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06 janeiro 2012

1001 Filmes: Alucinações Do Passado (Jacob's Ladder)


DIREÇÃO: Adrian Lyne;
ANO: 1990;
GÊNEROS: Terror, Thriller e Suspense;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: inglês;
ROTEIRO: Bruce Joel Rubin;
BASEADO EM: em ideia de Adrian Lyne;
PRINCIPAIS ATORES: Tim Robbins (Jacob Singer); Elizabeth Peña (Jezzie); Danny Aiello (Louis); Matt Craven (Michael); Pruitt Taylor Vince (Paul); Jason Alexander (Geary); Ving Rhames (George); Macaulay Culkin (Gabe); Patricia Kalember (Sarah); Eriq La Salle (Frank); Brian Tarantina (Doug); Anthony Alessandro (Rod); Brent Hinkley (Jerry); S. Epatha Merkerson (Elsa); Suzanne Shepherd (Recepcionista Do Hospital) e Doug Barron (Líder Do Grupo De Apoio).




SINOPSE: "Jacob (Tim Robbins) é um ex-soldado no qual a Guerra do Vietnã deixou marcas profundas e irreversíveis. Constantemente Jacob vê seres estranhos ameaçando-o de morte, com suas lembranças do passado ao lado de sua família se misturando a alucinações desconexas de algo que aconteceu na guerra e que alterou radicalmente sua percepção da realidade. Contando apenas com o apoio de sua namorada Jezebel (Elizabeth Peña) e de seu amigo Louis (Danny Aiello), Jacob tenta descobrir a causa verdadeira de seus delírios." (Adoro Cinema)


"O filme nos remete a três outros filmes já postados nessa seção: 'Platoon (Platoon, Oliver Stone, 1986)', 'Preso Na Escuridão (Abre Los Ojos, Alejandro Amenábar, 1997)' e 'Asas Do Desejo (Der Himmel Über Berlin, Wim Wenders, 1987)'. A ideia de contar os minutos finais da vida de alguém, mostrando relances do seu passado, não é original. Nem a forma como foi contada. Mas por outro lado, nos apresenta um personagem principal fascinante, ávido por descobrir o que lhe causa tanta dor, lembranças e visões aterrorizantes. Tim Robbins faz um belo trabalho neste filme, sempre nos dando a impressão que seu personagem poderá explodir a qualquer momento com tanta confusão em sua cabeça."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Este filme de Adrian Lyne é extremamente perturbador com seu enredo e suas imagens fortes, deixando o espectador aguçado para querer descobrir o mistério que envolve o personagem principal, Jacob Singer, interpretado magnificamente pelo premiado ator Tim Robbins. Assim, sem contar o final do filme, posso dizer que a 'Escada De Jacob', como sugere o título original, nos mostra uma jornada rumo ao desapego terreno e à transcendência a uma forma de viver mais leve, livre e solta, deixando de lado os demônios que nos perseguem e aceitando o doce convite de um anjo para poder subir a escada rumo aos céus, ao paraíso. Com clara inspiração bíblica este filme nos remete quase a uma experiência espírita, falando de aceitação da morte e de experiências de purgatório, se desenrolando com uma sonoridade cheia de silêncios, nos embalando no ritmo que a trama pretende formar. Encontramos também o ator Danny Aiello (Louis, melhor amigo de Jacob) e Macaulay Culkin (Gabe, filho de Jacob), antes mesmo de ele ter seu estrelato com a série 'Esqueceram De Mim de Chris Columbus (Home Alone, 1990; Home Alone 2: Lost in New York, 1992)'. O diretor, Lyne, ótimo realizador, já dirigiu um dos melhores filmes sobre relacionamentos de casal já exibidos até hoje, em minha opinião, 'Infidelidade (Unfaithful, 2002)', e conseguiu sucesso com Jacob's Ladder, influenciando com esta obra Cult a criação do jogo 'Silent Hill' e a série de TV da ABC 'Lost' (2004-2010). Mais uma ótima dica de Thriller aqui no Teatro da Vida."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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27 agosto 2011

