, se uma experiência como esta for implementada, é preciso que ela seja conduzida com o máximo de sinceridade. Além disso, nessas condições, teria sido necessário colocar algum museu realmente importante, do tipo do Beaubourg, na balança".

Além de tudo, Jean-François Jarrige diz temer as conseqüências da experiência sobre as receitas de bilheteria (300.000 visitantes), obviamente, mas também sobre a imagem do museu e, portanto, sobre o mecenato que lhe permite organizar as exposições temporárias.

Estes são alguns dos elementos que deverão ser avaliados com uma lupa, ao longo dos seis primeiros meses do ano de 2008, em previsão de uma eventual generalização em 2009. Uma concorrência pública deverá ser aberta nos próximos meses junto a organismos de pesquisas, cuja missão será de medir o impacto dos dispositivos testados. "Ao abranger Paris, a região parisiense e a província, e ao incluir grandes e pequenos museus, nós vamos poder contar com uma amostragem bastante diversificada que nos permitirá observar o comportamento dos públicos", precisa um responsável em Matignon. "A quem beneficia a medida? Em relação a qual museu? Para qual tipo de público?"

Pois é evidentemente esta a pergunta a ser feita. Na Grã-Bretanha, as coleções permanentes foram tornadas gratuitas em 2001. Os museus municipais parisienses suprimiram os ingressos pagos em 2002. Em todos os casos, a medida aumentou o número de visitações, embora com duas ressalvas: "Nós observamos um efeito lua-de-mel no início; depois disso, o número de visitações volta a diminuir", sublinha Anne Gombault, a responsável do departamento de artes, cultura e administração na Escola de Administração de Bordeaux. Se a avaliação for feita em relação a um período de seis meses, será que não corremos o risco de medir apenas este pico? Acima de tudo, os grandes beneficiados pela gratuidade são... os freqüentadores habituais do museu. "As pessoas retornam, e se mostram mais descontraídas", insiste Catherine Hubault, a subdiretora do Patrimônio da Cidade de Paris. "A imagem do museu mudou. Mas não a idade, nem o perfil sociológico dos visitantes".
Diante disso, seria mesmo o caso de incluir na conta dos impostos as visitas repetidas dos aficionados, ou ainda aquelas dos milhões de turistas estrangeiros que pagam sem qualquer problema os 9 euros (cerca de R$ 24) do ingresso no Louvre? No ministério, ninguém sabe responder. Mas, nem o Louvre, nem o Museu d'Orsay, nem o Centro Pompidou foram inscritos entre os que serão submetidos a esta experiência.



Artistas elegem o 'museu ideal' para celebrar Europa

Por Márcia Bizzottoem
16 outubro 2007
Uma escadaria em Florença, pinturas feitas por homens da caverna e quadros de pintores renascentistas estão entre os escolhidos por alguns dos nomes mais respeitados da arte européia para comporem um 'museu imaginário' que celebra a diversidade da arte na Europa.
A escolha foi feita por 27 artistas da União Européia - um de cada nacionalidade do bloco - escolhidos pela organização do evento. A cada um foi pedido "uma obra de arte que considera mais simbólica dentro da história" do continente.
As obras do 'museu imaginário' são apresentadas em um vídeo, um dos principais destaques da Europalia, uma bienal de arte que ainda inclui uma série de eventos de artes plásticas, música, teatro, dança, literatura e cinema e que fica em cartaz em Bruxelas até fevereiro de 2008.
O resultado é uma lista de obras e monumentos que, em alguns casos, não caberiam em um museu, mas "refletem os sentimentos e a experiência pessoal de cada artista", acreditam os organizadores.
RELATOS
O escritor português José Saramago, por exemplo, elegeu a escadaria da Biblioteca Laurentina de Florença, na Itália, projetada por Michelangelo.
"É preciso vê-la para acreditar que a perfeição absoluta existe. Foi a primeira vez que, vendo uma obra de arte, senti que meu corpo estremecia", explica em um relato emocionado.
Para o cineasta espanhol Miquel Barceló, o "grande descobrimento artístico dos últimos séculos" são as pinturas rupestres da caverna de Chauvet, descoberta no sul da França a meados do século passado.
"Esses desenhos saíram da mão de um mestre absoluto. Ele retrata leões que conhecia como nós conhecemos nossas namoradas", afirma o catalão, para quem as pinturas "são de um refinamento que faz pensar em Pisanello e no Renascimento".
As declarações foram compiladas no idioma nativo de cada artista, no vídeo que integra O Grande Ateliê, uma das mostras da Europalia.
A lista do 'museu imaginário' inclui a Arena de Verona, na Itália, escolhida pela soprano búlgara Rayna Kabaivanska, e o complexo monolítico Stonehenge, na Grã-Bretanha, favorito do diretor de filmes de animação estônio Priit Pärn.
Entre os pintores, Caravaggio, Diego Velásquez e Piero della Francesca garantiram um lugar nessa seleção. Os dois primeiros foram eleitos pelo diretor de teatro britânico Declan Donnellan e pelo poeta esloveno Tomas Salamun, respectivamente. Della Francesca foi o único escolhido por dois artistas: o arquiteto italiano Gae Aulenti e o escritor irlandês John Banville.

