SINOPSE: "O filme conta a história do rei Jorge VI, que contrata Lionel Logue, um fonoaudiólogo, para lhe ajudar a superar a gagueira. Os dois homens tornam-se amigos enquanto trabalham juntos e, depois que seu irmão abdica, o rei confia em Logue para ajudá-lo a fazer um importante discurso no rádio no começo da Segunda Guerra Mundial." (wikipedia)
"Um filme de agradecimento de um plebeu ao seu Rei, afinal, David Seidler, o roteirista do filme, estava ouvindo o 'O Discurso Do Rei', e ao perceber que seu Rei havia se curado de sua gagueira, criou forças para que ele próprio buscasse uma ajuda, então, Seidler foi até a Rainha Eliabezath pedir a permissão para representar a história de seu marido, e teve o aval, com uma condição: que o enredo fosse apresentado após sua morte. Depois dessa curiosidade, voltemos ao filme. A atuação de Colin Firth é pontual como a pontualidade inglesa do chá das 5, conseguiu demonstrar na expressão facial e no olhar a angústia de seu personagem. Oscar merecido, mesmo não tendo assistido a todos os outros concorrentes. Mas a atuação de Geoffrey Rush é ainda melhor, talvez pela sua dicção perfeita, brincadeira (risos). O filme como um todo é ótimo, mas tendo como concorrente 'A Origem (Inception, Christopher Nolan, 2010)' não deveria ter levado o prêmio. Atuações excelentes, enredo bom, fotografia impecável, trilha sonora boa, no geral, não foi o melhor do ano. Mas merecia um Oscar honorário para apenas uma parte do enredo, que poderia ser o todo, a amizade límpida, direta, verdadeira, profunda, emocional e vital de um Rei e de seu súdito, amizades que possibilitam o amigo plebeu sentar no trono do amigo Rei, excepcional esse recorte. Assim como Van Gogh, Mozart ou Pelé, é possível ser um ícone na sua área profissional sem ter um título acadêmico, e esse detalhe também é interessante de ser ressaltado. Não importa, ser plebeu ou Rei, haverão pontos em comum, tanto os bons quantos os ruins, e ter a coragem de trazer um problema mundialmente difundido, e pouco explorado, para a telona, e o levar a ganhar o maior prêmio do cinema, tem seu importante papel social ajudando milhares de gagos a serem homens e mulheres mais fortes e confiantes, como diz Lionel: 'Sim, você tem voz! Você tem muita perseverança Bertie, é o homem mais corajoso que conheço'."
"Emocionante, belo, bem produzido, com excelentes atores e roteiro que é, além de bem construído, muito significativo, contando parte de uma história de amizade e superação, uma história real dos bastidores da Realeza. Para o roteiro contamos com David Seidler, e para a direção, com o jovem londrino Tom Hooper. Combinação perfeita nos bastidores, criando esta atmosfera de filme britânico que adoro nestas obras locais, me fazendo lembrar daquele clima da série Harry Potter, a qual muitos dos atores deste filme também fizeram parte. Logo, no elenco contamos com grandes nomes como Michael Gambon (interpretando o Rei Jorge V), Timothy Spall (fantástico ator inglês, interpretando pela segunda vez o personagem histórico Winston Churchill) e Helena Bonham Carter, que interpreta a Duquesa de York/Rainha Elizabeth, com aquele toque cômico que só ela sabe dar, além de ser uma esposa carinhosa e dedicada até as últimas consequências. Aliás, o papel desta mulher é decisivo para todo desenrolar da história – quando até mesmo o rei havia desistido, ela não descansava. E é claro que devo destacar Geoffrey Roy Rush, ator australiano brilhante que neste filme é o terapeuta Lionel Logue, já tendo provado sua capacidade anteriormente como Capitão Hector Barbossa na série 'Piratas do Caribe (Pirates Of The Caribbean)'. Junto a ele vemos Jorge VI do Reino Unido, o nosso rei gago, interpretado por Colin Firth, merecendo o Oscar de melhor ator que ganhou por este papel. Fiz esta introdução falando dos atores, pois tem uma categoria no Screen Actors Guild, prêmio dado pelo sindicato americano de atores, que eu gosto muito, a de 'Melhor Performance De Um Elenco Em Filme', o qual 'O Discurso Do Rei' venceu, mostrando este entrosamento do elenco: tudo nos conformes à moda