11 setembro 2006

Estou morrendo aos poucos

Por Jonathan Pereira

Esse ano de 2006 vai recebe um lugar de destaque na história do Brasil, na história da cultura e do povo brasileiro, na minha história. Queria eu poder comemorar esse momento histórico, porém, o momento é de tristeza, é de profundo vazio que vai se abrindo nas nossas vidas.

Infelizmente, nosso país, além de tantos outros problemas que nos assola, também sofre com a falta de cuidado, carinho, preservação e proteção da nossa cultura, da nossa história. Vemos nosso passado ser dilacerado pouco a pouco, devorado pelo câncer que é o o mercado negro, o crime organizado.

Além de tirarem nossa paz, nossa tranquilida, entes queridos, estão levando também nossas lembranças, nosso passado, nossa história, nossa vida.

Sabemos que no Brasil a cultura vêm sempre na lanterna das prioridades políticas e administrativas, tendo a visão de que cultura, conhecimento, história, educação e algo que não é essencial para a sobreviência humana.

Cultura e história do país não tem peso político e não consegue angariar votos a cada quatro anos, além disso, uma estrutura informacional com bibliotecas, museus, arquivos, centros culturais eficazes, que atendam as necessidades de conhecimento do povo, são iniciativas que são colocadas de lado, engavetadas, escondidas, afinal, um povo consciente de sua história, de seu papel e informado, não é o objetivo da maioria dos partidos e dos políticos do país.

É triste constatarmos que profissionais que têm por vocação e conhecimento a guarda, a preservação, a disponibilização e a restauração da nossa história, não são reconhecidos como tal, muitas vezes trabalhando apenas pelo seu ideal de não deixar que um só cidadão deixe de ter acessoa a informação, aos seus direitos, à cultura, a história, provendo estruturas para a geração do conhecimento e transformação pessoal de cada indivíduo.

Chegamos ao limiar do abandono e da depreciação da cultura e da história do nosso país, se nós da sociedade civil, profissionais da informação, cidadãos comuns não exigirmos dos nossos governantes uma postura de defesa da nossa cultura, dentro em breve, estará anunciada a morte de um povo, de uma nação, de um país!
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10 agosto 2006

"Ser ou não ser... eis a questão!!"

Por Kleber Godoy

Willian Shakespeare escreveu diversas peças, nas quais conseguiu ser reconhecido inclusive pelas pessoas importantes de sua época, sendo chamado para apresentar suas obras nos grandes castelos da realeza. Foi um apaixonado pelo teatro e por isso seu talento transbordava em obras tão profundas, sendo que depois dele o teatro nunca mais foi o mesmo. Romeu e Julieta, por exemplo, não há quem não conheça e há quem diga que nenhum autor conseguiu retratar tão bem os tipos humanos como Shakespeare.

Sua famosa frase que intitula este texto foi criada num momento de puro êxtase do poeta, um dos maiores talentos que o teatro já conheceu. A frase faz parte da sua peça “Hamlet”, onde o Príncipe Hamlet olha uma caveira e diz “ser ou não ser, eis a questão”, indagando a si próprio quanto à condição que deveria seguir, a escolha a tomar.

Podemos tirar proveito desses expedientes filosóficos para a nossa vida. Por exemplo, se você está um pouco acima do peso e nem um pouco satisfeito com a situação, pode assumir a postura mental de dizer “eu sou gordo” e “ser” gordo. Mas pode assumir a postura de dizer “eu estou gordo”, por se tratar de uma condição que pode ser mudada. A condição de “ser” seria o que você não pode mudar, aquilo que “é e pronto”. Quando se indaga “ser ou não ser” atribui-se a este pensamento as barreiras que terá de enfrentar para se alcançar determinado objetivo. No caso do peso excessivo, assumindo a postura de ser magro, deverá comer menos, fazer exercícios e em alguns casos, procurar um nutricionista para poder auxiliar da forma correta na alimentação. São hábitos que terão de ser mudados com uma nova atitude mental. Não é fácil mudar os hábitos para se melhorar, mas se quer mudar e melhorar será necessário algumas mudanças internas e profundas.

Há quem não goste de filosofar, ache complicado e perda de tempo, e eu não vou falar que seja necessário. É necessário somente aqueles que desejam alguma mudança em algum aspecto que não anda muito bem na vida, mas aos que não pretendem mudar, realmente não é necessário, mesmo porque serão efeitos negativos que só afetaram a própria pessoa. Daí se dá à frase derrotista de que “não há o que fazer, SOU assim”.

Temos enormes capacidades, mas devido a tudo o que enfrentamos no mundo da matéria, não conseguimos sempre manifestar toda grandeza a que temos direito, manifestando toda essa força que há dentro de nós. Mas acredito que tudo dependa do hábito e esse se faz através da mudança de atitude mental. Ainda na ilustração de se desejar um corpo magro, o hábito de se comer muito doce, alimentos gordurosos e outras guloseimas mais, como é na maioria dos casos de obesidade, terá que ser substituido pelo hábito de evitar determinados alimentos e de seguir a risca a tabela dada pelo nutricionista.