06 Novembro 2007

O Retrato e o Incentivo da Leitura no Brasil

Por Kleber Godoy

Abaixo, publico duas notícias selecionadas que, para mim, são de grande importância para se caracterizar o quadro de leitores no Brasil e, consequentemente, agir para que cada vez mais pessoas sejam incentivadas, o quanto antes, a se iniciar no fabuloso mundo da literatura. Consequentemente, uma vida mais cheia de colorido, cultura, criticidade, etc.
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Por Agência Brasil
em Gazeta Mercantil
3 outubro 2007

Uma nova pesquisa, em elaboração pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), vai traçar o retrato da leitura no Brasil e pretende apontar o número de obras lidas por brasileiros anualmente. O último índice da CBL, divulgado em 2001, registrava a leitura anual de 1,8 livro per capita no país. O resultado da nova pesquisa deverá ser anunciado no início de 2008.

Para o coordenador geral do Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Jeferson Assumção, o índice registrado há 6 anos pode ser bem diferente. 'Nós temos a expectativa de que esse número já seja maior', disse o coordenador em entrevista à Agência Brasil.

O coordenador geral do Livro e Leitura do ministério lembrou que, no Rio Grande do Sul, o índice de leitura já aumentou e alcança 5,5 livros por habitante, com pico de 6,5 livros lidos por pessoa no município gaúcho de Passo Fundo e de 6 livros per capita em Porto Alegre.

Os dados são da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). Para esses índices, eventos de incentivo à leitura são fundamentais, garante Assumção. A avaliação leva em conta os 53 anos da Feira do Livro no Rio Grande do Sul e os 25 anos de realização das Jornadas de Literatura no estado.

No ano passado o governo federal, com o lançamento do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), estabeleceu a meta de aumentar em 50% o índice de leitura nacional nos três anos seguintes. O plano articulou uma série de programas, projetos e políticas dos Ministérios da Cultura e da Educação, além de iniciativas dos governos estaduais e municipais e da sociedade.
'Mais do que uma campanha, o Plano é uma estratégia de estabelecer uma política de Estado para o livro e a leitura. Uma das ações visa colocar o livro em lugar de destaque no imaginário coletivo', frisou Assumção.

Amanhã (4), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, recebe um exemplar com a versão imprensa do PNLL. A entrega será feita pela escritora e ex-presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL) Nélida Piñon, em Brasília.
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Por Agência Brasil
em Gazeta Mercantil
4 outtubro 2007

As ações de estímulo ao hábito de leitura têm crescido em todas as regiões brasileiras. A constatação é da gerente do Prêmio VivaLeitura e representante da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), Rosália Guedes.

'Como a qualidade dos trabalhos apresentados é boa, a gente pôde contemplar todas as regiões. E aí competindo capitais com cidades do interior. É a diversidade do Brasil', afirmou Rosália.