britânica. Este filme tem diversas curiosidades, como a inserção de diversas falas terem sido retiradas do diário do terapeuta, descoberto poucas semanas antes das filmagens, dando maior realidade à história (e maior trabalho à produção, para refazer algumas falas). A história tem pontos muito significativos, que emocionam o espectador, através do contato terapêutico, desta relação de ajuda que se forma, entre o rei e seu terapeuta que, em muitos momentos é muito parecida com a relação que acontece entre psicólogo e seu paciente. Logue impõe diversas regras ao seu ilustre paciente o fazendo deixar as barreiras de lado e aderir a um tratamento pouco ortodoxo no qual o importante era a confiança. Logo no primeiro encontro dos dois, o rei pergunta: 'Não vai começar o tratamento, Dr. Logue?', no que o 'Dr.' responde: 'Só se estiver interessado em ser tratado'. Logo, passa a responsabilidade questionando o quanto ele deseja esta cura ou se esconde atrás dela. O simbolismo existente se concretiza: o rei precisa de voz e tem voz... precisando se conscientizar disso e ultrapassar as barreiras que o impedem de falar. Neste sentido entram conflitos familiares, questões de hierarquia e toda uma legião de súditos esperando muito de seu representante, talvez mais do que ele acredite poder dar. Logo, o terapeuta-ator, vê e atua em todos os pontos necessários além da mecânica da voz. Há cenas brilhantes no roteiro e destaco uma delas, a mais notável: no discurso de guerra que Jorge faz há Beethoven de fundo e o terapeuta a reger seu paciente, uma cena que fica para a história do cinema mundial pela sua beleza estética e grande carga de sentimento, mostrando dois dramas, sendo um mundial e outro pessoal e familiar! No mais, não que os prêmios sejam tão importantes assim, mas ajudam a conferir aos filmes um lugar na história e, neste sentido, concorrendo com outros grandes filmes, alguns já comentados aqui por nós, venceu 4 Oscars: filme, diretor, ator e roteiro original. Um sucesso!"
SINOPSE: "Moldurista alemão acredita sofrer de uma doença incurável quando recebe uma proposta de um gângster: matar um rival em troca de uma quantia que garantisse tranqüilidade financeira à sua família após sua morte. Mas o que ele não sabe é que por trás de tudo isso está Tom Ripley, com quem tem um áspero contato." (Cineplayers)
"Um filme que não nega a raça! Típico filme alemão, com enredo e atuações truncadas, densas, frias, lineares, pesadas, profundas, feias. Se estivesse a olhar um rosto, seria um rosto inexpressivo. O filme se prende ao enredo e nada além, figurino, atuação, edição, não são relevantes aqui. Mas há um toque de filme finlandês ao filme alemão, algumas paisagens surgem para quebrar todo esse lado alemão. Um ponto positivo são os momentos que o diretor arma uma situação e te leva a crer que terá um determinado final, mas na verdade, é só mais uma cena corriqueira. Porém um filme completamente oposto ao esplêndido 'Asas Do Desejo (Der Himmel Über Berlin, 1987)'. Talvez para Wim a vida não endureceu seu coração, quero dizer, roteiro."
"Este é um filme bem interessante por suas curiosidades, como o fato de sete diretores trabalharem como atores, personagens criminosos, assim como ser o início de uma grande parceria de Wim Wenders com o ator Bruno Ganz. Mas no geral é uma obra com longos períodos em uma só ação. Há uma cena de assassinato com o trem em movimento em que os personagens, com breves falas, dizem muito com todo seu gestual, deixando tudo bem dinâmico através daquela atuação ali, sendo que tal cena é a que fica para mim como a melhor do filme. Wim Wenders tem este jeito próprio de alongar as cenas para demonstrar algo que ali está subliminarmente escrito, como já vimos em 'Asas Do Desejo (Der Himmel Über Berlin, Wim Wenders, 1987)', mas parece que em 'O Amigo Americano’ tudo se torna um tanto quanto monótono, ainda mais para um filme policial. Mas mesmo assim continuo gostando muito de Wim Wenders. Por fim, a refilmagem de 2003, 'O Talentoso Ripley', me pareceu um tanto quanto mais sedutor, o personagem é excelente.
