24 maio 2012

Matizes E Texturas: A Crucificação (Bernardo Daddi )

Por Jonathan Pereira


Bernardo Daddi (1290-1350), Gótico
A Crucificação (1335), têmpera sobre painel
36 x 23,5 cm, The National Gallery Of Art, Washington



PINTURA: A Crucificação (Crucifixion)
PINTOR: Bernardo Daddi
PERÍODO: Gótico
ESCOLA: Escola Florentina
TÉCNICA: Têmpera
SUPORTE: Painel
DIMENSÕES (LxA): 36 x 23,5 cm
CONCEPÇÃO: 1335
LOCAL DE EXPOSIÇÃO: The National Gallery Of Art, Washington, EUA





PINTURA
A crucifixão de Jesus (ou crucificação) é um evento registrado nos quatro evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) que ocorreu após a prisão e julgamento de Cristo e inclui sua flagelação, crucifixão em um instrumento de tortura e sepultamento. Na teologia cristã, a morte de Jesus pela crucificação é um acontecimento central do qual muitos ensinamentos dependem, representando um aspecto crítico da doutrina da salvação, retratando o sofrimento e a morte do Messias como necessária para o perdão dos pecados. Quando da crucificação, ainda segundo a Bíblia, Jesus Cristo teria sido ferido em cinco pontos, nas duas mãos e nos dois pés, pela ação dos cravos, e no peito, quando um soldado o trespassou com uma lança.



PINTOR
Estilo florentino, trabalhou na oficina de Giotto, juntamente com todos aqueles que são os intérpretes do estilo do mestre. A crítica sempre foi, provavelmente com razão, extremamente grave, no entanto, Daddi era muito apreciado e foi capaz de obter comissões importantes de ambas as instituições da burguesia, tornando-se um dos pintores mais famosos e ricos de Florença. Era considerado médico e boticário desde 1319 e tem o seu primeiro trabalho em alguns trípticos de santos. Neste momento deve voltar ao seu discurso, um dos poucos afrescos na Basílica de Santa Croce, onde decorou a Capela de Santos e Stephen Lawrence. Comparado com as características estilísticas de Giotto, Daddi tem uma abordagem mais refinada e provavelmente o mais aristocrático da arte de Siena. Usando cores mais complexas e agradáveis, as características evoluem entre aqueles que serão as características dominantes plenamente identificáveis ​​em suas obras posteriores.



ESCOLA
A chamada escola florentina compreende um grupo de pintores italianos influenciados pelo estilo naturalista desenvolvido da cidade de Florença, na época da arte italiana chamado Trecento. Esses artistas foram amplamente influenciados por Giotto, que, diferente de Duccio e outros artistas da escola sienesa, fundiu elementos da arte bizantina com a arte paleocristã e com a arte romana, distanciando-se assim da chamada maniera greca, que dominava a Itália naquele tempo. A arte mais antiga da Toscana, produzida no século XII, em Pisa e Lucca, formou a base para o desenvolvimento posterior. Nicola Pisano mostrou seu gosto pelas formas clássicas assim como seu filho, Giovanni Pisano, que levou as novas idéias da escultura gótica para o vernáculo toscano, criando figuras de impressionante naturalismo. Essa arte eccou no trabalho de pintores de Pisa nos séculos XII e XIII, principalmente Giunta Pisano, que por sua vez influenciou Cimabue, e através dele, Giotto. A representação pictórica mais antiga de Florença são os mosaicos do interior da cúpula do Battistero di San Giovanni, que foram executados em 1225. Acredita-se que Coppo di Marcovaldo tenha criado a figura central de Cristo, cheia de volume, diferente dos antigos mosaicos bizantinos. Obras similares foram encomendadas para a Basílica de Santa Maria Novella, a Igreja da Santa Trindade e a Igreja de Ognissanti no final do século XIII e começo do século XIV. Duccio e Cimabue criaram também painéis que se afastavam da tradição bizantina. Giotto e Bernardo Daddi podem ter se inspirado nas figuras murais de Roma para a criação de obras que enfatizavam o uso da luz. No final do século XV a Escola Florentina começou a desaparecer, dando lugar ao Renascimento. Um dos últimos artistas da Escola foi Andrea di Cione.



PERÍODO
A pintura gótica, uma das expressões da arte gótica, apareceu apenas em 1200 ou quase 50 anos depois do início da arquitectura e escultura góticas. A transição do românico para gótico é bastante imprecisa e não uma quebra definida, mas pode-se perceber o início de um estilo mais sombrio e emotivo que o do período anterior. Esta transição ocorre primeiro em Inglaterra e França cerca de 1200, na Alemanha cerca de 1220 e na Itália cerca de 1300. A característica mais evidente da arte gótica é um naturalismo cada vez maior. Essa qualidade, que surge pela primeira vez na obra dos artistas italianos de fins do século XIII, marcou o estilo dominante na pintura européia até o término do século XV. O período gótico estendeu-se por mais de duzentos anos, surgindo na Itália e disseminando-se para o resto da Europa. Os italianos foram os primeiros a utilizar o termo gótico, indicando pejorativamente a arte que se produziu na Renascença tardia, mas que ainda seguia um estilo medieval. Era uma referência ao passado bárbaro, em especial aos godos. A palavra perdeu o tom depreciativo e passou a designar o período artístico entre o românico e o Renascimento. A arte gótica pertence sobretudo aos últimos três séculos da Idade Média. A pintura durante o período gótico era praticada em quatro principais ofícios: afrescos, painéis, iluminura de manuscritos e vitrais. No começo do período gótico, a arte era produzida principalmente com fins religiosos. Muitas pinturas eram recursos didáticos que faziam o cristianismo visível para uma população analfabeta; outras eram expostas como ícones, para intensificar a contemplação e a prece. Os primeiros mestres do gótico preservaram a memória da tradição bizantina, mas também criaram figuras persuasivas, com perspectiva e com um maravilhoso apuro no traço.



TÉCNICA
A têmpera é um método de pintura no qual os pigmentos de terra são misturados a um “colante”, uma emulsão de água e gemas de ovo ou ovos inteiros (às vezes cola ou leite). A têmpera foi largamente utilizada na arte italiana nos séculos XIV e XV, ambos em afrescos ou painéis de madeira preparados com gesso, que foram, posteriormente substituídos pela pintura a óleo. As cores de têmpera são brilhantes e translúcidas. Por ter um tempo de secagem muito rápido, a graduação de tons se torna dificultada. Daí, a técnica utilizada para tal fim, é o acréscimo de pontos ou linhas mais claras ou mais escuras na pintura já seca. Pode-se também trabalhar com o verniz sobre a tinta, realçando o brilho e a cor. Diz-se têmpera forte aquela na qual o pigmento é menos diluído.

FONTE: wikipedia.


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