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15 março 2011

1001 Filmes +: De Olhos Bem Fechados (Eyes Wide Shut)

DIREÇÃO: Stanley Kubrick;
ANO: 1999;
GÊNEROS: Drama, Suspense e Thriller;
NACIONALIDADE: EUA e Inglaterra;
IDIOMA: inglês;
ROTEIRO: Arthur Schnitzler e Stanley Kubrick;
BASEADO EM: conto "Traumnovelle" de Arthur Schnitzler;
PRINCIPAIS ATORES: Tom Cruise (Dr. William 'Bill' Harford); Nicole Kidman (Alice Harford); Madison Eginton (Helena Harford); Sydney Pollack (Victor Ziegler); Todd Field (Nick Nightingale); Marie Richardson (Marion); Sky du Mont (Sandor Szavost), Rade Šerbedžija (Mr. Milich) e Julienne Davis (Amanda 'Mandy' Curran).




SINOPSE: "Bill Harford (Tom Cruise) é casado com a curadora de arte Alice (Nicole Kidman). Ambos vivem o casamento perfeito até que, logo após uma festa, Alice confessa que sentiu atração por outro homem no passado e que seria capaz de largar Bill e sua filha por ele. A confissão desnorteia Bill, que sai pelas ruas de Nova York assombrado com a imagem da mulher nos braços de outro" (Cine Menu).


"Não podemos deixar de lembrar que esse filme fecha um dos ciclos mais bem sucedidos da história do cinema, pois este é o último filme do diretor Stanley Kubrick, um dos maiores na sua área. Só para tentar descrever sua importância, dos 13 filmes que dirigiu, 10 estão entre os '1001 Filmes Para Ver Antes De Morrer', da qual usamos como base para as publicações dos '1001 Filmes' aqui no blog. O filme em si, traz algumas características típicas de filmes dirigidos por Kubrick, como os sons em segundo plano em cenas de dramaticidade e suspense, ou então, aquela câmera, centralizada no objeto, que muitas vezes é algum personagem, e que o segue fixada em um mesmo ponto. Esses detalhes são únicos e característicos, tanto que os percebi logo no segundo filme dele que assistimos, sendo que o primeiro foi '2001: Uma Odisséia No Espaço', já comentando aqui. O filme é feito uma colcha de retalhos, onde o personagem de Tom Cruise, se vê envolvido em várias situações embaraçosas, uma seguida da outra, que mesmo tendo uma ligação na história, são diferentes entre si. Essas situações começam normais no primeiro contato dele com elas, sendo que já no segundo, elas se modificam e nos surpreendem, sendo ai, o ponto onde o Dr. William se mete em confusão, dando a impressão de que o destino 'o pegou para Cristo', pois situações cotidianas, como reencontrar um ex-colega de faculdade, o faz se envolver em uma grande confusão. Por isso, o filme é bastante confuso e um tanto quanto sem linearidade. Tanto as várias situações que ele acaba se envolvendo e tendo problemas, como no filme em si, a impressão é de que não acabou, que irá continuar em algum ponto adiante. Essa falta de final, particularmente, não me agrada, e também poderíamos dizer que é uma das características de Kubrick e da qual faz muito bem, dirigir filmes sem final fechado."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Stanley Kubrick nos presenteia, ao fim de sua obra, com esta grande fábula sobre fantasias de casal, muito bem adaptado por ele e filmado em seus detalhes mais... sórdidos. 'De Olhos Bem Fechados' mostra a vida de um casal descoberto em suas fantasias mais secretas, obrigados a confessá-las. Bill fica perplexo quando ouve de sua esposa a fantasia sexual que teve com outro homem, sai para atender uma paciente e, a todo o momento, pensa nas cenas de sua esposa transando com outra pessoa. Note que o pôster do filme mostra Alice olhando para outro lugar, outra pessoa talvez, enquanto Bill a beija e se entrega somente a ela. Na história, a noite se apresenta com várias possibilidades e Bill se encontra com suas próprias fantasias, mesmo que tentando fugir ou negá-las. Ora, quem confessou foi a esposa, mas quem está indo ao ato é Bill, descobrindo assim que ambos vivenciam experiências imaginárias extra-casal. Muito significativa a cena em que ele esta na mansão dos mascarados e é descoberto pelos demais participantes da festa como um intruso, sendo obrigado a retirar sua máscara, além de lhe ser pedido que retire a roupa. É como se dissessem: 'te pegamos, agora mostre sua cara sem a máscara com a qual se esconde e fique nu'. É uma cena que o chama à humilhação pública. Enfim, uma obra-prima que mostra os parceiros amorosos de olhos bem fechados... às fantasias um do outro."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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25 janeiro 2011

