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21 setembro 2012

Sétima Arte Brasil: Orfeu (Cacá Diegues, 1999)

DIREÇÃO: Cacá Diegues;
ANO: 1999;
GÊNEROS: Drama e Romance;
BASEADO EM: peça de teatro de Vinícius de Moraes;
PRINCIPAIS ATORES: Toni Garrido (Orfeu); Patrícia França (Eurídice); Murilo Benício (Lucinho); Zezé Motta (Conceição); Milton Gonçalves (Inácio); Isabel Fillardis (Mira); Maria Ceiça (Carmen); Stepan Nercessian (Pacheco); Maurício Gonçalves (Pecê); Lúcio Andrey (Piaba); Eliezer Motta (Stallone); Mary Sheila (Be Happy); Sérgio Loroza (Coice); Silvio Guindane (Maicol); Castrinho (Oswaldo); Nelson Sargento (Ele mesmo); Cássio Gabus Mendes (Pedro) e Caetano Veloso (Ele mesmo).



SINOPSE: "Orfeu (Toni Garrido) é um popular compositor de uma escola de samba carioca. Residente de uma favela, ele se apaixona perdidamente quando conhece a bela Eurídice (Patrícia França), uma mulher que acaba de se mudar para o local. Mas entre eles existe ainda Lucinho (Murilo Benício), chefe do tráfico local, que irá modificar drasticamente a vida de ambos." (Adoro Cinema).


"Uma tentativa acertada de enquadrar o mito de Orfeu na cultura brasileira, tornando um Orfeu brasileiro filho da periferia e com sua música abrindo um outro caminho além daquele 'único', o da criminalidade. Orfeu e Eurídice são representações fieis aos seus correlatos da mitologia grega, assim como sua história, já os outros personagens brasileiros dizem pouco, ou nada dizem, sobre a mitologia grega. As atuações de Toni Garrido e Patrícia França ficam aquém das interpretações dos atores secundários da trama. Milton Gonçalves e Zezé Motta, sendo os atores não protagonistas que mantém a graça no filme, assim como a emotiva, bela e excepcional música tema. Como história de amor, excelente, nada melhor. Mas como cinema, algo a desejar."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"O mito grego de Orfeu e Eurídice é um dos mais lindos (e trágicos, por isso romântico) contos de ficção que conhecemos, mas como se isso não bastasse, Vinícius de Moraes dá sua forma a esta histórica, nos presenteando com uma peça baseada no mito, escrita nos anos de 1950. O filme de Cacá Diegues mostra uma adaptação da peça com excelência em atuação, montagem, figurino e, claro, trilha sonora. Orfeu e Eurídice tentam viver seu amor impossível, mas não impossível por viverem em mundos diferentes, mas sim por chamarem tanta atenção dos outros com seus talentos: o maior poeta e a mais bonita mulher. Por ela ele deixa casa, família e comunidade e por ele ela é capaz de ficar e ali viver: ambos abrem mão de suas vidas individuais para viver uma em casal. Mas no emaranhado da paixão surgem diversos outros personagens: Lucinho, o chefe do tráfico da favela, atraído por Eurídice e com inveja de seu amigo de infância talentoso; a tia de Eurídice, eternamente apaixonada por Orfeu, vivendo e revivendo a amargura de ter sido deixada; e a mãe de Orfeu, que tem sobre ele um controle edípico impressionante, aterrorizada com a possibilidade de perder seu filho para outra mulher. Para ilustrar bem esta bela história de amor, destaque para as atuações de: Zezé Motta, Milton Golçalves e Isabel Filardis. E, claro, para a aparição e música de Caetano Veloso."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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17 junho 2012

1001 Filmes: Banquete De Casamento (Xi Yan)

DIREÇÃO: Ang Lee;
ANO: 1993;
GÊNEROS: Comédia, Drama e Romance;
NACIONALIDADE: EUA e Taiwan;
IDIOMA: inglês e mandarim;
ROTEIRO: Ang Lee, Neil Peng e James Schamus;
BASEADO EM: ideia de Ang Lee;
PRINCIPAIS ATORES: Winston Chao (Wai-Tung Gao); Mitchell Lichtenstein (Simon); Ya-lei Kuei (Sra. Gao) como Ah-Leh Gua; Sihung Lung (Sr. Gao); May Chin (Wei-Wei); Dion Birney (Andrew) e Tien Pien (Old Chen).




