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21 maio 2012

1001 Filmes: All That Jazz - O Show Deve Continuar (All That Jazz)

DIREÇÃO: Bob Fosse;
ANO: 1979;
GÊNEROS: Drama e Musical;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: inglês;
ROTEIRO: Robert Alan Aurthur e Bob Fosse;
BASEADO EM: vida e ideia de Bob Fosse;
PRINCIPAIS ATORES: Roy Scheider (Joe Gideon); Jessica Lange (Angelique); Leland Palmer (Audrey Paris); Ann Reinking (Kate Jagger); Cliff Gorman (Davis Newman); Ben Vereen (O'Connor Flood); Erzsebet Foldi (Michelle); Michael Tolan (Dr. Ballinger); Max Wright (Joshua Penn); William LeMassena (Jonesy Hecht); Irene Kane (Leslie Perry) por Chris Chase; Deborah Geffner (Victoria); Kathryn Doby (Kathryn); Anthony Holland (Paul Dann); Robert Hitt (Ted Christopher).




SINOPSE: "Joe Gideon (Roy Scheider é um diretor de cinema e coreógrafo mulherengo, que trabalha simultaneamente na edição de seu filme e nos ensaios de um musical. Nisto ele sofre um enfarte e, com a vida por um fio, revê momentos da sua vida, transformando-os em sua imaginação em números musicais. Sua atenção é disputada por 4 mulheres: sua namorada, a ex-esposa, a filha e a Morte, representada por uma bela loira vestida de branco, que conversa com ele de forma bem instigante." (Adoro Cinema)


"Retratar os últimos instantes de vida de um personagem na grande tela é comum, mas retratá-lo através de um musical, não. Apesar do momento do personagem ser uma recapitulação de sua vida ao longo dos quase 120 minutos de filme, o enredo não é triste, melancólico e sombrio, nem em seus instantes finais. Em cada momento especial uma canção é tocada e uma peça teatral é encenada, e essas são as mais diversas, a ponto de em uma cena ter a aparição de copos semi-nus, dançando de forma sexy, envolvente e quente, quase podendo ser uma cena de sexo explícito, interpretando um dos vício do 'auto-personagem'. E nos outros 15 minutos, na cena seguinte, uma interpretação carinhosa, afetuosa, paternal, familiar e amorosa de sua filha e de sua esposa dançando para o próprio 'auto-personagem' na sala de sua casa. Ambas as cenas, espetacularmente fantásticas, assim como as outras peças teatrais do filme. A atuação Roy Scheider é hors concours, uma das melhores interpretações desses mais de 65 filmes dessa jornada. O resultado não poderia ser diferente, um filme alegre, leve, profundo, gostoso, que te causa uma adrenalina pelas interpretações e história ali pinçadas, de uma vida cheia, rica em momentos positivos e negativos, todos ali, misturados e retratados com uma maestria surpreendente."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Um grande diretor este Bob Fosse, mas não só diretor, também bailarino, coreógrafo e artista de grande impacto nos ambientes pelos quais passou, seja o palco ou o cinematógrafo. E mais um diretor que usou da sétima arte para falar de sua vida, sublimar aspectos de sua existência ou somente exercitar o narcisismo mostrando ao mundo um pouco de si. E talvez nada disso, mas sim uma pessoa que teve o insight de que sua história daria uma ótima obra de arte e quis mostrar isso ao mundo de forma romanceada e atuada. Assim, escolheu um ótimo ator para interpretá-lo (Roy Scheider) e juntou este a um excelente elenco, treinou as coreografias e escreveu um roteiro interessante para que tudo ficasse perfeito, e ficou. Hipocondríaco, galanteador, mulherengo, alcoolista, apaixonado pela dança e por emoções fortes o personagem principal relembra, do leito de morte, pontos e pessoas de sua vida, fazendo de tudo isso uma peça musical, não deixando de lado a consciência de que está doente e seu coração corre perigo, ele está infartado. Ann Reinking, grande coreógrafa, contracena com o protagonista, mostrando uma personagem com todas as suas imperfeições e medos diante da carreira. Neste ponto há uma cena logo no início do filme na qual ela fala de seus sonhos e ambições e o questiona se ela tem talento, em uma cena tão bem feita que já é para mim um dos melhores momentos do cinema até hoje. Aliás, todas as cenas do filme são altamente significativas, mostrando muito mais do que apenas o que se vê, com focos de câmera muito inteligentes e sons que tocam a alma. Outra atriz de quem não posso deixar de falar é de Jessica Lange, o anjo da morte que conversa com o nosso querido diretor enquanto este agoniza e pensa em sua vida. Jessica Lange tem uma trajetória incrível, passando pelo papel principal de 'King Kong (John Guillermin, 1976)', e não obtendo boas críticas, somente ressurgindo 3 anos depois, com este filme e depois participando de diversas obras com glória. Hoje, na maturidade, ela recebe toda glória que merece em uma série de TV (American Horror Story), mostrando todo seu talento e colhendo prêmios por todo lugar em que passa. Até a psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross surge neste filme através de suas 5 etapas para elaboração de uma perda, tudo de modo bastante criativo. Bob Fosse, como ele mesmo profetizou, morre alguns anos depois deste filme, de um ataque cardíaco, mas tem seu sonho de levar Chicago aos cinemas, realizado em 2002 por Rob Marshall, que a ele fez homenagem (para ler a crítica que fizemos deste filme, clique aqui). Enfim... um filme cheio de vida: apesar de todas as perdas que vivemos diariamente, e da própria finitude que se aproxima a cada dia... como ele mesmo ensina, o show deve continuar!"