1001 Filmes +: Drácula De Bram Stoker (Bram Stoker's Dracula)

ANO: 1992;
GÊNEROS: Romance, Suspense e Terror;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: Inglês;
ROTEIRO: James V. Hart;
BASEADO EM: obra literária de Abraham 'Bram' Stoker, o criador do Drácula;
PRINCIPAIS ATORES: Gary Oldman (Drácula); Winona Ryder (Mina Murray / Elisabeta); Anthony Hopkins (Professor Abraham Van Helsing); Keanu Reeves (Jonathan Harker); Richard E. Grant (Dr. Jack Seward); Cary Elwes (Lord Arthur Holmwood); Billy Campbell (Quincey P. Morris como Bill Campbell); Sadie Frost (Lucy Westenra); Tom Waits (R.M. Renfield); Monica Bellucci (Noiva do Drácula); Michaela Bercu (Noiva do Drácula); Florina Kendrick (Noiva do Drácula); Jay Robinson (Sr. Hawkins); I.M. Hobson (Hobbs) e Laurie Franks (empregada de Lucy).






SINOPSE: "No século XV, um líder e guerreiro dos Cárpatos renega a Igreja quando esta se recusa a enterrar em solo sagrado a mulher que amava, pois ela se matou acreditando que ele estava morto. Assim, perambula através dos séculos como um morto-vivo e, ao contratar um advogado, descobre que a noiva deste a reencarnação da sua amada. Deste modo, o deixa preso com suas "noivas" e vai para a Londres da Inglaterra vitoriana, no intuito de encontrar a mulher que sempre amou através dos séculos." (Adoro Cinema).



"Mais um grande diretor para nossa coleção: Coppola. Ele adaptou o filme de um livro, do criador do mito literário moderno do vampiro, o Drácula, o escritor irlandês Bram Stroker. É um filme bastante rico em sua história, atuações e cenografia. Cheio de suspense, terror, e doses indesejáveis de comédia, o filme retrata de forma completa o amor entre um imortal mortal que torna-se Drácula, e sua amada que se suicida e faz com que seu amado lute contra Deus e se torne o 'demônio' na Terra. As atuações de Gary Oldman, Winona Ryder, Anthony Hopkins se mostram impecáveis, intensas e profundas, enquanto outro grande ator, Keanu Reeves, tem sua atuação bastante diminuta, apagada e superficial, ficando à margem do filme. O cenário é muito rico, sombrio e inebriante e a história torna-se envolvente nos seus último 30 minutos, compensando os 90 minutos iniciais lineares."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira






"Ai ai... muito difícil falar desta grande obra do cinema com tanta gente de talento e premiada envolvida. Para começar, o diretor é Francis Ford Coppola, famoso mundialmente pela saga de 'O Poderoso Chefão / O Poderoso Chefão: Parte II / O Poderoso Chefão: Parte III (The Godfather, 1972 / The Godfather: Part II, 1974 / The Godfather: Part III, 1990)'. O ator principal, que interpreta o nosso Drácula é Gary Oldman, ator de safra britânica (eles são os melhores!) que conheci em 'Harry Potter E O Prisioneiro De Azkaban (Harry Potter And The Prisoner Of Azkaban, Alfonso Cuarón, 2004)', filme no qual interpreta o tio de Harry Potter, 'Sirius Black', e depois tomei contato com outros trabalhos dele, sendo que ao ler sobre sua vida encontramos um dos maiores atores da atualidade (apesar de pouco conhecido do lado de cá do Atlântico) e basta dizer isso sobre ele. Continuando a caracterizar nosso céu estrelado encontramos Anthony Hopkins, que já foi Serial Killer canibal com o personagem de Hannibal Lecter, ganhando vários prêmios pela sua atuação na série da qual participou de três dos quatro filmes 'O Silêncio Dos Inocentes / Hannibal / Dragão Vermelho (The Silence Of The Lambs, Jonathan Demme, 1991 / Hannibal, Ridley Scott, 2001 / Red Dragon, Brett Ratner, 2002)', é considerado um dos maiores e melhores atores vivos atualmente, já tendo interpretado também outros personagens impactantes como o Zorro e aqui nos presenteia com sua apreciação do professor e especialista em doenças misteriosas, Abraham Van Helsing. De Keanu Reeves, conhecido galã de Hollywood, já vi melhores trabalhos antes e depois deste filme, sendo que alguns de seus sucessos de público e crítica são 'Velocidade Máxima (Speed, Jan de Bont, 1994)', a trilogia Matrix, dirigida pelos irmãos Wachowski 'Matrix / Matrix Reloaded / (The Matrix, 1999 / The Matrix Reloaded, 2003 / The Matrix Revolutions, 2003)', que apesar de eu não ter apreciado tanto sua atuação em Drácula ele é um ator interessante, reservado, pouco apegado ao dinheiro, de poucos amigos e que não se incomoda tanto com as críticas a seu trabalho e/ou vida pessoal. Não posso deixar de citar aqui sua atuação no belíssimo filme 'Doce Novembro (Sweet November, Pat O´Connor, 2001)' no qual contracena com Charlize Theron e Jason Isaacs, linda obra. Além destes grandes homens podemos ver em Drácula a performance de Winona Ryder e sua belíssima trajetória de sucesso na arte e na vida, destacando seu namoro com Johnny Depp na época deste filme. E além dela não podemos deixar de destacar o talento de Sadie Frost, a jovem Lucy deste filme, estrelando mesmo. Enfim, obras sobre vampiros tem ou não tem qualidade, sem meios termos, sendo que as obras mais recentes contam com histórias vazias de adolescentes apaixonadas e sedentas por dentes (de garotos afeminados e em crise de identidade) em seus pescoços. Em Drácula não! Aqui vemos muito conteúdo (a lá as obras de Anne Rice) e que embalado por estas estrelas que citei, assistimos a um filme de vampiro muito bem caracterizado e intenso. Esta história fala de uma paixão, de um homem apaixonado que renega a Deus e à religião quando o objeto de sua paixão lhe é retirado, sendo senhor das trevas e reivindicando na escuridão a posse de sua amada, é assim a paixão: desejo de posse, confusão entre o eu e o meu objeto passional, consequências desmedidas para manter a ligação, etc. E no decorrer da história presenciamos a conscientização daquele homem envelhecido em mais de quatro séculos se aproximando de sua amada, que corresponde ao pedido de religação, mas que encontra um conde Vlad muito mais lúcido, passando da paixão para o amor. Vemos sua emoção falar mais alto quando está para transformar sua amada em vampira e lhe diz que a ama tanto que não poderia fazer isso com ela, deitá-la nas trevas, em uma vida sub-humana. E neste ponto encontramos uma verdadeira história de amor. É um romance de terror que vale a pena ver e rever."


(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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28 maio 2011

1001 Filmes: A Hora Do Pesadelo (A Nightmare On Elm Street)

DIREÇÃO: Wes Craven;
ANO: 1984;
GÊNEROS: Terror e Thriller;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: inglês;
ROTEIRO: Wes Craven;
BASEADO EM: ideia de Wes Craven;
PRINCIPAIS ATORES: Robert Englund (Freddy Krueger); Heather Langenkamp (Nancy Thompson); John Saxon (Tenente Donald Thompson); Ronee Blakley (Marge Thompson); Amanda Wyss (Tina Gray); Jsu Garcia (Rod Lane) e Johnny Depp (Glen Lantz).





SINOPSE: "Um grupo de adolescentes tem pesadelos horríveis, onde são atacados por um homem deformado com garras de aço. Ele apenas aparece durante o sono e, para escapar, é preciso acordar. Os crimes vão ocorrendo seguidamente, até que se descobre que o ser misterioso é na verdade Freddy Krueger, um homem que molestou crianças na rua Elm e que foi queimado vivo pela vizinhança. Agora Krueger pode retornar para se vingar daqueles que o mataram, através do sono." (CineMenu).



