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19 novembro 2011

1001 Filmes: Babe - O Porquinho Atrapalhado (Babe)

DIREÇÃO: Chris Noonan;
ANO: 1995;
GÊNEROS: Comédia, Drama e Para A Família;
NACIONALIDADE: Austrália e EUA;
IDIOMA: Inglês;
ROTEIRO: George Miller e Chris Noonan;
BASEADO EM: em romance de Dick King-Smith chamado 'The Sheep-Pig';
PRINCIPAIS ATORES: James Cromwell (Fazendeiro Arthur H. Hoggett); Magda Szubanski (Esme Hoggett); Christine Cavanaugh (voz de Babe); Miriam Margolyes (voz de Fly 'Sheepdog'); Danny Mann (voz de Ferdinand 'Pato'); Hugo Weaving (voz de Rex 'Sheepdog'); Miriam Flynn (voz de Maa 'Ovelha'); Russi Taylor (voz de Duquesa 'Gata'); Evelyn Krape (voz de Velho Ewe); Michael Edward-Stevens (voz do Cavalo); Charles Bartlett (voz da Vaca Cow); Paul Livingston (voz do Galo); Roscoe Lee Browne (Narrator); Zoe Burton (Filha); Paul Goddard (Genro).





SINOPSE: "A fazenda do Sr. Hoggett um lugar quase perfeito, onde cada coisa ocupa o lugar certo. Até que nasce Babe, um leitãozinho que pensa que um cachorro. E convence até o dono da fazenda, que o inscreve no Campeonato Nacional de Cães Pastores, com consequências imprevisíveis." (Adoro Cinema)."



"Quando vi este filme listado entre os 1001 me perguntei: 'O que o faz estar aqui?' ou 'Não seria um exagero ou uma injustiça?', eis que chega o momento de assisti-lo e as respostas às minhas inconformidades também chegaram. Pela primeira vez o cinema consegue 'transformar' animais em pessoas. Através de técnicas de efeitos especiais até então não conhecidas, foi possível realizar o sonho do diretor de reproduzir no cinema o romance 'The Sheep-Pig' de Dick King-Smith e de forma memorável. Talvez ele tenha iniciado uma nova vertente no mundo do cinema, fazendo com que animais parecessem pessoas de tal forma que transparecessem emoções exclusivamente humanas, como: carinho, solidão, amizade, medo, raiva, altruísmo, egoísmo, etc. O filme tem um enredo muito rico do retrato da condição e vida humana, ressaltando características positivas e negativas. É um filme encantador, simples, leve e família que vale pela sua audácia em fazer de animais meros seres humanos com seus erros e acertos."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira






"Babe é um daqueles filmes que mostram a evolução tecnológica no cinema, nos iludindo perfeitamente em acreditar que os animais mostrados tem atitudes e sentimentos semelhantes aos dos humanos, armando planos e... falando, conversando. Assim, superando a dificuldade de se produzir um filme com roteiro coerente e adulto o suficiente com animais falantes (talvez sendo possível justamente porque eles são bem humanos), a obra traz um estilo de filme com narração que se aproxima de um conto de fadas. Talvez a categoria conto de fadas caia bem para a história deste porquinho que livrou-se do certo destino de ir ao forno, sendo que isso só foi possível porque ele aprendeu a questionar para que servia, qual era seu destino – atitudes muito próximas da indecisão e incompletude do adolescente quando está para escolher uma profissão e outras coisas na vida. Neste caminho descobre seus talentos e usa deles para se comunicar com bondade com os demais. Enfim, uma história de amizade e transformação nas relações, trazendo uma narrativa bem inocente. Destaque para a bandeira vegetariana abordada no filme e para a belíssima atuação de James Cromwell (que se tornou vegetariano por conta desta história), o fazendeiro Arthur Hoggett. Este ator não precisa falar muito para se destacar, como já provou em outros trabalhos: 'Six Feet Under (A Sete Palmos, Alan Ball)', '24 (24 horas, Hiek Syrbiw e Robert Cochran)', entre outros. E não podemos deixar de citar a querida Magda Szubanski, sendo a Sra. Esme Hoggett."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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01 outubro 2011