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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29 abril 2012

1001 Filmes +: Cisne Negro (Black Swan)

DIREÇÃO: Darren Aronofsky;
ANO: 2010;
GÊNEROS: Drama, Suspense e Thriller;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: Inglês;
BASEADO EM: ideia de Darren Aronofsky;
PRINCIPAIS ATORES: Natalie Portman (Nina Sayers); Mila Kunis (Lily); Vincent Cassel (Thomas Leroy); Barbara Hershey (Erica Sayers); Winona Ryder (Beth Macintyre); Benjamin Millepied (David); Ksenia Solo (Veronica); Kristina Anapau (Galina); Janet Montgomery (Madeline); Sebastian Stan (Andrew); Toby Hemingway (Tom); Sergio Torrado (Sergio); Mark Margolis (Mr. Fithian); Tina Sloan (Mrs. Fithian) e Abraham Aronofsky (Mr. Stein).




SINOPSE: "Beth MacIntyre (Winona Ryder), a primeira bailarina de uma companhia, está prestes a se aposentar. O posto fica com Nina (Natalie Portman), mas ela possui sérios problemas pessoais, especialmente com sua mãe (Barbara Hershey). Pressionada por Thomas Leroy (Vincent Cassel), um exigente diretor artístico, ela passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas, em especial Lilly (Mila Kunis). Em meio a tudo isso, busca a perfeição nos ensaios para o maior desafio de sua carreira: interpretar a Rainha Cisne em uma adaptação de 'O Lago dos Cisnes'." (Adoro Cinema)


"Vale ressaltar dois pontos principais do filme: a vida de Nina e a interpretação de Portman. O diretor deixa em aberto se o recorte que é filmado da vida profissional de Nina, e parte da pessoal, é real ou pura imaginação. Não se sabe! O que percebemos no filme é um figurino bem instigante. Nina começa vestindo roupas brancas, que com o passar do tempo, e o aumento da pressão imaginária ou real, em busca do grande momento da carreira, vai ficando bege, cinza, até terminar vestindo preto, mas morrendo, de verdade ou só em sua mente, de branco, como se fosse a redenção. E o figurino de todos os outros personagens sempre são de cores opostas ao de Nina. Isso seria um indício de sua loucura, ou apenas um detalhe do dia-a-dia. Outro destaque vale pela atuação, mesmo que a própria Portman diga que sua dublê apareça 'em boa parte do filme', o restante que lhe cabe, conquista com mérito o prêmio máximo de atuação. Mas falta algo no filme. Talvez a falta de vida e o excesso de melancolia, deixando as atuações e a trama presas, podando sua desenvoltura plena e completa."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Um grande filme, com história completamente linear (o oposto de Boogie Nitghs, por exemplo), no qual acompanhamos a visão da personagem principal, Nina, muito bem interpretado por Natalie Portman. Nina passa por pressões intensas como aluna em uma Companhia de Balé, buscando nada menos que a perfeição e, assim, o seu dia-a-dia segue um ritmo de dança na qual acompanhamos a vivencia de sua parte mais doce brigando com todos os seus impulsos mais agressivos, sexuais e arrebatadores. Freud gostaria de assistir a este filme e fazer os paralelos adequados à sua teoria das pulsões, já que a personagem nos mostra um mundo interno que todos vivenciamos, ora de lutas e ora de alianças entre forças opostas que dentro de nós vivem e para fora de nós se manifestam ou assim tentam. Além da personagem principal há outros interessantes, como o diretor da companhia, que instiga com métodos agressivos cada vez mais seus alunos a darem o melhor de si. Há também a mãe castradora e superprotetora de Nina, a quem esta responde como criança doce e livre de impulsos sexuais. Mas não podemos nos aprofundar na análise destes personagens, já que todo o universo ali exposto nos é mostrado pela visão da personagem tema, nos deixando a sensação de que tudo é, ao mesmo tempo, real e imaginário, parte de sua mente psicótica que traz uma rachadura psíquica bastante marcante. Fica mais uma dica de um ótimo filme, do diretor Darren Aronofsky, uma pessoa que dirige com técnica, não por intuição, que tem formação acadêmica em Harvard e que falaremos mais dele em outra postagem quando formos analisar outra de suas grandes obras, 'Réquiem Para Um Sonho (Requiem For A Dream, 2000)'. Ah, não posso esquecer de mencionar que Winona Ryder está belíssima e dá um banho de talento nesta obra, e agora não tão jovem quanto era em seus grandes sucessos dos anos de 1990. É isso, divirtam-se!"