"Assim como aconteceu com a nossa última postagem na seção '1001 Filmes' com 'Apertem Os Cintos, O Piloto Sumiu', esse filme é um puro e clássico representante do seu gênero. Me lembro de ter assistido aos dois filmes na minha infância, há 20 anos atrás, e ter achado muita graça no filme citado acima e sentido muito medo assistindo esse filme presente, porém, analisar esses filmes 20 anos depois nos traz algumas curiosidades. Hoje, pegando como exemplo esses dois expoentes de seus gêneros 'Apertem Os Cintos, O Piloto Sumiu' e 'A Hora Do Pesadelo', que por definição são opostos, conseguimos diminuir a enorme distância que os dividiam e torná-la muito próximos, quase tornando um filme de um mesmo 'novo gênero': a comédia pastelão, com toques de terror e seriedade. O filme parece uma sátira de si mesmo: as casas são sempre cheias de finos vidros; as portas nunca estão trancadas, apenas encostadas; os locais são sempre distantes, vazios, sombrios, frios, noturnos e amplos; mesmo no local havendo mais de uma pessoa, ao irem de encontro ao 'barulho', sempre apenas um personagem medroso, curioso, ingênuo e valente vai descobrir do que se trata; cenas de nojo, que muitas vezes são apenas nojentas mesmo; sempre há personagens que poderiam, se fosse na vida real, conter esses criminosos, mas no filme, são sempre incrédulos, distantes, superficiais e quando passam a acreditar no fato, já é tarde; cenas impressionantes e irreais, são vistas pelos personagens com 'caras de paisagem', vilões mais para caricaturas de monstros do que o próprio monstro em si. Enfim, características que hoje já não mais significam medo, mas que em sua época, sim. Outra peculiaridade em comum com os dois filmes aqui comparado é o fato de seus diretores serem referências em seus gêneros. Ou seja, o reflexo entre si é bastante claro e se misturam constantemente, nos dando a impressão que não não estão em lados opostos, mas sim, muito mais próximos entre si, do que filmes do mesmo gênero que foram feitos 20, 30 anos depois."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"'A Hora do Pesadelo' traz para a tela grandes atuações de desconhecidos atores, além de uma história cativante e coerente do começo ao fim. Wes Craven, conhecido diretor de filmes de terror e atualmente colhendo frutos do sucesso por 'Pânico 4 (Scream 4)' (2011), sempre me cativou com a qualidade de seus filmes e mostrou alta força de vontade ao produzir 'A Hora do Pesadelo', sendo que, com baixo orçamento, pode contratar apenas dois atores já conhecidos (John Saxon e Robert Englund), necessitando preencher seu cast com atores desconhecidos e, em muitos casos, que nunca haviam atuado, como Johnny Depp. Robert Englund imortalizou a figura de Freddy Krueger com sua alta performance e maquiagem. Johnny Depp se destacou e depois não parou mais, sendo o astro que hoje conhecemos. Os demais atores iniciantes também tiveram sua atuação elogiada pela crítica e fizeram outros trabalhos e, assim sendo, o filme teve boa recepção de crítica e de bilheteria, tornando-se um sucesso que produziria várias sequências. Em 2010 foi produzido o remake que reinventa o roteiro e que poderia superar a qualidade do primeiro, de 30 anos atrás. No entanto, a obra de 2010 não supera em atuações, roteiro (com jovens que parecem drogados sem saber o que é real, não aterrorizados) e nem em produção, apesar das inovações em efeitos especiais. A obra mostra um Freddy Krueger descaracterizado, um homem medroso e que não dá medo, demonstrando que o filme de 1984 realmente conseguiu se estabelecer através dos tempos, o que hoje em dia, na velocidade em que caminhamos, se torna cada vez mais difícil. O próprio roteiro da obra original não cabe para um filme pós anos 1990, já que se formos analisar a fundo, vemos que se retirarmos o elemento de terror (o Freddy), encontramos os jovens do filme com temores altamente projetados por seus pais, como é o de que os filhos cresçam, transem, etc. Freddy com grandes braços e afiadas garras se torna todo sexualizado, simbolizando o recado dos pais aos filhos que transgridem as regras. Interessante notar, como o Jonathan pontuou em uma de nossas conversas, o papel que tem o pai de Nancy ao se tornar aquele que a salva, mas somente após seu namorado e o amigo de sexo masculino já terem morrido, destacando assim, em um filme de terror, uma estruturação edípica perfeita e trágica. Após os anos de 1990 esta estrutura se modificou e a relação dos pais e dos filhos com a sexualidade já é outra, perdendo o sentido para a produção de um remake que não traga novos contextos e elementos. Além destes pontos a história traz outros elementos psicodélicos ligados à relação dos sonhos com os desejos inconscientes e sua proximidade com o delírio, com a alucinação e com o medo. Com simplicidade e criatividade se faz muito, não necessitando de tantos milhões de dólares, bastando ter vontade, talento e uma equipe afiada. Por fim, eu nunca tive medo da figura do Freddy, mas admito que o personagem traz para a maioria das crianças (e porque não adultos) grande temor por falar do desconhecido, dos segredos dos sonhos e de seus limites."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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