Há muitas pessoas que assumem esse compromisso e vão a um especialista, trazem a tabela para casa e até começam entusiasmados, mas... desistem no meio do caminho, não resistindo aos prazeres da gastronomia. Devemos assumir compromissos e não desistir de lutar por eles. Pode ser que não consigamos determinadas coisas na vida, mas não podemos nos conformar e deixar de lutar.

Só para constar, não estou dizendo que é ruim ser gordo, apenas é ruim quando a pessoa acha que a está atrapalhando estar acima do peso. Há pessoas obesas que adoram ser mais “cheinhas”, e o importante é se sentir bem com você mesmo. O desejo de mudar e “ser” uma pessoa melhor em determinado aspecto vem da insatisfação do próprio indivíduo. Onde não há insatisfação, nada deve ser mudado. Porém, tudo pode ser aprimorado.

Você pode! Pode “ser” feliz, saudável, simpático ou triste, doente, antipático... Depende unicamente da decisão de mudar. Entender que se podem mudar os hábitos para se tornar uma pessoa melhor é o primeiro passo para a ação de “ser”.
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31 julho 2006

As melhores coisas da vida

Por Kleber Godoy

Eu estava revirando algumas coisas boas que fizeram parte de minha vida até então e nisso percebi curiosidades muito interessantes! A cada época que passava, eram eleitos novos “melhores momentos” deixando os antigos muito para trás. Isso porque cada época tem suas características e seus devaneios, mas os valores eternos, aqueles importantes que nos estruturam, aquela busca pela felicidade... essa continua. Isso não muda. O importante é aproveitar a vida e sermos felizes tornando cada momento imensamente mais prazeroso do que o sonhado. E quais são os suas cinco melhores coisas para se desfrutar na vida?

Permita-me fazer um paralelo com a vida: quando estamos numa rodoviária ficamos só esperando dar a hora da viagem e quando essa hora chega, embarcamos e seguimos viagem. O objetivo é chegar ao nosso destino, e enquanto isso sentamos e esperamos... e assim seguimos tranquilamente a viajem, sabendo que seremos avisados quando chegar a hora de descer. Por outro lado, o termo “sentar e esperar” é catastrófico. Ao contrário do ônibus, onde somos passageiros guiados pelo motorista, na vida somos o motorista dos passageiros “nossos sonhos”!

Sendo o motorista de nossa vida, onde os passageiros são nossos sonhos, devemos nos ater a detalhes importantes e caminhos que nos levem a sua concretização. Seria como o motorista que durante uma viagem decide em qual esquina virar, qual a hora de parar e deixar mais alguns passageiros entrarem e a hora certa de acelerar, parar ou mudar a marcha. Por diversas vezes podemos nos distrair e virar a esquina errada, mas sempre há tempo de voltar e retomar o caminho certo. O que não pode acontecer é dormir no voltante e deixar morrer todos os nossos sonhos em algum momento da viagem.

É, eu sei... Tem horas que dá vontade de parar o ônibus, descer na próxima cidadezinha e por ai ficar, eu também tenho essa vontade no meio de algumas viagens. Mas não podemos! Essa cidadezinha que se nomeia “Acomodação” é muito atraente em determinados momentos de cansaço e os seus moradores, os “acomodados”, são pessoas iguaizinhas a nós quando descemos. Estes vivem da plantação e colheita de desculpas: “tinha que ser assim, não posso fazer nada!”, “a coisa está ruim mesmo, o jeito é me contentar onde estou!” e assim “ir levando”. Tem outros moradores que vivem de uma plantação pior, que são as críticas: ao presidente, à violência, ao padeiro e até ao cachorro (coitado do cachorro). Tem outros que fazem plantação mista: desculpas e críticas. Esses devem ser os mais felizes! Ei, e os passageiros do ônibus? Nossos sonhos não podem ficar esperando... envelhecendo... desaparecendo! E os seus melhores momentos, as melhores coisas da vida? Ou será que só você não tem o direito de desfrutar de tal diversão?

É importante não nos preocuparmos em excesso, podendo assim seguir tranquilamente a viagem ao encontro de nossos melhores momentos. E na verdade, eles não estão distantes, nós é que pensamos que a viagem é longa. Desfrutar de melhores momentos às vezes, é tão simples que até nos esquecemos de sua tão sutil importância. Quer um exemplo? Comer bombom de chocolate recheado com creme de morango. Ou então se vestir de colombina ou arlequim e fazer o seu carnaval fora de época. Seria muito louco? Mas a vida é louca! Conheço gente que tem cada desejo estranho na hora “H”, e estes estão inclusos na lista das melhores coisas da vida! Afinal, todos nós somos estranhos, não só nessa hora, mas em todas as horas, e vamos combinar, “de perto ninguém é normal!”.

Bom, pra mim as cinco melhores coisas da vida são... Mas espera um pouco: por que só cinco? Tem muita coisa maravilhosa na vida e não podemos nos limitar a números, idades, épocas, etc. Realize-as hoje mesmo, surpreenda seu marido ou a sua mulher, faça um agrado e este momento se tornará um dos melhores da vida de vocês dois! E não há nada melhor do que compartilhar melhores momentos, alegrias e sorrisos.

E para você? Quais são as melhores coisas da vida? Mas lembre-se, por mais atraente que seja, nunca desçam na pequena cidade da “Acomodação”, deixando que seu oceano de desculpas e críticas tomem conta de seus desejos. Eu também vou tentar!
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