18 junho 2011

1001 Filmes +: A Origem (Inception)

DIREÇÃO: Christopher Nolan;
ANO: 2010;
GÊNEROS: ação, ficção científica e suspense;
NACIONALIDADE: EUA e Inglaterra;
IDIOMA: inglês;
ROTEIRO: Christopher Nolan;
BASEADO EM: ideia de Christopher Nolan;
PRINCIPAIS ATORES: Leonardo DiCaprio (Cobb); Joseph Gordon-Levitt (Arthur); Ellen Page (Ariadne); Tom Hardy (Eames); Ken Watanabe (Saito); Dileep Rao (Yusuf); Cillian Murphy (Robert Fischer); Tom Berenger (Peter Browning); Marion Cotillard (Mal); Pete Postlethwaite (Maurice Fischer); Michael Caine (Miles) e Lukas Haas (Nash).





SINOPSE: "Don Cobb é especialista em invadir a mente das pessoas e, com isso, rouba segredos do subconsciente, especialmente durante o sono, quando a mente está mais vulnerável. As habilidades singulares de Cobb fazem com que ele seja cobiçado pelo mundo da espionagem e acaba se tornando um fugitivo. Como uma chance para se redimir, Cobb terá de, em vez de roubar os pensamentos, implantá-los. Seria um crime perfeito, mas nenhum planejamento pode preparar a equipe para enfrentar o perigoso inimigo que parece adivinhar seus movimentos. Apenas Cobb é capaz de saber o que está por vir." (Cineclick).



"Antes de assistir ao filme, vendo aos traillers, cartazes, etc. não entendia como o filme não era categorizado com o tema 'fim do mundo', onde as cidades eram dobradas e os prédios despedaçados, mas depois de assistí-lo, entendemos por que não tem nenhuma relação com filmes de 'fim do mundo', mesmo tendo características típicas desses filmes e esse tipo de surpresa é bastante interessante. Enredos desse tipo, que se passam dentro da cabeça da pessoa, seja pela loucura dela ou por ser um sonho, é algo relativamente pouco utilizado, mas que parece ser o 'novo' filão do cinema e cada vez mais presente em filmes nos últimos 15 anos, muito possível pelo avanço das tecnologias de efeitos especiais, essenciais nesse caso. Assim como filmes 'imaginários' vem crescendo, Leonardo DiCaprio a cada atuação, vem deixando sua fama de 'apenas mais um rostinho bonitinho' cada vez mais distante de si. É uma atuação ótima, e impossível de não compará-la a sua outra ótima atuação em outro filme imaginário: 'A Ilha Do Medo' (Shutter Island, Martin Scorsese, 2010). Apesar de parecerem atuações idênticas, elas não são. Neste filme o seu Dom Cobb é um personagem que é perseguido por sua culpa pela morte de sua esposa, porém, diferentemente do 'A Ilha Do Medo' ele tem plena consciência dessa sua fragilidade psicológica, tanto que elabora formas de 'prender' sua esposa para que ela não o atormente em seu trabalho, em vão, claro. Portanto, são personagens e atuações diferentes, tendo apenas uma aparente igualdade. O filme teve para mim dois finais: o final imaginário, que é justamente quando o filme acaba lá com 190 minutos, com final 'fechado'; já o final real que eu considero como o final de fato do filme, acontece quando eles dormem durante o voo, e nesse final o filme termina deixando dúvidas e questionamentos: será que ele reencontrou seus filhos? Será que a versão contata por ele e pela esposa nos sonhos é a verdadeira ou ele manipulou essas versões para quem fosse compartilhar seus sonhos visse o que ele queria que fosse visto? Será que Dom consegue entrar nos EUA? Enfim, um final aberto onde ficam várias questões a serem resolvidas em uma provável sequência. Um belo filme, com efeitos especiais espetaculares, mas não apenas isso, com uma trama e um enredo rico e com uma complexidade extrema, dificultando ao máximo o trabalho do roteirista e do diretor para que essa 'loucura' sem nexo pudesse se tornar um enredo e uma história compreensível."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Assistir grandes filmes de pouca abrangência e em seguida um blockbuster como este nos enriquece muito em nossa jornada pela sétima arte e, ainda mais, quando encontramos um enredo inteligente e com belíssimos atores como Leonardo DiCaprio (a quem admiro muito desde seus primeiros), Marion Cotillard (vencedora do Oscar de melhor atriz por estrelar 'Piaf - Um Hino ao Amor', de 2007, uma obra-prima), Michael Caine (e sua doce atuação como o mentor de Cobb) e Tom Berenger (o padrinho de Fischer) a quem gostei muito de rever depois de sua pausa pelo cinema. E o jovem Christopher Nolan continua com sua carreira figurando ótimos filmes de grande abrangência, como foi o recente Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008), nos deixando a mensagem de que podemos esperar outros grandes e premiados títulos sob sua direção. Além disso, a história de Inception nos leva a refletir sobre alguns aspectos bem primitivos da psique humana como: Culpa e Flagelo. Assim, o sentimento de culpa vivenciado por Cobb, ao ver-se como assassino da esposa, o impede de trabalhar e de se encontrar com os filhos, o engessando. É muito bonita e significativa a evolução do personagem quando consegue se livrar do peso que carrega e então poder cumprir sua missão no trabalho, fazer o bem ao próximo (o jovem Fischer) e ver o rosto dos filhos, encará-los: agora ele pode fazer isso, já que não lhe pesa o rótulo de assassino da mãe deles. O trabalho psicanalítico é visto no filme sendo que a 'arquiteta' auxilia Cobb em sua reconstrução inconsciente, derrubando paredes, abrindo janelas, possibilitando novos significados às suas experiências passadas. No entanto, no ocidente, questões como culpa e punição não são pensadas como danos psicológicos, incentivados pela tradição cristã como mecanismo redenção. Enfim, psicólogos/psicanalistas e pessoas com aguda percepção da (ou interesse pela) experiência cotidiana podem se deliciar interpretando cada ponto fantasmático deste filme as convertendo para sua experiência pessoal, e as demais pessoas podem buscar entretenimento se envolvendo em uma trama com muita ação e suspense."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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