Neste mês de outubro trazemos uma homenagem especial para esta mulher tão talentosa que com toda sua criatividade trouxe alegria e ensinamentos de vida a toda uma geração de crianças e adolescentes (e porque não dizer também adultos). Suas histórias maravilhosas trazem todo encanto de um mundo bruxo e motivou toda uma leva de pessoas a encontrarem o universo de leitura e conhecimento. Assim, só temos a esperar novas e interessantes histórias vindas desta grande pessoa. Fiquem com a história de J. K. Rowling e algumas curiosidades sobre seu processo criativo em busca da história de Harry Potter.
Joanne Rowling, também conhecida como J. K. Rowling, nome com o qual assina as suas obras, ou pelo seu nome de casada, Joanne Murray, é uma escritora britânica de ficção, autora dos sete livros da famosa e premiada série Harry Potter, e de três outros pequenos livros relacionados a Harry Potter. Desde criança, Joanne gostava de ler contos como 'O Vento Nos Salgueiros' e 'O Cavalinho Branco'. Muitos autores influenciaram sua obra, e fizeram nascer em Joanne a vontade latente de tornar-se escritora.
Famosa por escrever em bares, com a primogênita ao lado no carrinho, ela enfrentou uma série de dificuldades até atingir a riqueza e a fama como escritora, passando-se longos anos até que o 'Harry Potter E A Pedra Filosofal' chegasse às prateleiras, com a ajuda de seu agente literário Christopher Little. Desde então, J. K. Rowling escreveu os outros seis livros que a tornaram rica, e capacitaram-na a contribuir com instituições que ajudam a combater doenças, injustiças e a pobreza.
Seus livros, traduzidos para sessenta e quatro línguas, venderam mais de 400 milhões de cópias pelo mundo todo, e renderam à autora por volta de 576 milhões de libras, mais ou menos 1 bilhão de dólares, segundo estimativa da Forbes em fevereiro de 2004, sendo a primeira pessoa a tornar-se bilionária escrevendo livros. Já em 2006, ela foi nomeada pela mesma revista como a segunda personalidade feminina mais rica do mundo, atrás apenas da apresentadora da televisão americana Oprah Winfrey. É notório, entretanto, como J. K. Rowling afirma veementemente no documentário 'Um Ano Na Vida De J.K.Rowling (J.K. Rowling: A Year in the Life, James Runcie, 2007)', que, embora possua muitos milhões, não chega a ter um bilhão de dólares. Com efeito, o seu patrimônio, em 2010, foi avaliado pela Forbes em 815 milhões de euros.
Em 2011 foi lançado o filme 'Magia Além Das Palavras: J. K. Rowling (Magic Beyond Words: The J. K. Rowling Story, Paul A. Kaufman, 2011), uma biografia não autorizada pela escritora. Em fevereiro de 2012, Little, Brown & Company anunciou que iria publicar o primeiro romance de Rowling para adultos, 'The Casual Vacancy' que será publicado no Brasil pela editora Nova Fronteira em dezembro deste ano.
Capa do seu primeiro livro adulto
É importante lembrar que o nome da autora é apenas Joanne Rowling, sem nome do meio. A abreviatura K é de Kathleen, nome de sua avó preferida Kathleen Rowling, e foi escolhida na ocasião do lançamento do primeiro livro da série no Reino Unido, 'Harry Potter E A Pedra Filosofal', quando Christopher Little, agente literário da autora, e a Bloomsbury, sua editora, temendo que os garotos não leriam um livro escrito por uma mulher, pediram a Joanne que assinasse com as suas iniciais, não deixando transparecer que era uma mulher. Joanne pensou em J. Rowling, mas não atendia ao pedido de duas iniciais da editora e por fim acabou homenageando sua avó, criando uma assinatura que ficou muito famosa a partir de então.
Peter John Rowling e Anne Volant conheceram-se no início dos anos 1960, numa viagem de trem da estação King's Cross em Londres (nome conhecido pelos leitores de Harry Potter) à Escócia, e logo iniciaram um relacionamento. Em 31 de julho do mesmo ano, no Yate General Hospital, nascia Joanne Rowling, que apesar de já ter declarado que nasceu em Chipping Sodbury, não é o que consta na certidão de nascimento, apesar de as duas cidades (Yate e Chipping Sodbury) estarem muito próximas: quase não se sabe onde começa uma e termina outra.