SINOPSE: "Wai Tung Gao imigrou para os EUA, onde se tornou mais um bem sucedido negociante do ramo imobiliário. Naturalizado, ele divide sua vida e o belo apartamento no Brooklyn com o amante americano, Simon. A família, é claro, ignora sua condição de homossexual. Eles esperam que seu filho se case e dê continuação à família. Simon forja a solução ideal para o problema. Wai Tung casa-se com uma de suas inquilinas, a artista plástica Wei Wei. Em troca, ela conseguiria o visto de residência, o green card. Com o anúncio das bodas, o clã Gao faz as malas rumo à América e instala-se na casa do filho." (Cineplayers)


"Como de costume nessa nossa empreitada, os filmes orientais sempre nos apresentam algo excepcional, seja pelo recado que passam, seja pela arte, seja pelas atuações ou simplesmente pela cultura que há do outro lado do mundo. Aqui, os costumes de orientais e ocidentais são colocados a prova perante a um assunto bastante controverso no mundo todo. De um lado uma família tradicional, neste caso chinesa, do outro um filho homossexual. Ambos lados com objetivos e convicções próprios. Além disso, há a diferença cultural que também os coloca em lados opostos. Enquanto um prefere a cultura ao corpo, o outro prefere o olhar introvertido do seu corpo; enquanto um lado vive uma vida prática e moderna, o outro quer uma vida regrada e fundamentada em uma tradição ancestral que passa de geração para geração. Apenas isso, já seria um enredo e tanto. Mas tem o olhar de Ang Lee, um olhar especial, leve, simples, um olhar repleto de reflexões claras ou subliminares, um olhar afetuoso, cuidadoso, enfim, um olhar completo. É um filme para a família, ou um filme para entender que há sim grandes diferenças entre pessoas, e muito mais, entre culturas, mas também, mostra que o óbvio nem sempre é o óbvio, sendo que a tradição pode se romper por amor, ou o modernismo pode ser tradicional. É um ensinamento de vida!"

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Ang Lee é um dos meus diretores americanos preferidos (apesar de não ser americano), sempre tocando com muita sensibilidade nos temas mais prementes para a alma humana. Assim, com muito sentimento ele desenrola a história de 'O Banquete de Casamento', o qual roteirizou, produziu e dirigiu em parceria com sua terra natal, Taiwan. A história é simples: um homem chinês que, vivendo toda sua homossexualidade no ocidente em hipótese alguma pode contar isso à sua família que vive em Taiwan. O pai fica doente e ele se envolve em uma trama para se casar e agradar ao pai e aos costumes da tradição. Mas este contexto não seria completamente compreendido pelo expectador se não fosse feito com muito cuidado, levando em conta detalhes simples da vivência e do jeito de viver oriental, mais especificamente, o chinês. Assim, para um estudioso da cultura chinesa ou simples interessado no estudo deste 'outro', vale a pena explorar os mínimos detalhes como cores, gestos, falta de gestos, afetos... e as relações que se estabelecem nesta história entre os nossos personagens do outro lado do mundo, do começo ao fim da película. Ang Lee não poderia deixar de mostrar na tela a cultura na qual nasceu, os pontos mais importantes do pensamento chinês e do modo de se relacionar entre os membros de uma família dentro deste contexto. Outro ponto interessante também é a questão da mistura de culturas, presente no banquete que é realizado para comemorar o casamento, incluindo rituais tradicionais junto com toda influência ocidental que eles receberam, deixando para o espectador atento refletir sobre as qualidades e faltas das duas formas de se vivenciar o mundo. No meio disso tudo, fiquei impressionado com a profundidade dos personagens e das relações que eles estabelecem entre si, sendo que ao piscar se perde grande parte de tudo que ali acontece: tudo gira de modo muito dinâmico e interessante, aguçando vários sentimentos e emoções como a curiosidade sobre o que acontecerá a seguir, assim como a torcida para que os desfechos se deem de uma forma ou de outra. Desta forma, se formos comentar a psicologia dos personagens e suas relações teremos que produzir um enorme texto, o que não pretendo neste pequeno espaço que criamos; de outro lado, se for para resumir, não se atingirá o que se deve dizer, sendo melhor não reduzir e encerrar dizendo que excepcionais atores mostram toda emoção em cena para nos ensinar que a sétima arte serve ao nosso bem pensar e, assim, ao nosso bem viver."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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22 abril 2012