Este ano, foram selecionados 15 finalistas. Os projetos englobam ações implementadas em todo o país, como a Biblioteca Comunitária, de Tabuleiro do Norte (CE); o Retrato Falado, de Volta Redonda (RJ); e o Barco de Leitura, de Sena Madureira (AC). Não há concentração em uma única região do país.

O Prêmio VivaLeitura faz uma espécie de panorama das iniciativas feitas no país dentro da mobilização nacional pró-leitura. O objetivo é estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências que promovam a leitura.

A edição de 2007 recebeu um total de 2 mil inscrições e prevê anunciar, no dia 30 deste mês, as melhores ações de incentivo à leitura. Os vencedores são classificados em três categorias: bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; escolas públicas e privadas; e organizações não-governamentais, pessoas físicas, universidades/faculdades e instituições sociais. Cada uma das iniciativas ganhadoras receberá R$ 25 mil. Esta é a segunda edição do prêmio, elaborado em conjunto pelos Ministérios da Cultura e da Educação e a OEI.

05 Outubro 2007

A Expressão Em Pinceladas

Por Kleber Godoy
A Pintura está entre uma das mais subjetivas expressões artísticas e permeia a humanidade desde sempre. Ela é uma forma de expressar sentimentos, emoções, estados afetivos dos mais diversos, ora conflitantes e ora convergentes. Incluindo sempre a personalidade do artista, assim como a época histórico-cultural em que ele está inserida.

O primeiro texto que é colocado abaixo fala da influência da natureza na obra dos pintores. Influência esta que eu entendo como algo visual que despertou naquele ser um movimento interno, levando-o a expressar para o exterior tal afeto. Dando continuidade, é exposta uma breve biografia de Rembrandt, de quem gosto muito.

Fica em mim um sentimento de que o leitor busque mais sobre pintores, obras, contextos histórico-culturais, assim como se delicie com cada emoção que brotar de seu interior através destes encontros.



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Pinturas clássicas sofreram influência de vulcões
Reuters, Por Karolos Grohmann, em 05/10/07 em www.uol.com.br

ATENAS (Reuters) - Dezenas de obras-primas de pintores dos séculos 16 ao 19 podem ter recebido uma ajuda das erupções vulcânicas que lançaram cinzas na atmosfera, deixando o pôr-do-sol mais espetacular, revelou um estudo grego.

O uso da cor por artistas como J.M.W. Turner, renomado pela maneira evocativa em que pintava a luz, Rembrandt, Rubens, Degas e Gainsborough, e sua ligação com erupções vulcânicas, é incrível, disse o professor de física atmosférica grego Christos Zerefos.

De acordo com Zerefos, a erupção do vulcão indonésio Tambora, em 1815, lançou cinzas que chegaram até a Europa, cobrindo o continente num véu e transformando 1816 num "ano sem verão".

"Turner mostrou isso em suas auroras e seus pores-do-sol", disse o professor à Reuters na quinta-feira.

Outras erupções notáveis que influíram sobre os crepúsculos pintados incluem a do vulcão Krakatoa, na Indonésia, em 1883.

Zerefos disse que usou um índice de véu de poeira, criado pelo climatólogo britânico Hubert Lamb no século 20 para estudar os vulcões e sua relação com o clima.

O índice quantifica o impacto a poeira e dos aerossóis lançados no ar por uma erupção vulcânica específica nos anos que se seguem ao evento.

"A correlação entre o índice de véu de poeira e a razão de cores vermelha e verde em pinturas é incrível", disse Zerefos. "Parece que os aerossóis mostrados pelas pinturas em seus panos de fundo estão mais presentes quando são precedidos por erupções vulcânicas."

A equipe de Zerefos estudou centenas de pinturas até o momento em que dados atmosféricos começaram a ser registrados no século 20, e concluiu que os artistas sem dúvida retrataram as cores reais como as viram na natureza.