Os pais de J. K. Rowling: Peter John Rowling e Anne Volant
Quase dois anos depois, em junho de 1967, Anne teve a segunda filha, Dianne Rowling, que nasceu em casa. Sobre os avós de Joanne, é fato que os paternos eram de longe seus favoritos: Kathleen Ada Bulgen Rowling e Ernest Arthur Rowling eram proprietários de uma mercearia na qual as netas brincavam. Kathleen morreu quando Joanne tinha 9 anos. Os avós maternos das meninas eram Stanley George Volant e Freda Volant, que Joanne descreveu como um "casal infeliz".
Os Rowling inicialmente moraram em Yate, mas quando a cidade avançou, os pais das meninas resolveram mudar-se para Winterbourne, para a rua Nicholls Lane, onde Joanne tomou gosto pela leitura. Perto da casa dos Rowling morava a família Potter, mas ao contrário do que foi espalhado, não há relação entre o filho Ian Potter e Harry Potter além do nome. Em 1971, a pequena Joanne escreve seu primeiro livro: 'Rabbit, A História De Um Coelho Chamado Rabbit', e foi nessa época que Joanne se matriculou em sua primeira escola, a St. Michael's Church of England, perto de sua casa.
Rowling criança
Em 1974 a família Rowling mudou-se para a cidadezinha de Tutshill, para uma casa chamada Church Cottage. Curiosamente, Tutshill fica às bordas da Floresta de Dean, berço do escritor Dennis Potter.
Junto com a nova casa veio a nova escola, a Escola Tutshill. Se a Escola Tutshill ficara para trás junto com Sylvia Morgan, Wyedean chegou com o professor John Nettleship, químico que inspirou o Professor Snape, e que àquela época tornou-se chefe da mãe de Jo e Di, Anne, que passou a trabalhar no departamento de Química da escola. O período que passou na Escola Wyedean deixou fortes lembranças: foi nessa época que Anne Rowling foi diagnosticada com esclerose múltipla, e foi aí também que ela conheceu Sean Harris, amigo a quem foi dedicado o segundo livro e dono do Ford Anglia original:
'Ele foi o primeiro dos meus amigos a aprender a dirigir, e aquele carro turquesa e branco significava liberdade.' (J. K. Rowling)
Seus planos tinham fracassado porque seus pais aconselharam a filha a fazer algo que valesse a pena na questão profissional, mas ainda assim Joanne ingressou no curso de Francês e Línguas Clássicas da Universidade de Exeter. Em 1987 ela se formou na Universidade de Exeter.
Fez alguns trabalhos temporários, como secretária bilíngüe e trabalhou na Anistia Internacional, no Departamento Franco-africano, época em que rascunhou um romance nunca publicado, e que era rabiscado em bloquinhos de papéis em bares, da mesma forma que foi Harry Potter em seu tempo. Quando o namorado de Joanne em Exeter foi morar em Manchester, Joanne passou a procurar um apartamento lá, para morar perto dele, mas foi uma escolha errada, como se veria depois. Para os fãs de Harry Potter, essa decisão talvez tenha sido boa: voltando para Londres após procurar sem sucesso um lugar para morar em Manchester, Joanne criou em sua mente um personagem que mudaria o curso da literatura juvenil. O trem em que ela viajava quebrara e Joanne utilizou-se desse momento para criar o que viria a ser um sucesso mundial. Os motivos são incertos, mas de acordo com J. K.:
'A ideia de Harry Potter surgiu de repente em minha mente [...] e nenhuma outra ideia tinha me animado tanto quanto essa.' (J. K. Rowling)
Isso foi em 1990, quando os primeiros rascunhos de Harry Potter tomaram forma e no fim do mesmo ano, ela instalou-se em Manchester. Para passar o tempo, Joanne escrevia e os personagens de Harry Potter cresceram e amadureceram numa caixa de sapato.
De volta para Manchester descobriu que o apartamento em que vivia fora assaltado, e depois de uma séria briga com o namorado, deu entrada no Bournville Hotel. Foi no quarto desse hotel que surgiu o famoso esporte dos bruxos, o Quadribol. Já não havia o que fazer em Manchester, e um anúncio que procurava professores de inglês foi o início da aventura de Joanne em Portugal.
