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17 março 2012

1001 Fimes: As Aventuras De Robin Hood (The Adventures Of Robin Hood)

ANO: 1938;
GÊNEROS: Ação, Aventura e Para A Família;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: inglês;
BASEADO EM: história de um mítico herói inglês;
PRINCIPAIS ATORES: Errol Flynn (Robin Hood); Olivia de Havilland (Maid Marian); Basil Rathbone (Sir Guy of Gisbourne); Claude Rains (Príncipe John); Patric Knowles (Will Scarlett); Eugene Pallette (Friar Tuck); Alan Hale (Little John); Melville Cooper (Xerife de Nottingham); Ian Hunter (Rei Ricardo Coração De Leão); Una O'Connor (Bess); Herbert Mundin (Much); Montagu Love (Bispo); Leonard Willey (Sir Essex); Robert Noble (Sir Ralf); Kenneth Hunter (Sir Mortimer).




SINOPSE: "Ricardo Coração de Leão (Ian Hunter) é o Rei da Inglaterra, e acaba sendo sequestrado ao retornar das cruzzadas. Com isso, o príncipe John (Claude Rains) quer tomar seu trono. Robin de Locksley (Errol Flynn) por não concordar com as autoridades, que humilham os pobres deixando-os desamparados, passa a agir como um for a da lei para defende-los. Roubando dos ricos para dar aos pobres, torna-se uma lenda. Acaba se apaixonando por Marian (Olivia de Havilland), prometida pelo príncipe ao arrogante Sir Guy (Basil Rathbone)." (Cinema Clássico)


"Robin Hood pode ser considerado o primeiro super-herói do cinema mundial que teve sua história contada pela sétima arte de Hollywood. A história todos já conhecemos, mas quero destacar dois pontos, um dissonante ao regime do reinado enviesado e repudiado e outro ponto que mostra ambos se parecendo. Começando pelo fato de ambas as organizações, sejam com intuitos nobres ou não, tem uma hierarquia, onde um manda e os outros obedecem. Muitas vezes essa organização pode parecer errada ou injusta, mas o filme mostra que não é, afinal, seja para reinar em absoluto sem opositores e colocar em prática tudo que trará ao Rei benefícios próprios, privando e ignorando o povo de uma vida digna e justa, e tendo ao lado aliados que só estão ali pela ocasião, e também, como Rei, com o objetivo de satisfazer seus egos e nada mais. Ou, de outro lado, um homem que luta pelos excluídos e ignorados pelo Rei, sempre colocando à frente o interesse do povo em sua lutas, batalhas e ideias, e que consegue arrebanhar outros idealizadores como eles, até formarem uma organização capaz de enfrentar este reino perverso. Em ambos os casos, há um hierarquia onde há um que manda e meia dúzia que são encarregados de passarem os mandamentos para as dezenas de subordinados. O segundo fato a se destacar é um herói que não se deixa corromper pelo encanto do poder, pela facilidade, não perde seu ideal e sua convicção em nenhum momento, enfim, um herói a moda antiga, que é correto, certo, justo, em 100% de seu tempo, um herói de verdade, que claro, não perde a oportunidade de rir, zombar e se entregar."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Este colorido filme de aventura dos anos de 1930 traz um show de arte na montagem dos cenários, na música e na edição, o que o faz merecer os prêmios ganhos nestas três categorias. Além disso, gostei muito das atuações, trazendo um grande ator desta era, o Errol Flynn, com todo seu charme australiano para destoar dos demais homens do filme (e do cinema americano da época), mostrando um Robin corajoso e especial, aquele que merecera o coração da protegida do rei. A obra trouxe também muito trabalho para ser produzida, um grande orçamento para a Warner Bros cobrir e uma troca inusitada de diretores no meio do filme, por acharem que o primeiro diretor não estava se empenhando como devia, mas no fim tudo deu certo. E para quem gosta do gênero é uma excelente diversão."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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24 dezembro 2011

1001 Filmes: Uma História De Natal (A Christmas Story)

DIREÇÃO: Bob Clark;
ANO: 1983;
GÊNEROS: Comédia e Para A Família;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: inglês;
ROTEIRO: Leigh Brown e Bob Clark;
BASEADO EM: contos de Jean Shepherd;
PRINCIPAIS ATORES: Peter Billingsley (Ralphie); Melinda Dillon (Mãe); Darren McGavin (Pai); Ian Petrella (Randy); Jean Shepherd (Voz Do Ralphie Adulto); Scott Schwartz (Flick); Tedde Moore (Sra. Shields); R.D. Robb (Schwartz); Zack Ward (Farkus); Yano Anaya (Grover Dill); Jeff Gillen (Papai Noel) e Leslie Carlson (Vendedor De Pinheiros, como Les Carlson).




SINOPSE: "Nos anos 40, Ralphie é um garotinho que sonha em ganhar uma bela espingarda vermelha de presente de Natal. A todo custo, tenta convencer seus pais superprotetores que esse é o presente ideal, mas ninguém parece querer ouví-lo, e por vários motivos a espingarda torna-se um presente cada vez mais distante para ele. O filme tornou-se um clássico natalino com o passar dos anos." (Cineplayers).