"Essa pode ser uma premissa justificada com os impressionistas, mas é o caso até mesmo com os expressionistas. É espantoso", disse ele. "É a primeira vez que procuramos classificar a arte com base em dados ambientais."

Seu próximo estudo será feito com artistas do século 20, para ver como a poluição atmosférica influiu sobre seu uso de cores.

"Exorto todos os artistas que pintam paisagens a me enviarem suas obras em forma digital para que possamos estudá-las", disse Zerefos.

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Rembrandt Harmenszoon van Rijn
Retirado do site
www.brasilescola.com

Pintor flamengo nascido em Leiden, Países Baixos, mestre do claro-escuro e considerado um dos maiores pintores do Ocidente. Entrou para a universidade (1620) que logo abandonou para se dedicar à pintura. Estudou em Leiden com Jacob van Swanenburch e depois, em Amsterdam, com Pieter Lastman. Retornou a Leiden (1627) para trabalhar com Jan Lievens, também discípulo de Lastman.
Influenciado pelas inovações de Caravaggio, adaptou o claro-escuro do mestre italiano. Pintor brilhante,Pintor brilhante, os temas bíblicos, mitológicos e históricos tornaram-se comuns nos seus quadros, muitos pintados sob encomenda. Radicou-se em Amsterdã (1631), onde se tornou um artista próspero, logo cercado por discípulos, casou-se com Saskia, uma mulher também rica, e levou vida luxuosa, morando numa ampla casa no bairro judaico de Amsterdã.
Nessa fase tornou-se o principal representante do barroco protestante do norte da Europa e pintou imensa série de retratos, muitos dos quais de rabinos e outros judeus, e cenas bíblicas. após enviuvar (1642) sua arte sofreu grandes mudanças e essas alterações diminuíram sua popularidade, porém o nível de sua arte não, e iniciou sua fase mais produtiva. Iniciou (1649) um relacionamento amoroso com a jovem Hendrickje Stoffels. iniciando uma etapa marcada pelos numerosos auto-retratos que alçaram o gênero a um de seus pontos culminantes na história da arte. Endividado passou a administração de seus bens (1656) ao seu único filho com Saskia, Titus, e sua nova companheira. Na década seguinte, criou diversas obras-primas, entre as quais o famoso quadro Os síndicos da corporação de tecelões (1662). Um ano após a morte de Titus, morreu em Amsterdã, em 4 de outubro (1669). Embora estivesse então em relativa obscuridade, sua reputação foi recuperada no século XVIII e continuou a crescer até o século XX. Outrs obras marcantes ao longo de sua vida foram A ceia em Emaús (1630), Lição de anatomia do Dr. Nicolaes Tulp (1632), Auto-retrato com Saskia (1634), A ronda noturna (1642), Cristo curando doentes (1645) e O homem com o elmo de ouro (1650).



17 Setembro 2007

A Magia da Leitura

Por Kleber Godoy

O texto abaixo foi publicado recentemente, também, em O Ser Bibliotecário e gostaria de reproduzir com alguns comentários meus ao final. A fonte original pode ser visitada em Ny Times, linkado abaixo.

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Mágica de Potter possui efeito limitado nos hábitos de leitura dos jovens
Por Motoko Rich, do The New York Times, 11/07/07

De todos os poderes mágicos exercidos por Harry Potter, talvez nenhum lançou um feitiço mais forte do que sua suposta habilidade em transformar os hábitos de leitura dos jovens e crianças. No que se tornou quase uma mitologia sobre a popular série escrita por J.K. rowling, muitos pais, professores, bibliotecários e donos de livrarias deram créditos pela inspiração de uma geração de crianças a ler por prazer em um mundo dominado pelas mensagens instantâneas e downloads de músicas.

E foi assim para muitas crianças. Mas ao acompanharem os romances instrinsicamente organizados, a verdade sobre Harry Potter e leitura não é uma história de sucesso tão simples assim. De fato, enquanto a série se aproxima de seu final, estatísticas federais mostram que a porcentagem de jovens que lêem por prazer continua a cair significativamente ao passo que ficam mais velhas, na mesma exata taxa anterior ao lançamento de Harry Potter.