1001 Filmes +: Desconstruindo Harry (Deconstructing Harry)


DIREÇÃO: Woody Allen;
ANO: 1997;
GÊNEROS: Comédia, Drama, Fantasia e Romance;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: inglês;
ROTEIRO: Woody Allen;
BASEADO EM: ideia de Woody Allen;
PRINCIPAIS ATORES: Woody Allen (Harry Block); Richard Benjamin (Ken); Kirstie Alley (Joan); Billy Crystal (Larry / O Diabo); Judy Davis (Lucy); Bob Balaban (Richard); Elisabeth Shue (Fay); Demi Moore (Helen); Robin Williams (Mel); Caroline Aaron (Doris); Eric Bogosian (Burt); Mariel Hemingway (Beth Kramer); Amy Irving (Jane); Julie Kavner (Grace); Eric Lloyd (Hilly) e Tobey Maguire (Harvey Stern).






SINOPSE: "Sofrendo de uma crise criativa e esperando um prêmio como escritor, Harry Block relembra de eventos do seu passado e cenas de seus best-sellers quando os personagens, de sua vida real e de suas obras, começam a perseguí-lo." (Cinema em Cena).



"Este filme faz parte dos '1001 +' e foi escolhido justamente por ser de Woody Allen, pois depois de tantos clássicos e grandes diretores que passaram por essa seção, faltava um filme dele. E a ansiedade para descobrir o mundo nova-iorquino do maior fotógrafo da cultura social e diária desse pedaço dos EUA era grande, e a expectativa foi superada dando lugar ao encantamento de como ele conta suas histórias e de seus conterrâneos. Ele conseguiu através do seu principal personagem, ele mesmo, contar sua história de forma desconstruída/construída e louca/normal com diversos atores vivenciando ele mesmo, conseguindo brincar com seus problemas e com os problemas de seus vizinhos de uma forma alegre, solta, normal, sem exageros ou 'forçadas de barra'. Ele fala de coisas tão sérias como se estivesse contado-as em uma roda de amigos em uma noite de reunião e jantar de reencontro. Também consegue mostrar o lado comum e simples da vida, que sempre é bonito e simpático. É um filme bastante confuso, mas ao mesmo tempo, tem uma coerência que vai se revelando aos poucos, conforme ele vai se mostrando e nós vamos entendendo como ele é, sem julgamentos, apenas participando de sua roda de amigos."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira






"Woody Allen é aquela pessoa com múltiplos talentos a quem não faltaria um lugar no palco, seja atuando, dirigindo ou escrevendo. Este e outros de seus filmes contêm referências de psicanálise e sátira das relações de casal e entre familiares, não deixando de lado aquela crítica cômica contra a religião utilizando-se do judaísmo. Com personagens muito interessantes e uma visão pessimista do mundo ele defende com este filme que só se pode viver bem com criaturas imaginárias e em um mundo paralelo, pois viver a realidade e as relações é sempre muito complicado. Assim, o protagonista pede para que a mulher nunca se apaixone por ele, mas quando ela segue o conselho ele se irrita e questiona “como você foi me ouvir?”. É o modo cômico de mostrar como os casais gostam de criar suas próprias armadilhas."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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17 setembro 2011

1001 Filmes: Homem Morto (Dead Man)

DIREÇÃO: Jim Jarmusch;
ANO: 1995;
GÊNEROS: Experimental e Faroeste;
NACIONALIDADE: Alemanha, EUA e Japão;
IDIOMA: inglês;
ROTEIRO: Jim Jarmusch;
BASEADO EM: ideia de Jim Jarmusch;
PRINCIPAIS ATORES: Johnny Depp (William Blake); Gary Farmer (Ninguém 'Nobody'); Crispin Glover (Bombeiro Do Trem); Lance Henriksen (Cole Wilson); Michael Wincott (Conway Twill); Eugene Byrd (Johnny 'The Kid' Pickett); John Hurt (John Scholfield); Robert Mitchum (John Dickinson); Iggy Pop (Salvatore 'Sally' Jenko); Gabriel Byrne (Charlie Dickinson); Jared Harris (Benmont Tench); Mili Avital (Thel Russell); Mark Bringelson (Marechal Lee); Jimmie Ray Weeks (Marechal Marvin); John North (Mr. Olafsen).






