19 janeiro 2012

Sétima Arte Brasil: O Grande Momento (Roberto Santos, 1958)

DIREÇÃO: Roberto Santos;
ANO: 1958;
GÊNEROS: Drama;
ROTEIRO: Roberto Santos e Norberto Nath;
BASEADO EM: ideia de Roberto Santos;




SINOPSE: "Zeca se vê com problemas quando fica sem dinheiro às vésperas de seu casamento. A solução encontrada, então, é vender seu bem mais precioso: sua bicicleta. Com o dinheiro, ele pretender pagar a viagem de lua-de-mel, além de uma festa, roupas e os acessórios necessários para a comemoração do casamento. Toda a questão gira em torno de que é um segredo para a noiva a sua dificuldade financeira." (O Teatro Da Vida).


"É belo filme, que representa bem uma época da nossa cultura e da nossa vida metropolitana. Retrata a forma como ficamos famosos pelo mundo afora: o jeitinho brasileiro, com um grande diferencial, um jeitinho brasileiro sem malícia, sem segundas intenções ou sem a necessidade de prejudicar ou levar vantagem sobre o próximo. Assim, como tudo naquela época, era mais direto e reto, também haviam momentos que hoje vemos como inocentes: confiança, briga sem ao menos um soco, etc. Por outro lado, demonstra um enredo, também, de glamour, que se fosse filmado com mais dinheiro, encabeçado por uma grande produtora estadunidense, poderia ter se tornado um clássico do cinema mundial e perfeitamente inserido na lista dos '1001 Filmes Para Ver Antes De Morrer'. O personagem principal, interpretado por Gianfrancesco Guarnieri, nos traz a lembrança do filme 'Um Cão Andaluz (Un Chien Andalou, Luis Buñuel, 1928)', no qual os personagens principais de ambos os filmes, além de terem uma aparência muito semelhante, também tornam a bicicleta parte importante de ambos os enredos. E por falar nela, um momento marcante do filme, é quando o personagem principal se delicia pela cidade em uma entrega pelo prazer de andar de bicicleta. Um belo momento! Talvez o grande momento do filme. Ainda em tempo, vale ressaltar outro paralelo com outro grande filme que comentamos aqui no blog. Há uma cena que os recém-casados pegam um bonde ao som de uma bela música ao fundo, lembrando, com menos beleza e requinte a célebre cena de 'Agora Seremos Felizes (Meet Me In St. Louis, Vincente Minnelli, 1944)' onde Judy Garland chora suas dores de amor soltando sua incomparável e única voz. E ver Gianfrancesco Guarnieri, Paulo Goulart e Milton Gonçalves moços, é um presente."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Este filme nacional dos anos de 1950 faz parte do que foi chamado no Brasil de Cinema Novo, o movimento que pretendia produzir filmes artesanais, opondo-se às grandes produções, fazendo o que se podia com o que tinha. Isso tudo após o fim da companhia Vera Cruz de cinema. Assim, com cenários, imagens, e até mesmo atuações bastante artesanais, este filme conta a história de um trabalhador, Zeca (Gianfrancesco Guarnieri), que vai se casar, mas não tem dinheiro para nenhum dos custos da cerimônia e, muito menos, para a lua de mel. Querendo agradar sua noiva, vende até sua bicicleta e se angustia junto com sua família atrás de meios para ganhar dinheiro. No meio do filme há uma festa com muita bebida e cenas que beiram o pastelão, e no final, uma mensagem de que o amor não precisa de grandes somas de dinheiro, somente da presença um do outro. Com cenas rodadas no bairro do Brás, em São Paulo, e uma bonita mensagem, este filme se desenrola em um momento pobre de nosso cinema. Destaque para a trilha sonora, principalmente no final, deixando emoção."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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