1001 Filmes: 2001 - Uma Odisseia No Espaço (2001 - A Space Odyssey)

DIREÇÃO: Stanley Kubrick;
ANO: 1968;
GÊNEROS: Aventura e Ficção Científica;
NACIONALIDADE: Inglaterra;
IDIOMA: Inglês e Russo;
ROTEIRO: Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke;
BASEADO EM: conto 'A Sentinela' de Arthur C. Clarke;
PRINCIPAIS ATORES: Keir Dullea (Dr. David Bowman); Gary Lockwood (Dr. Frank Poole); William Sylvester (Dr. Heywood R. Floyd); Douglas Rain (voz do computador HAL 9000); Daniel Richter (Moon-Watcher); Leonard Rossiter (Dr. Andrei Smyslov); Margaret Tyzack (Elena); Robert Beatty (Dr. Ralph Halvorsen); Sean Sullivan (Dr. Bill Michaels); Frank Miller (Voz Do Controle da Missão); Bill Weston (Astronauta); Ed Bishop (Aries-1B Capitão Luna Shuttle) como Edward Bishop; Glenn Beck (Astronauta); Alan Gifford (Pai de Frank Poole); Ann Gillis (Mãe de Frank Poole).





SINOPSE: "Desde a 'Aurora do Homem' (a pré-história), um misterioso monolito negro parece emitir sinais de outra civilização interferindo no nosso planeta. Quatro milhões de anos depois, no século XXI, uma equipe de astronautas liderados pelo experiente David Bowman e Frank Poole é enviada à Júpiter para investigar o enigmático monolito na nave Discovery, totalmente controlada pelo computador HAL 9000. Entretanto, no meio da viagem HAL entra em pane e tenta assumir o controle da nave, eliminando um a um os tripulantes. O autor escreveu três outras obras baseadas no livro/roteiro original, como forma de sequência e de finalização dos três últimos atos do filme: 2010: Uma Odisséia no Espaço II, 2061: Uma Odisséia no Espaço III e 3001: A Odisséia Final." (Cinema Menu).



"Pela primeira vez nessa nossa jornada, nos deparamos com um dos maiores clássicos do cinema, e por conta dessa definição, achamos que qualquer nota menor que 5 é quase impossível. Pois é, estávamos errados! Mais um aprendizado, onde nos foi ensinado que nem todos os clássicos do cinema serão grandes filmes para nós. O filme é considerado um clássico por nós por vários aspectos: 1) retratar a chegada do homem a lua um ano antes de se tornar realidade; 2) produzir imagens clássicas do cinema, onde mesmo aqueles mais distantes da sétima arte, já as viram em algum momento; 3) conseguir fazer um 'filme mudo' mesmo tendo 40 minutos de fala; 4) unir de maneira vital, indissociável e perfeita, imagens e música; 5) produzir imagens pioneiras do espaço, como nunca antes havia sido feita, e; 6) retratar de forma quase premonitória a relação íntima do Homem com a Máquina, e ir além, também retratar a dependência do Homem pela Máquina. Vale ressaltar algumas características acertadas desse filme. A primeira, é sobre as cenas clássicas que ele produziu, trazendo cenas que estão nas mais lembradas, simbólicas e inesquecíveis do cinema, como: o macaco batendo nos ossos, e depois, jogando um desses para o céu, até virar uma nave espacial; a viagem alucinante do Dr. David no tempo refletida no visor do seu capacete, e; dentro da nave, em seu habitat circular, onde os astronautas ficam andando em qualquer direção. É interessante ressaltar também a trilha sonora, onde também é mais um item clássico do cinema, e assim como nas cenas, qualquer pessoa que tenha tido um mínimo de contato com a sétima arte, já ouviu 'Assim Falou Zaratustra (Also sprach Zarathustra, Op. 30)' de Richard Strauss que aparece no começo e no final do filme. A escolha dessa música não foi ao acaso, pois Strauss a compôs em 1896 baseado no 'tratado filosófico' de mesmo nome escrito por Friedrich Nietzsche, onde ele narra a noção de que os seres humanos são uma forma transicional entre macacos e o que Nietzsche chamou de Übermensch (traduzido como 'além-do-homem' ou 'super-homem'). É inegável o papel importante que esse filme trouxe para a cinematografia, para a história do entretenimento e para nós, ele é um clássico, e disso eu não discordo, assino em baixo. Mas o filme em si, sem uma visão analítica, ele é bastante fraco, confuso, sem sentido, com uma narrativa pobre, com a atuação dos atores dispensáveis, etc, e por isso, analisando apenas o filme em si, sem olhar para as entrelinhas, ele é regular."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Falando de Stanley Kubrick devo dizer que há melhores obras realizadas por este mestre. Mas, de qualquer forma, 2001 é um filme clássico, que conseguiu, em toda sua controvérsia, entrar para a história do cinema e consagrar modos inovadores, para a época, de filmagem e produção de arte e de som. Um filme que não se encaixa em gêneros, de tão singular, mas que peca em falta de atuação (que talvez nem seja exigência do contexto mostrado) e em roteiro, parecendo meio perdido pelo caminho. Pensei, ao ver este filme, em como a ambição humana por dar poder à máquina pode levar a caminhos desconhecidos: como será um futuro em que a máquina poderá dizer que reconhece a projeção de suas emoções no ser humano à frente dela? Assim, destaco como interessantes a relação homem-máquina e a especulação sobre a origem da vida e acerca do infinito (temas que podem dar muito a refletir em nossa era pós-moderna), mesmo que tenham ficado meio... 'mal explicados'."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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