J. K. Rowling (à direita) na adolescência
Contratada para dar aulas de inglês em Portugal, no Encounter English, Joanne partiu da Inglaterra para a cidade do Porto, onde foi instalada num apartamento junto com duas outras professoras: Jill Preweet e Aine Kiely, mulheres a quem foi dedicado o terceiro livro, 'Harry Potter E O Prisioneiro De Azkaban'.
J. K. Rowling trabalhou no desenvolvimento da série de Harry Potter durante 17 anos. Mas aconteceu de Joanne se deparar com um estudante português num bar, que lhe interessou, assim como ela a ele. Seu nome era Jorge Arantes. Joanne nunca falou detalhadamente sobre essa parte de sua estada no Porto, e muito do que se sabe vem do próprio Jorge. Não demorou muito e os dois passaram a viver juntos, e Joanne ficou grávida, sofrendo um aborto espontâneo logo depois.
Jorge pediu Joanne em casamento em agosto de 1992, mas o relacionamento tempestuoso, pontuado por brigas, fez com que o casamento perdesse o encanto, e Joanne ficou grávida novamente. O bebê nasceu em 27 de julho de 1993, e Joanne diz que foi a melhor coisa que já lhe aconteceu, mas o casal ainda brigava muito, e o ápice se deu quando Jorge a arrastou para fora de casa. Joanne conseguiu resgatar o bebê e não demorou a ir embora, deixando Porto para trás.
Joanne em foto de 1998
Joanne voltou ao Reino Unido. O pai casara-se novamente, mas seu destino foi o lar da recém-casada irmã, em Edimburgo. Não ficou muito tempo lá, já que não queria ser um peso para a irmã. E a pobreza tomou conta dela, e junto com a falta de dinheiro veio a falta de esperança, e Joanne caiu nas garras da depressão. Ela e a filha mudaram-se para um pequeno prédio em Leith, um bairro da capital escocesa, onde vivia com a ajuda do governo, mas sentindo-se humilhada por estar neste estado. Conseguiu, através da lei, manter Jorge longe dela e da filha. Sean Harris ainda mantinha contato com Joanne, e lhe emprestou algum dinheiro.
Joanne Rowling passeava com a filha no carrinho, e quando a menininha dormia, ela ia até o Nicolson's, um bar que pertencia ao cunhado de Joanne, ou ao bar The Elephant House Café. Lá ela pedia um café e escrevia as histórias de Harry Potter até que a filha acordasse. Não tinha computador, apenas uma velha máquina de escrever, onde datilografava as anotações. Entre fins de 1994 e meados de 1995, ela conseguiu um emprego como secretária, foi aceita no curso para conseguir o registro que a habilitava a dar aulas e divorciou-se.
Joanne tinha dois nomes de agentes literários. O primeiro devolveu os originais do livro muito rapidamente, e o segundo faria o mesmo se a mão de Briony Evens, funcionária de Christopher Little, não tivesse resgatado o manuscrito da caixa de devolução. Briony pediu autorização do chefe para tentar publicar o livro, e então escreveu a Joanne pedindo-lhe o restante do livro. Muitíssimo feliz, Joanne enviou-lhe o restante.
Depois de muitas recusas de outras várias editoras, os originais foram parar na Editora Bloomsbury, nas mãos de Barry Cunningham, à época coordenador da recém-criada, e não tão prestigiada, divisão de livros infantis, que decidiu publicar o livro. Aparentemente, essa decisão também foi influenciada por Alice Newton, filha do diretor-executivo da Bloomsbury, que gostou do livro. Na divisão infantil trabalhavam Rosamund de la Hey e Sarah Odedina, que ajudaram Rowling e tornaram-se suas amigas.
Barry Cunningham a aconselhou a arranjar um trabalho, e Joanne conseguiu um emprego na Academia de Leith, como professora de francês, e conseguiu uma bolsa de oito mil libras esterlinas do Conselho Escocês de Artes, devolvendo parte do prêmio depois do sucesso de sua série. Mas nesta época ela esteve sempre esperando pela publicação de 'Harry Potter E A Pedra Filosofal (Harry Potter And The Sorcerer's Stone)', que ocorreu em 30 de junho de 1997. A primeira edição foi pequena, 1000 exemplares, 500 dos quais para bibliotecas. Atualmente um exemplar desses alcança o valor de 25000 libras.
