07 julho 2011

Sétima Arte Brasil: Eu Te Darei O Céu (Afonso Poyart, 2005)

DIREÇÃO: Afonso Poyart;
ANO: 2005;
GÊNEROS: Curta, Erótico;
ROTEIRO: Nanna de Castro;
BASEADO EM: idéia de Nanna de Castro;
PRINCIPAIS ATORES: André Gonçalves (Claudio); Nany di Lima (Taís); Nanna de Castro (Amiga da Taís) e Paula Nigro (Amiga da Taís).





SINOPSE: "Mulher completando 39 anos de idade, ganha de suas amigas, um presente bastante inusitado, Claudio, um garoto de programa, com seus dilemas e desafios."



"Um filme que aborda uma situação inusitada e inesperada, mas que cada vez mais acontece com frequência. No afã de dar um presente diferente e marcante, as pessoas colocam a cabeça para funcionar e acham saídas bastante interessantes. Neste caso, ganhar um garoto de programa, não foi, necessariamente, um presente bem-vindo. Junto ao presente que tinha o intuito de divertir, relaxar, fazer curtir o dia especial, acabou trazendo, tão grande e tão importante quanto o lado bom, o lado ruim, os dilemas, as dúvidas, as questões mal resolvidas. Enfim, o presente foi o que eu chamo de 'psicologia do confronto', aquela terapia que, quando você chega para a aula de natação com medo da água, você é levado para uma piscina, com um professor, entra e fica por lá lidando com a situação. Será que funcionaria caso existisse? No filme, parece que não!"

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Afonso Poyart nos apresenta este curta cheio de significado para refletir e é nossa tarefa em poucas linhas, discursar sobre este premiado filme, mas vamos lá! Primeiramente gostaria de falar que críticas negativas deste curta fazem sentido: eles gozaram, mas ninguém viu! Vou explicar. Nos é apresentado uma solteirona meia-idade ganhando um garoto de programa como presente das amigas e logo chega o queridíssimo André Gonçalves diante dela, não somente com seu corpo e beleza, mas com todo encantamento e sensibilidade de que ela precisava, ora... 'dei-me conta de que precisava de um namorado'. Ela não queria sexo, queria intimidade, e, ganhando sexo, levou intimidade. E esta história muito bem montada e filmada apresenta este relato íntimo da mulher madura que sabe que pode gozar muito sem transar. O peixe beta criado por ela é um reflexo dela mesma: vivendo sozinha em seu aquário, protegida do mundo externo, mas agora tocada pelas carícias daquele jovem sedutor rapaz: 'não, não dou conta!' Do que? Da ação sexual? Não, ela não dá conta de todo aquele desejo/falta que extravasa e se derrama de dentro dela. No meio da história até a mãe entra em cena, ligando para a mulher então algemada ao boy de programa, nada mais bem sacado para uma sessão de psicanálise, a mãe sempre presente. No mais, sempre gostei muito do André Gonçalves, um ótimo ator, que faz malabarismos com a voz e com o corpo em cena (sempre penso em José Wilker quando o imagino mais velho) e agora gostei de conhecer Nany Di Lima. Por fim acho que esta história é um alerta para muito marido sossegado em seu sofá, pois um rapaz sensível e sedutor quando se aproxima de uma mulher mais velha cheia de faltas, solitária mesmo que casada, pode dar muita história. Ela não gozou, sexualmente, mas dançou com ele e sentiu-se a mulher mais importante do mundo, naquele momento, para aquele homem. E, no fundo, não é só isso o que importa?"

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy




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