Não há dúvidas de que os livros se tornaram uma sensação editorial. Nos 10 anos desde o primeiro livro, "Harry Potter e a Pedra Filosofal" ser publicado, a série vendeu 325 milhões de cópias pelo mundo, com 121,5 milhões somente nos Estados Unidos. Antes de Harry Potter, era virtualmente impossível encontrar crianças fazendo fila por causa de um livro. Crianças que anteriormente só haviam lido capítulos curtos de livros devoravam mais de 700 páginas em questão de dias. A Scholastic, editora americana do livro, planeja uma impressão recorde de 12 milhões de cópias para "Harry Potter e as Relíquias da Morte", o ansiosamente aguardado sétimo e final capítulo da saga, pronto para sair na meia-noite do dia 21 de julho.

Mas alguns pesquisadores e educadores dizem que a série, no final das contas, não tentou permanentemente as crianças a deixarem de lado seus Game Boys e lerem um livro em seu lugar. Algumas crianças ficaram amedrontadas pelo crescente tamanho dos livros ("A Pedra Filosofal" tinha 309 páginas; "Relíquias da Morte" contará com 784).

Outros dizem que Harry Potter não possui tanta repercussão como títulos que refletem mais realisticamente suas vidas diárias.

"Acho que a mania Harry Potter foi algo bastante positivo para as crianças", disse Dana Gioia, presidente da Fundação Nacional das Artes, que revisou estatísticas de fontes federais e particulares que mostram consistentemente que crianças lêem menos ao passo que envelhecem. "Levou milhões de crianças a ler uma longa e razoavelmente complexa série de livros. O problema é que um livro de Harry Potter ao ano não é suficiente para reverter o declínio na leitura".

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Acredito que se a literatura quer atrair a atenção de crianças e adolescentes e que estas comecem desde já a ingressar neste mundo mágico, deve ser desta forma, cheia de magia. O que pode acontecer é um desinteresse pela leitura quando esta magia fica um pouco perdida, quando a literatura não causa prazer. Isso pode ocorrer com o modo de se impor as leituras no sistema educacional atual e sobre estas questões, pode-se pensar um pouco. Mas eu não quero inferir nada a respeito.

No entanto, o mais importante é que toda obra traga ensinamentos, reflexão...

Particularmente, na obra de Harry Potter, fico satisfeito em saber que milhões de crianças de hoje estiveram lendo sobre amor, amizade, coragem e afeto por tantos anos. Temas complexos, sim!! Se isto puder contribuir para uma geração melhorada de homens com estes conceitos introjetados, o mundo agradecerá imensamente a J. K. Rowling.

13 Setembro 2007

Boas Notícias...

Por Kleber Godoy

A notícia abaixo trata de um assunto importantíssimo: o investimento do governo em livros!! Sente-se e fique a vontade para ler. Aproveite o ensejo e busque, por si mesmo, mais notícias sobre programas que o governo faz para estimular a leitura, cultura e arte em nosso país.

Aproveite também para saber quais os responsáveis por tais projetos e valorize-os em seu voto. No site de onde foi retirado o artigo, cujo link está abaixo, há muito de interessante para ler.

Acredito que, o contrário, desvalorização de políticos que estão na mídia ligados a fatos ruins, deva acontecer por nossa parte, exigindo assim, um esforço de memória histórico-político.

A parte disso e junto a tudo isso é sempre bom manter e cultivar... boas notícias!!

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MEC investirá R$ 20 milhões em livros para universidades
Em
Abrelivros, 28/06/07

O Ministério da Educação vai investir R$ 20 milhões em 2006 e 2007, para tentar atualizar as bibliotecas das universidades federais. Nos próximos dias, começa um censo com os professores das instituições para mapear as deficiências das bibliotecas.
De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, a falta de livros no acervo das instituições é uma das maiores reclamações dos estudantes que fizeram o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o novo Provão. Especialmente daqueles que estão no último ano do curso. No censo, que será feito pela internet, cada professor das federais irá dizer quais livros usa nas suas aulas, quais existem na biblioteca e se o acervo é satisfatório ou não. Serão consultados cerca de 50 mil professores das federais.
A partir da lista dos livros mais usados, o MEC deverá fazer a compra para renovar o acervo. A prioridade será dada para os livros mais citados em cada disciplina. "Temos a percepção de que esses R$ 20 milhões representarão um enorme avanço na modernização das bibliotecas das federais", disse Haddad.