Logo de início o livro esteve entre os mais vendidos. Com o dinheiro que ganhou pelos direitos no início, Joanne comprou um apartamento mais espaçoso num lugar mais seguro para ela e a filha viverem, no número 19 de Hazelbank Terrace, em Edimburgo. J. K. Rowling, quando mudou-se dessa casa, deu-a de presente a uma mãe solteira da vizinhança, de quem se tornara amiga. No ano seguinte, num leilão dos direitos do livro, Arthur Levine, da editora Scholastic Inc., ganhou-os pelo valor de 105 mil dólares. Nos Estados Unidos o livro teve o nome mudado de Philosopher's Stone para Sorcerer's Stone, fato que Joanne diz que teria lutado contra se na época estivesse em uma melhor condição. Ainda assim, J. K. é extremamente grata a Arthur Levine. O sucesso do primeiro livro abriu as portas para o segundo, e desde então os olhos voltavam-se sempre para o lançamento do livro seguinte.
A influência de J. K. Rowling, somada ao seu poder aquisitivo e à sua capacidade de escrever, esteve ocupada com projetos sociais com destaque para a MS Society Scotland, organização que ajuda portadores de esclerose múltipla e o National Council For One Parent Families, que ajuda mães solteiras, tornando-se embaixadora do Conselho. Escreveu também dois livrinhos, 'Quadribol Através Dos Séculos (Quidditch Through the Ages)' e 'Animais Fantásticos E Onde Habitam (Fantastic Beasts and Where to Find Them)', que arrecadaram juntos £15.7 milhões, £10.8 milhões das quais doadas à instituição Comic Relief, que combate a pobreza. Além disso, Joanne doou £22 milhões para a mesma instituição. Em 2006, Joanne foi até Bucareste, na Romênia, para arrecadar fundos ao Children's High Level Group, que difunde os direitos das crianças com deficiência mental na Europa e no mesmo ano doou uma grande soma para a construção de um novo Centro de Medicina Regenerativa na Universidade de Edimburgo.
Em novembro de 2007 Joanne revelou ter escrito o livro 'Os Contos De Beedle, O Bardo (The Tales of Beedle The Bard)'. Esse livro tem um papel importante dentro da história de 'Harry Potter E As Relíquias Da Morte'. Esse livro teve uma edição limitada a sete livros, escritos a mão, com ilustrações da autora, encadernados em couro e com detalhes em prata e pedras semi-preciosas. Seis foram dados de presente, e um deles foi leiloado, e a renda foi doada para crianças carentes. O lance inicial foi de sessenta e dois mil dólares, e foi de fato leiloado por um valor de quase 4 milhões de dólares. Em dezembro de 2008, 'Os Contos De Beedle, O Bardo', foi publicado para o público em geral. Novamente, o dinheiro arrecadado com os royalties do livro foi doado, dessa vez para o Children's High Level Group.
Em 2012, a autora lançou um novo livro, dessa vez voltado ao público adulto, chamado 'The Casual Vacancy', que conta a história de Barry Fairweather. De acordo com Rowling e a editora, o livro traz humor, duplicidade, paixão e revelações inesperadas. O livro que foi lançado em 27 de setembro de 2012, em sua pré-venda já estava na lista dos mais vendidos da Amazon e da Barnes & Noble.
J.K.Rowling conheceu o médico anestesista Neil Michael Murray na casa de um amigo comum, e os dois apaixonaram-se e casaram-se no dia 26 de dezembro de 2001. Pete e Dianne Rowling estavam lá.
O casamento aconteceu na luxuosa propriedade do século XIX, Killiechassie House, em Perth and Kinross, Escócia, comprada pela escritora em 2001. Rowling também comprou uma casa em Merchiston, Edimburgo, e uma casa em estilo georgiano em Londres.
Arualmente é casada com Neil e tiveram dois filhos: David Gordon Rowling Murray, nascido em março de 2003 e Mackenzie Jean Rowling Murray, nascida em janeiro de 2005. 'Harry Potter E A Ordem Da Fênix' foi dedicado a Neil, Jessica e David, e 'Harry Potter E O Enigma Do Príncipe', a Mackenzie.
Durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 Rowling leu trechos da história de Peter Pan, enquanto bonecos infláveis, incluindo Lord Voldemort, apareciam no estádio olímpico, local onde ocorreu a cerimônia. Pelo seu trabalho artístico e beneficente, J. K. Rowling ganhou diversas homenagens e honrarias.