06 agosto 2011

1001 Filmes: Adeus, Lênin! (Good Bye, Lenin!)

DIREÇÃO: Wolfgang Becker;
ANO: 2003;
GÊNEROS: Drama;
NACIONALIDADE: Alemanha;
IDIOMA: Alemão;
ROTEIRO: Wolfgang Becker e Bernd Lichtenberg;
BASEADO EM: ideia de Wolfgang Becker e Bernd Lichtenberg;
PRINCIPAIS ATORES: Daniel Brühl (Alexander 'Alex' Kerner); Kathrin Sass (Christiane Kerner (como Katrin Saß); Chulpan Khamatova (Lara); Maria Simon (Ariane Kerner); Florian Lukas (Denis); Alexander Beyer (Rainer); Burghart Klaussner (Robert Kerner (como Burghart Klaußner); Michael Gwisdek (Klapprath); Christine Schorn (Frau Schäfer); Jürgen Holtz (Herr Ganske); Jochen Stern (Herr Mehlert); Stefan Walz (Sigmund Jähn); Eberhard Kirchberg (Dr. Wagner); Hans-Uwe Bauer (Dr. Mewes); Nico Ledermueller (Alex aos 11 anos (como Nico Ledermüller) e Jelena Kratz (Ariane aos 13 anos).





SINOPSE: "A mãe de Alexander, fiel devota do socialismo na antiga Alemanha Oriental, tem um ataque cardíaco ao ver o filho em uma passeata contra o sistema vigente. Quando ela acorda do coma, após a queda do muro de Berlim, o médico aconselha a Alexander que ela evite emoções fortes. Com o peso na consciência pelo estado atual de sua mãe, Alex faz de tudo para que ela continue vivendo em uma ilusória Alemanha socialista, mudando embalagens de produtos industrializados e até mesmo inventando documentários televisivos para preencher as brechas do dia-a-dia do recente capitalismo no país." (Cineplayers).



"O filme retrata o período mais turbulento e revolucionário das últimas 3 décadas na Europa: a queda do Muro de Berlim, e consequentemente, o fim da URSS e do regime socialista sem tentar fazer o telespectador pensar se isso foi bom ou não, simplesmente retrata. Mas o filme aborda o assunto da perspectiva familiar, na qual entre seus membros, como num clichê, havia um jovem revolucionário que não concorda e luta contra o sistema imposto pelo governo que o rege, ainda mais em se tratar de um regime socialista, onde a liberdade de expressão não era tida como um direito cidadão; e na qual, por outro lado, tem-se a mãe que cresceu dentro desse regime e que o considera a melhor opção de vida, onde todos os cidadãos são tratados como iguais nas suas necessidades, expectativas de vida, vontade, desejos, etc., e que além disso, idolatra o sistema que prevalece, sendo uma fiel escudeira do regime socialista e de seu governo. Porém, poucos meses antes da morte oficial do socialismo na Europa, e simbolicamente no mundo, com a queda do Muro de Berlim, e também com o fim da URSS, a fiel escudeira do regime dorme e acorda após oito meses, dentro de um mundo o qual jamais imaginou, uma Alemanha unificada, sob as rédias do capitalismo e com o fim do socialismo. Ai então, o filme se mostra esplendido! Retrata o amor incondicional de um filho pela sua mãe, que para evitar um novo problema de saúde impede que a mãe descubra que o mundo que ela vivia já não existe mais, e para isso: ele recupera latas velhas de alimentos socialistas; transforma um mero taxista, que meses atrás era o maior ídolo e símbolo da Alemanha Comunista, no novo presidente da nova Alemanha unificada e, claro, comunista; reproduz o programa diário do partido com a ajuda de uma amigo apaixonado por filmes; redecora sua casa e seu guarda-roupa como se a vida tivesse parado meses antes, e o mais impressionante, consegue convencer a mãe, com a ajuda do amigo pré-cineasta, que ao ver um imenso banner da Coca-Cola se estender pela fachada de um prédio vizinho, de que, na verdade, aquele era o maior símbolo socialista, uma vez que sua fórmula havia sido roubada pelo vizinhos ocidentais. Convence sua mãe? É um pergunta que fica, pois em determinado momento, há um olhar da mãe para o filho que faz com que a dúvida sobre esse convencimento aconteça, tornando essa história ainda mais bonita. Será que a mãe descobriu que tudo o que houve depois da saída dela do hospital era um mentira criada pelo filho, e que para ela é a maior prova de amor que o filho poderia lhe dar? Ou, será que ela jamais ficou sabendo e que a história criada pelo filho a convence de fato? É uma relação plena e densa, uma busca incessante pela mentira que virou a vida de sua mãe, que não tinha preparo e entendimento para saber da nova realidade. Um filme que mostra a mudança na vida de uma família em meio ao turbilhão revolucionário da política no fim dos anos 80 e início dos 90 na Europa."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Wolfgang Becker, diretor de cinema alemão formado em história e literatura, certamente se utiliza destas experiências românticas e patriotas como cidadão e como estudioso de sua história para produzir filmes bonitos e com enredos muito interessantes e muito bem fechados, com sentido e com sentimento. Uma das questões mais interessantes, a meu ver, é como ele consegue sustentar a história da família que vive seu drama pessoal com o país que vive sua divisão política, nos brindando com uma aula de história de uma das etapas mais importantes da história da Alemanha, inserindo ali o sentimento de pessoas comuns com seus desafios de vida pessoais. Daniel Brühl, jovem, bonito, talentoso e premiado ator, junto ao talento de Katrin Sass, fazem o par mãe-filho que vivem esta história e podemos observar a adoração deste jovem por sua mãe, a protegendo de todos os perigos, sendo que sua irmã não vê tanto sentido nesta proteção toda, o que Freud poderia nos explicar muito bem. E esta configuração familiar com a falta de um pai, que está do outro lado do muro, deve ser mantida a todo custo, sendo que quando o muro cai e o pai retorna as coisas se modificam e, contemplamos, assim, a reunificação de um país cortado ao meio e a tentativa de elaboração da história de uma família igualmente cindida. Fantástico no roteiro!"

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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