12 abril 2011

1001 Filmes: Platoon (Platoon)

DIREÇÃO: Oliver Stone;
ANO: 1986;
GÊNEROS: Drama e Guerra;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: inglês e vietnamita;
ROTEIRO: Oliver Stone;
BASEADO EM: vivência na guerra de Oliver Stone;
PRINCIPAIS ATORES: Charlie Sheen (soldado Chris Taylor); Tom Berenger (sargento Bob Barnes); Willem Dafoe (sargento Elias Grodin); Forest Whitaker (Big Harold); John C. McGinley (sargento O'Neill); Keith David (King); Johnny Depp (Gator Lerner); Francesco Quinn (Rhah); Reggie Johnson (Junior); Chris Pedersen (Crawford); Kevin Dillon (Bunny); Mark Moses (tenente Wolfe); David Neidorf (Tex) e Tony Todd (Warren).




SINOPSE: "O filme mostra a trajetória do jovem Chris, que troca a matrícula na universidade para servir como recruta no Vietnã, assim como fez seu pai e seu avô em guerras anteriores, experimentando toda violência e loucura de uma guerra. No campo de batalha o jovem conhece os sargentos Barnes e Elias. O primeiro, um assassino brutal e psicopata e o segundo, um pacifista inteligente e sensível, que além de lutarem contra os vietcongues também travam uma batalha entre si." (O Teatro Da Vida).



"Platoon é um filme de guerra bastante realista, que não tenta achar o grande herói de guerra, que na realidade, em sua grande maioria, não existe mesmo, sendo esse um dos méritos do filme. Geralmente o cinema norte-americano, ao fazer filmes de guerras, tenta glorificar uma pessoa que passa a representar a vitória da guerra, tornando-se o grande herói da trama, o que é interessante, mas um tanto maquiado e utópico. Outro mérito do filme é o fato do personagem principal, Chris Taylor, ter sido quase uma autobiografia do próprio Oliver Stone, que foi ex-combatente da guerra do Vietnã, tornando a história e o contexto em si, muito mais interessantes que a própria atuação de Charlie Sheen, que fez seu papel de representar um soldado idealista, sonhador, inocente e começando a encarar a vida de verdade de forma mediana, talvez o necessário para o papel. Por outro lado, as atuações de Tom Berenger e Willem Dafoe, são espetaculares, fantásticas e perfeitas, o que torna mais um mérito do filme. No mais, o olhar realista que o diretor projetou no filme é diferente do habitual, e a filmagem em sequência, ou seja, quando um personagem morria no filme o ator era liberado das gravações, enfatiza ainda mais esse realismo. Há ainda que se destacar a música tema do filme que é um clássico do cinema, onde qualquer apreciador iniciante do cinema, como eu, consegue lembrar de ter ouvido em algum momento da vida a música Adagio for Strings de Samuel Barber. Uma das cenas imortais do cinema, é quando o soldado Taylor e o sargento Barnes estão indo embora da guerra, e ao sobrevoarem a área de combate, avistam o sargento Elias sendo perseguido e alvejado por dezenas de vietcongues, então quase morto, o sargento dobra as pernas e ergue as mãos para o cima, antes de cair morto, retratando no filme uma fotografia tirada por Arthur Greenspon em 1968 durante a guerra do Vietnã."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Platoon é extremamente real: nos coloca no meio da selva e nos faz participantes da Guerra do Vietnã. Além disso, traz na tela as atuações de Charlie Sheen, Tom Berenger e Willem Dafoe, além da participação do talentosíssimo Forest Whitaker, um dos poucos atores negros a ganhar um Óscar (por ‘O Último Rei da Escócia’, em 2007). Grandes jovens de sucesso, mais tarde, Dafoe viria a se tornar o grande vilão da saga de Spider-Man e Sheen a ser o ator de seriado mais bem pago dos EUA (cerca de 1 milhão de dólares por episódio de 'Two and a Half Men', mesmo em meio à drogadição atual em sua vida pessoal). E por estes motivos merece mesmo os prêmios ganhos relativos à melhor direção. No entanto, a meu ver, faltou criatividade à pintura desta obra, ficando a retratar os fatos da guerra e daquelas relações sem aprofundá-las com mais emoção. Senti falta de mais suspense, mais conflitos... de ir mais ao fundo do poço. O próprio nome do filme, que na tradução fica como ‘pelotão’ não mostra força criativa que me faça render mais comentários. A frase final do soldado Chris é fantástica, descobrindo que a luta era interna e não contra outros, mas durante o filme faltou um enredo para sustentar esta profundidade toda. Oliver Stone é um diretor que gosta deste tipo de filme, envolto de guerra, política, fatos recentes e se destaca neste cenário, me deixando curioso para assistir suas obras sobre Wall Street e sobre 11 de setembro, mas o vejo, em Platoon, mais como um documentarista do que como cineasta de ficção, e o fato de sua vivência na guerra ter sido pano de fundo para a criação do roteiro contribui para este meu pensamento. Assim, a mensagem principal do filme é muito atual, talvez, querendo dizer que a guerra não é boa para ninguém, não criando vitoriosos. (Ah, e o queridíssimo e jovem Johnny Depp está sim no filme... é só procurar com atenção!)"

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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