1001 Filmes: O Balconista (Clerks)

DIREÇÃO: Kevin Smith;
ANO: 1994;
GÊNEROS: Comédia e Drama;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: Inglês;
ROTEIRO: Kevin Smith;
BASEADO EM: ideia de Kevin Smith;
PRINCIPAIS ATORES: Brian O'Halloran (Dante Hicks); Jeff Anderson (Randal Graves); Marilyn Ghigliotti (Veronica); Lisa Spoonhauer (Caitlin Bree) por Lisa Spoonauer; Jason Mewes (Jay) e Kevin Smith (O Silencioso Bob).




SINOPSE: "O filme que lançou Kevin Smith à fama é uma visão do mundo pop adolescente: ele mostra um dia na vida de dois balconistas, Dante e Randal, e suas discussões banais sobre filmes, mulheres e outras casualidades." (Cineplayers)


"O filme retrata a vida de dois balconistas de pequenos comércios locais. Um trabalha em uma locadora de vídeos e mesmo não gostando do seu trabalho aceita a situação e aproveita para se deliciar com os vídeos pornôs da loja. O outro trabalha em uma venda, da qual não gosta e não aceita o trabalho que tem. As lojas são divididas por uma parede e dois drogaditos. Quando dá na telha, fecham a lojas, vão jogar hóquei na laje ou aparecem no velório de uma antiga colega. O interessante é que o balconista do mercado, apesar das centenas de itens disponíveis só vende cigarros, e alguns chicletes por pressão, mesmo tendo em sua porta dois viciados em substâncias químicas. E na loja ao lado, apesar de ter centenas de VHS´s, o balconista só fala e comercializa vídeos eróticos. Vale ressaltar as 3 características principais do diretor ao filmar seus filmes, já presentes nessa sua estreia: Nova Jérsei, Star Wars e quadrinhos, além de histórias secundárias bastante inusitadas, dois ou três cenários e falas longas e complexas, ao menos nesse primeiro filme. Essa mistura aloucada é chamada 'O Balconista'."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Certamente é um filme interessante desde sua ideia inicial até o modo como é filmado: dois jovens balconistas de lojas vizinhas que nos mostram um dia de vida trabalhando em ocupações que não lhe dão prazer, mas certamente muitas aventuras no pequeno espaço que ocupam em suas lojas. O filme se desenrola através de poucos focos de câmera mostrando basicamente a frente dos balcões de trabalho dos dois protagonistas, assim como a frente das lojas onde dois drogaditos permanecem comprando, vendendo e usando drogas. As atuações de Jeff Anderson (Randal) e de Brian O´Halloran (Dante) são perfeitas e até o diretor, Kevin Smith dá suas caras como um dos alucinados que ficam em frente à loja. Cada pessoa que entra nas lojas mostra seu humor e diverte os dias dos balconistas e o diretor certamente se inspirou em sua vivência pessoal já que ele mesmo foi balconista por muitos anos daquela loja de conveniência que aparece no filme. A inovação mais interessante da obra é a inserção, no meio do preto e branco que assistimos, de uma sequência em quadrinhos deixando tudo bem colorido e interessante. Smith é um diretor que conseguiu seu espaço e se mostra desde o começo de sua carreira, há cerca de 20 anos, muito promissor, e coloca neste filme diversas reflexões de vida muito simples (e, ao mesmo tempo, paradoxalmente complexas) como a questão de que Dante detesta seu trabalho e sua vida e convive com Randal que o questiona: 'se não gosta daqui porque não vai embora? É uma decisão simples, só depende de você.' Será mesmo? Vale a pena ver."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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