O ministério também decidiu tornar público parte do portal de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal do Ensino Superior (Capes). O portal é um site em que instituições de ensino superior cadastradas têm acesso a mais de 9 mil periódicos científicos. Hoje, 163 instituições são cadastradas.

"Iniciaremos esse portal livre a que qualquer cidadão terá acesso. Será um acervo importante, tornado disponível através de um acerto entre a Capes e as editoras", disse Haddad.O ministério também pretende incrementar o portal Domínio Público, em que estão disponíveis livros literários e científicos de graça, para qualquer pessoa que quiser baixá-los da internet. Este ano, o número de livros deve alcançar 10 mil, segundo Haddad.

10 Setembro 2007

Jovem Mundo Moderno e Modernizado...

Por Kleber Godoy

Hoje trago uma lista de itens que recebi por e-mail, identificando as vivências que nos fazem perceber que realmente estamos em 2007. Não tenho o nome do autor, mas com certeza alguém muito criativo e observador da realidade a que nos submetemos diariamente. Se alguém souber de quem se trata, pode postar nos “comentários”, por favor. Vamos dar o mérito.

Após ler, reflita sobre os itens: modernização, evolução, previsibilidade do ser humano na sociedade moderna e... o espaço artístico, cultural e criativo com seus valores e méritos. Acho interessante pensar sobre essas questões.


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“VOCÊ SABE QUE ESTÁ VIVENDO EM 2007 QUANDO...

1. Você acidentalmente tecla sua senha no microondas.

2. Há anos não joga paciência com cartas de papel.

3. Você tem uma lista de 10 números de telefone para falar com sua família de 3 pessoas.

4. Você envia e-mail ou msn para conversar com a pessoa que trabalha na mesa ao lado da sua.

5. A razão porque você não fala há muito tempo com alguns de sua família é desconhecer seus endereços eletrônicos.

6. Você usa o celular na garagem de casa para pedir a alguém que o ajude a desembarcar as compras.

7. Todo comercial de TV tem um site indicado na parte inferior da tela.

8. Esquecendo seu celular em casa, coisa que você não tinha há 20 anos, você fica apavorado e volta buscá-lo.

10. Você levanta pela manhã e quase que liga o computador antes de tomar o café.

11. Você conhece o significado de naum, tbm, qdo, xau, msm, dps ...

12. Você não sabe o preço de um envelope comum;

13. Para você ser organizado significa, ter vários bloquinhos uma agenda eletrônica ou coisas do tipo;

14. A maioria das piadas que você conhece, você recebeu por e-mail (e ainda por cima ri sozinho...);

15. Você fala o nome da firma onde trabalha quando atende ao telefone em sua própria casa (ou até mesmo o celular!!);

16. Você digita o "0" para telefonar de sua casa;

17. Você vai ao trabalho quando o dia ainda está clareando com preguiça, volta para casa quando já escureceu de novo;

18. Quando seu computador pára de funcionar, parece que foi seu coração que parou,

19. Você está lendo esta lista e está concordando com a cabeça e sorrindo.

21. Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou que a lista não tem o número 9.

21. Você retornou a lista para verificar se é verdade que falta o número 9 e nem viu que tem dois números 21.

22. E AGORA VOCÊ ESTÁ RINDO CONSIGO MESMO...

23. Você já está pensando para quem você vai enviar esta mensagem .

24. Provavelmente agora você vai clicar no botão "Encaminhar"... é a
vida...fazer o quê... foi o que eu fiz também... Feliz modernidade.”