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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22 abril 2012

1001 Filmes: O Balconista (Clerks)

DIREÇÃO: Kevin Smith;
ANO: 1994;
GÊNEROS: Comédia e Drama;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: Inglês;
ROTEIRO: Kevin Smith;
BASEADO EM: ideia de Kevin Smith;
PRINCIPAIS ATORES: Brian O'Halloran (Dante Hicks); Jeff Anderson (Randal Graves); Marilyn Ghigliotti (Veronica); Lisa Spoonhauer (Caitlin Bree) por Lisa Spoonauer; Jason Mewes (Jay) e Kevin Smith (O Silencioso Bob).




SINOPSE: "O filme que lançou Kevin Smith à fama é uma visão do mundo pop adolescente: ele mostra um dia na vida de dois balconistas, Dante e Randal, e suas discussões banais sobre filmes, mulheres e outras casualidades." (Cineplayers)


"O filme retrata a vida de dois balconistas de pequenos comércios locais. Um trabalha em uma locadora de vídeos e mesmo não gostando do seu trabalho aceita a situação e aproveita para se deliciar com os vídeos pornôs da loja. O outro trabalha em uma venda, da qual não gosta e não aceita o trabalho que tem. As lojas são divididas por uma parede e dois drogaditos. Quando dá na telha, fecham a lojas, vão jogar hóquei na laje ou aparecem no velório de uma antiga colega. O interessante é que o balconista do mercado, apesar das centenas de itens disponíveis só vende cigarros, e alguns chicletes por pressão, mesmo tendo em sua porta dois viciados em substâncias químicas. E na loja ao lado, apesar de ter centenas de VHS´s, o balconista só fala e comercializa vídeos eróticos. Vale ressaltar as 3 características principais do diretor ao filmar seus filmes, já presentes nessa sua estreia: Nova Jérsei, Star Wars e quadrinhos, além de histórias secundárias bastante inusitadas, dois ou três cenários e falas longas e complexas, ao menos nesse primeiro filme. Essa mistura aloucada é chamada 'O Balconista'."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Certamente é um filme interessante desde sua ideia inicial até o modo como é filmado: dois jovens balconistas de lojas vizinhas que nos mostram um dia de vida trabalhando em ocupações que não lhe dão prazer, mas certamente muitas aventuras no pequeno espaço que ocupam em suas lojas. O filme se desenrola através de poucos focos de câmera mostrando basicamente a frente dos balcões de trabalho dos dois protagonistas, assim como a frente das lojas onde dois drogaditos permanecem comprando, vendendo e usando drogas. As atuações de Jeff Anderson (Randal) e de Brian O´Halloran (Dante) são perfeitas e até o diretor, Kevin Smith dá suas caras como um dos alucinados que ficam em frente à loja. Cada pessoa que entra nas lojas mostra seu humor e diverte os dias dos balconistas e o diretor certamente se inspirou em sua vivência pessoal já que ele mesmo foi balconista por muitos anos daquela loja de conveniência que aparece no filme. A inovação mais interessante da obra é a inserção, no meio do preto e branco que assistimos, de uma sequência em quadrinhos deixando tudo bem colorido e interessante. Smith é um diretor que conseguiu seu espaço e se mostra desde o começo de sua carreira, há cerca de 20 anos, muito promissor, e coloca neste filme diversas reflexões de vida muito simples (e, ao mesmo tempo, paradoxalmente complexas) como a questão de que Dante detesta seu trabalho e sua vida e convive com Randal que o questiona: 'se não gosta daqui porque não vai embora? É uma decisão simples, só depende de você.' Será mesmo? Vale a pena ver."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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