SINOPSE: "Esta é a história da viagem, física e espiritual, de um jovem a um território que lhe é pouco familiar. William Blake viaja para o Oeste americano, algures na segunda metade de séc. XIX. Perdido e ferido, encontra-se com um índio solitário e excêntrico, chamado "Nobody", que acredita que Blake é o falecido poeta inglês com o mesmo nome. Nobody e William passam por situações cómicas e violentas. Contrariamente à sua natureza, as circunstâncias transformam Blake num fora-da-lei perseguido, num assassino e num homem cuja integridade física vai ficando em risco." (SAPO Cinema).



"Mais um filme sem final ou, como costumam chamar, com final aberto. Assim como a grande maioria de filmes com este final, exceto raras exceções, fica faltando algo, acabando por prejudicar o filme como um todo, criando a expectativa e não respondendo-a. Mas mesmo assim é um grande filme. Primeiro pelas atuações, que todas, sem exceção, são muito profundas e fluídas, sendo a maioria bruta, totalmente desprovidas de sentimentos e individuais, apesar de no papel, na sua descrição, serem quase que repetições seguidas do mesmo personagem, lembrando de atores como Iggy Pop, ele mesmo, o roqueiro desmiolado e Gabriel Byrne, o ator conhecido pelos fãs como Paul Weston, o psicanalista da série 'In Treatment'. Fugindo desse perfil, os personagens principais de Johnny Depp e Gary Farmer são os destaques do filme ao lado da fotografia. A atuação de Depp é perfeita, encarnando uma pessoa que se mete num mundo da qual não pertence e tendo que se adaptar a ele, e vivendo (será?) com uma bala no peito durante toda a trama, onde a morte (será?) vai chegando a conta-gotas, e ao se aproximar dela (será?) o que era educação, cavalheirismo, inteligência e respeito vão se transformando em brutalidade, leviandade, falta de sentimentos e burrice, se assemelhando cada vez mais com os personagens padrão da trama. Já Ninguém, é seu amigo índio que o leva da vida (será?) para a morte (será?). A cada mudança de cena é tocada duas notas típicas de filmes de faroeste, dando uma cadência essencial ao filme. Mas quanto aos detalhes técnicos, o que mais me surpreendeu positivamente foi a fotografia, destacando a parte final do filme onde Ninguém leva Depp por entre sua tribo. Neste momento,  os focos que a câmera dá em Depp são espetaculares, umas das melhores sequências já vistas por mim. É um filme experimental e faroeste sim, por mais que possa soar estranho, mas acima de tudo é um filme que vale estar entre os 1001 e assistir uma vez na vida, pelo menos."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira







"Dead Man é um filme com nome estranho e gênero também: faroeste experimental. Não bastasse isso, seu diretor, Jim Jarmusch, é considerado representante de um cinema inovador e independente em Hollywood, um cientista do cinema, deixando em alta a expectativa para ver suas obras. Neste caso nos deparamos com Johnny Depp em sua melhor forma dando vida a uma personagem perdida no meio do nada, buscando sem encontrar, sozinho no meio de uma cidade perdida no meio do nada, se deparando com a fúria de pessoas más e com o amparo de um índio de boas intenções e uma história triste para contar. O índio acredita que este William Blake é um poeta e pintor já falecido e, estando frente a um homem morto, mostra a ele o caminho para encontrar descanso no paraíso... e ai começa a fuga de Blake da fúria de um pistoleiro canibal, acompanhado de 'Ninguém' (nome do índio). Encontramos muita poesia durante o percurso de suas longas e pausadas duas horas tanto nas falas quanto nos atos do personagem protagonista e seu acompanhante, nos escurecimentos entre uma cena e outra, assim como no embalo do músico canadense Neil Young que dá um pano de fundo lindíssimo a este filme. Temos a glória de encontrar neste caminho grandes atores com Gary Farmer (o índio) e Lance Henriksen (o incansável matador), assim como outros fazendo pequenas pontas, como é o caso de Crispin Glover (o bombeiro do trem), John Hurt (o diretor do escritório), Iggy Pop (perdido no meio do faroeste), Gabriel Byrne (vendedor da tabacaria) e Robert Mitchum (presidente da metalúrgica). Uma obra com cenas bastante significativas que dizem muito só em gestos. Fica a dica de um ótimo e excêntrico filme para o fim de semana."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy







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