"Quem espera ver um filme de Natal típico de fim de ano, com uma história linear do encontro da família, da felicidade, do lado bom e certo da vida e nada além, não assista a esse filme. Claro que esses aspectos estão presentes no filme, afinal, é um filme de Natal, porém, tem pitadas bem dosadas de ironia e comicidade, agregada à conflitos de um menino que tem momentos que não são exclusivos dos últimos dias do ano, como: ser o herói que vai proteger sua família de todo mal existente na Terra, ou ter que superar o Bullying de um carinha mais velho da escola na volta para casa. Mas os adultos também nos apresentam situações do seu dia-a-dia que não costumamos ver abordados em um filme de Natal como a vida conjugal, os ciúmes, etc. Um filme de Natal bem diferente, que nos faz rir, indo de encontro à melancolia que esta data, e seus respectivos filmes, nos remete."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Ao falar deste filme estamos falando da obra mais memorável da carreira dos seus principais atores. A família do filme, assim como do diretor Bob Clark, aquele que passou pelos gêneros de terror, de família e de comédia, nem sempre sendo bem recebido pela crítica. A atuação da família se mostra perfeita dando a impressão de serem realmente uma família. Assim, quando Ralphie apronta travessuras na escola e teme o castigo do pai, mostra em todo seu corpo este pavor (e seu irmão, Randy, também). Ah, não podemos esquecer de comentar que ele é narrado pelo jovem Ralphie, mas quando mais velho, como se fosse um diário e este aspecto narrativo cai muito bem na história. Logo, estamos frente a um filme que nos diverte em diversas cenas, seja com as brincadeiras das crianças ou com os métodos da mãe para fazer seu filho mais novo comer. Tudo isso no tempo certo para uma comédia, não durando mais que 90 minutos. E no final, mais um filme especial de natal que motiva o expectador a acreditar que nesta época todos os sonhos podem se tornar realidade."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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19 novembro 2011

1001 Filmes: Babe - O Porquinho Atrapalhado (Babe)

DIREÇÃO: Chris Noonan;
ANO: 1995;
GÊNEROS: Comédia, Drama e Para A Família;
NACIONALIDADE: Austrália e EUA;
IDIOMA: Inglês;
ROTEIRO: George Miller e Chris Noonan;
BASEADO EM: em romance de Dick King-Smith chamado 'The Sheep-Pig';
PRINCIPAIS ATORES: James Cromwell (Fazendeiro Arthur H. Hoggett); Magda Szubanski (Esme Hoggett); Christine Cavanaugh (voz de Babe); Miriam Margolyes (voz de Fly 'Sheepdog'); Danny Mann (voz de Ferdinand 'Pato'); Hugo Weaving (voz de Rex 'Sheepdog'); Miriam Flynn (voz de Maa 'Ovelha'); Russi Taylor (voz de Duquesa 'Gata'); Evelyn Krape (voz de Velho Ewe); Michael Edward-Stevens (voz do Cavalo); Charles Bartlett (voz da Vaca Cow); Paul Livingston (voz do Galo); Roscoe Lee Browne (Narrator); Zoe Burton (Filha); Paul Goddard (Genro).





SINOPSE: "A fazenda do Sr. Hoggett um lugar quase perfeito, onde cada coisa ocupa o lugar certo. Até que nasce Babe, um leitãozinho que pensa que um cachorro. E convence até o dono da fazenda, que o inscreve no Campeonato Nacional de Cães Pastores, com consequências imprevisíveis." (Adoro Cinema)."



"Quando vi este filme listado entre os 1001 me perguntei: 'O que o faz estar aqui?' ou 'Não seria um exagero ou uma injustiça?', eis que chega o momento de assisti-lo e as respostas às minhas inconformidades também chegaram. Pela primeira vez o cinema consegue 'transformar' animais em pessoas. Através de técnicas de efeitos especiais até então não conhecidas, foi possível realizar o sonho do diretor de reproduzir no cinema o romance 'The Sheep-Pig' de Dick King-Smith e de forma memorável. Talvez ele tenha iniciado uma nova vertente no mundo do cinema, fazendo com que animais parecessem pessoas de tal forma que transparecessem emoções exclusivamente humanas, como: carinho, solidão, amizade, medo, raiva, altruísmo, egoísmo, etc. O filme tem um enredo muito rico do retrato da condição e vida humana, ressaltando características positivas e negativas. É um filme encantador, simples, leve e família que vale pela sua audácia em fazer de animais meros seres humanos com seus erros e acertos."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira






"Babe é um daqueles filmes que mostram a evolução tecnológica no cinema, nos iludindo perfeitamente em acreditar que os animais mostrados tem atitudes e sentimentos semelhantes aos dos humanos, armando planos e... falando, conversando. Assim, superando a dificuldade de se produzir um filme com roteiro coerente e adulto o suficiente com animais falantes (talvez sendo possível justamente porque eles são bem humanos), a obra traz um estilo de filme com narração que se aproxima de um conto de fadas. Talvez a categoria conto de fadas caia bem para a história deste porquinho que livrou-se do certo destino de ir ao forno, sendo que isso só foi possível porque ele aprendeu a questionar para que servia, qual era seu destino – atitudes muito próximas da indecisão e incompletude do adolescente quando está para escolher uma profissão e outras coisas na vida. Neste caminho descobre seus talentos e usa deles para se comunicar com bondade com os demais. Enfim, uma história de amizade e transformação nas relações, trazendo uma narrativa bem inocente. Destaque para a bandeira vegetariana abordada no filme e para a belíssima atuação de James Cromwell (que se tornou vegetariano por conta desta história), o fazendeiro Arthur Hoggett. Este ator não precisa falar muito para se destacar, como já provou em outros trabalhos: 'Six Feet Under (A Sete Palmos, Alan Ball)', '24 (24 horas, Hiek Syrbiw e Robert Cochran)', entre outros. E não podemos deixar de citar a querida Magda Szubanski, sendo a Sra. Esme Hoggett."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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