22 março 2011

1001 Filmes: Alta Sociedade (High Society)

DIREÇÃO: Charles Walters;
ANO: 1956;
GÊNEROS: Comédia e Musical;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: inglês;
ROTEIRO: John Patrick;
BASEADO EM: peça "The Philadelphia Story" de Philip Barry;
PRINCIPAIS ATORES: Bing Crosby (C.K. Dexter-Haven); Grace Kelly (Tracy Lord); Frank Sinatra (Mike Connor); Celeste Holm (Liz Imbrie); John Lund (George Kittredge); Louis Armstrong (ele mesmo).




SINOPSE: "Um dos maiores clássicos musicais de Hollywood, Alta Sociedade, remake baseado na peça Núpcias de Escândalo (The Philadelphia Story), traz um notável trio de estrelas formado por Grace Kelly, Frank Sinatra e Bing Crosby, além de Louis Armstrong para embalar essa história ao som de sua música. Num mundo de ricos, estão Tracy Lord e Dexter, um casal bem abastado que acaba de se divorciar. Os dois se conhecem desde crianças, mas esse importante elo não foi capaz de impedir a separação. A ex-mulher, filha de um playboy milionário, quer começar uma nova vida, ao lado de um novo amor. Mas, Dexter ainda está preso às lembranças de Tracy. Ela está prestes a se casar novamente, desta vez com George, um grande homem de negócios. Só que o charme de Tracy não pára por aí. Além de George, ela consegue fisgar Mike, por quem está extremamente atraída." (Webcine).



"Chegamos ao cinema da primeira metade do século XX, onde a ingenuidade e leveza nas histórias e o charme das interpretações e personagens prevaleciam acima de tudo, e não foi diferente nesse filme. Além disso, colocar juntos Grace Kelly, na época a musa do cinema, ao lado de Frank Sinatra e Louis Armstrong, dois ícones da música norte-americana atuando juntos foi um marco. O primeiro veio de uma família pobre do estado de Nova Jérsei, cantando músicas pop, jazz e blues, ganhou duas estrelas na Calçada da Fama, uma como músico e outra como ator e sua música tinha identificação com a alta sociedade. Já o segundo, também de uma família humilde, mas do estado de Nova Orleães, berço do jazz e blues, foi reconhecido como a 'personificação do jazz' e se destacou como solista de trompete e cantor, ambos tinham uma voz única, um tímbre incomparável. Na época, era muito comum que os grandes cantores também se destacassem como atores de filmes. A trama é bastante simples, chegando a ser ingênua, porém, muito vibrante e alegre em todo tempo, e poder ver atuando e cantando juntos, dois dos maiores artistas do século XX com o toque especial da mais pura beleza feminina de Grace Kelly é um privilégio e uma relíquia."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Realmente difícil tecer comentários negativos para um filme tão brilhante com estrelas como Grace Kelly, Bing Crosby, Frank Sinatra e Louis Armstrong, entre outros, mas, em contrapartida, muito fácil de derramar elogios. Atriz, princesa e ícone da moda, Grace Kelly nos brinda com esta atuação ‘forte’ na qual Tracy tenta se impor como mulher decidida, segura e independente, assim como foi a vida, cheio de amores e paixões, da atriz. Ela, realmente, navega nas águas da sedução e deixa seu desejo a guiar, prostrando sua ‘coroa’ real com altivez, talvez pelo que Dexter lhe interpreta, por conta de sua relação edípica mal resolvida, é lindo! No decorrer da história três homens tocam seu coração e suas diferentes características deixam-na com dúvidas e, aos poucos, mostra sua sensibilidade e, por que não dizer, fraqueza. O ponto culminante deste embalo nos braços da sedução é sua crise alcoólica, deixando-se levar do mundo da alta sociedade para os braços do queridíssimo e sedutor jornalista Mike. O jornalista até nos lembra o papel de um psicanalista, com seus questionamentos e investigações que derrubam as estruturas da dama – e Dexter faz um pouco disso também, deixando Tracy cada vez mais cercada. Entretanto, quando acorda encontra os três homens esperando por uma decisão sua: e agora? Tracy busca navegar por águas calmas no belo barco de Dexter, o ‘True Love’, mas percebe que a vida e o amor navegam por águas tumultuadas de sentimentos, desejos e interesses, nem sempre (ou quase nunca) postos em harmonia ou tranquilidade. Ao fim, a mulher tão segura de si controla as velas de seu barco ou se deixa levar pelas ondas? Vale a pena ver esta elegante obra que é envolta de glamour, sedução e beleza. Tracy, sabendo de seus envolventes atributos, não quer escolher tendo que renunciar, ela quer os três homens, ela quer tudo, cada um dos cavalheiros com suas características perturbadoras. A sociedade atual, pós moderna, contemporânea, aliás, tem um pouco disso, desta dificuldade de se renunciar – seja pela presente alta variedade, seja pela liberdade excessiva ou pelo abandono e solidão que se presencia. E, por fim, no caso da dama de nossa história, com seus dotes, ela poderia ter todos que quisesse. Mesmo que o filme fosse ‘tosco’ em sua história ou personagens valeria a pena assistir só pelo encanto e pela beleza de Grace Kelly com seus traços, formas e movimentos perfeitos. Nem parece real, é hipnótico."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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