Mostrando postagens com marcador Década de 1980. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Década de 1980. Mostrar todas as postagens

09 julho 2012

1001 Filmes: Amadeus (Amadeus)

DIREÇÃO: Milos Forman;
ANO: 1984;
GÊNEROS: Drama;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: inglês e italiano;
ROTEIRO: Peter Shaffer;
BASEADO EM: peça de teatro homônima de Peter Shaffer;
PRINCIPAIS ATORES: F. Murray Abraham (Antonio Salieri); Tom Hulce (Wolfgang Amadeus Mozart); Elizabeth Berridge (Constanze Mozart); Jeffrey Jones (Imperador José II); Simon Callow (Emanuel Schikaneder); Roy Dotrice (Leopold Mozart); Christine Ebersole (Katerina Cavalieri); Charles Kay (Conde de Orsini-Rosenberg); Barbara Bryne (Frau Weber); Martin Cavina (Salieri Jovem); Roderick Cook (Conde de Von Strack); Milan Demjanenko (Karl Mozart) e Peter DiGesu (Francesco Salieri).




SINOPSE: "Após tentar se suicidar, Salieri (F. Murray Abraham) confessa a um padre que foi o responsável pela morte de Mozart (Tom Hulce) e relata como conheceu, conviveu e passou a odiar Mozart, que era um jovem irreverente mas compunha como se sua música tivesse sido abençoada por Deus." (InterFilmes)


"Para começo de conversa, um dos melhores filmes dentre os mais de 70 que assistimos para esta seção. Sem dúvida! Milos Forman já nos foi apresentado, aqui mesmo nesta seção, com o filme 'O Baile Dos Bombeiros (Horí, Má Panenko, Milos Forman, 1967)', e de uma forma nada prazerosa, o que me deixou com uma pulga atrás da orelha para este filme. Mas de forma contrária àquele, tudo que vimos neste filme não nos faz lembrar em nada com o seu primeiro nesta seção. Nada! Aqui vemos belas atuações de todos os atores e uma atuação das melhores de todos os filmes é de Fahrid Murray Abraham, simplesmente sublime. A fotografia, a arte, o figurino, o enredo, a maquiagem, todos merecedores de destaque, e se um deles fosse realocado em um filme medíocre, este passaria a ser considerado excelente. Mesmo assim há algo que incrivelmente supera tudo: a música. Dizer que Wofie é um gênio e sua obra única, é redundância, mas é sempre bom reforçar algo que realmente é genial e único, e utilizar uma ínfima parte de sua obra para embalar a retratação de sua vida é algo transcendental. Mozart é quase um palhaço, Salieri, o invejoso sem talento, o enredo, apenas a constatação da vida de Mozart através do olhar de Salieri, e por si só, uma disputa com melancolia, traição, mentira e dor, assim, se não fosse a genialidade do personagem principal, a velocidade e direção certa do diretor e a verdade nas interpretações dos atores principais, não resultasse em um trabalho tão espetacular. Ver os dois compositores lendo as partituras é algo que vai além da imaginação, que nos faz imaginar como deve ser a cabeça de alguém que vive de música. Espetacular! Mas ainda tenho que destacar a cena onde Amadeus está doente em sua cama e Salieri, com aprovação e necessidade de ambos, ajuda Mozart a escrever sua última partitura. O encantamento de Salieri e a genialidade de Wolfie, juntos, para mim, uma das cenas mais bonitas, emocionantes, verdadeiras e profundas já vistas no cinema, sem palavras! Filme sensacional!"

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Assistir 'Amadeus' traz aquele sentimento de se estar em dia com a atividade de cinéfilo, pois é uma obra obrigatória para quem deseja experimentar a sétima arte como se deve. Milos Forman não esta, até este filme, entre meus diretores favoritos, mas esta obra foi conduzida por ele tão bem quanto Mozart realizava suas óperas, e talvez isso, tenha muito do fato de um diretor checo fazer este trabalho. Neste sentido, deixo a dica para assistirem à versão Director's Cut, que tem a obra completa sem cortes comerciais. Neste filme encontramos uma história real, mas floreada livremente pelos realizadores, pois não sabemos a veracidade de muitas das informações históricas da vida de Mozart ou de Salieri ou dos outros personagens. Talvez o Imperador José II seja mais fiel, pois sendo uma autoridade, há maiores registros. Mesmo assim, sendo obra real misturada com ficção, é uma história que vale a pena ser apreciada, com fotografia, atuações e edição ímpares. É fantástico acompanhar o velho Antonio Salieri contar sua história ao lado de Mozart, colocando no tom de sua voz toda emoção que sentia em cada etapa de sua caminhada ao lado daquele que tinha sentimentos contraditórios, ora de admiração intensa, ora de inveja corrosiva. As apresentações musicais deixam a tela ainda mais bonita, seja pela performance dos atores e músicos, seja pelo cenário fiel ao histórico, nos fazendo sentir dentro do teatro, desfrutando de uma ópera de Mozart no momento em que ela está sendo apresentada ao mundo pela primeira vez. Dois pontos históricos facilitaram a criação do enredo: a morte misteriosa de Mozart, cuja causa pode ter sido várias; a loucura de Salieri no final de sua vida, momento no qual falava que havia matado o seu amigo, realmente, mas muito motivado pela loucura... e somente isso, talvez? Tudo isso e o clima de sentimentos à flor da pele garantiram ao filme diversos prêmios, incluindo Oscar, e reconhecimento para os grandes atores que estrelaram o filme, sendo os principais: Fahrid Murray Abraham (Antonio Salieri), Tom Hulce (Mozart) e Jeffrey Jones (Imperador José II), sendo os dois últimos hoje muito diferentes fisicamente (pois é, o tempo passa e transforma). Um filme que mostra o quanto a vida pode ser medíocre, no sentido de que os momentos de felicidade se esvaem e são poucos, e no fim, podemos ficar mesmo sós e loucos, que só de escrever sobre ela já faz-se perder sua grandeza, porque as palavras não exprimem os sentimentos como eles são."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





Para entender o que são os '1001 Filmes', acesse a página explicativa.

Para entender a dinâmica do 'O Teatro Da Vida' visite a página sobre o blog.





















Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

30 março 2012

Sétima Arte Brasil: A Marvada Carne (André Klotzel, 1985)

DIREÇÃO: André Klotzel;
ANO: 1985;
GÊNEROS: Comédia;
ROTEIRO: André Klotzel e Carlos Alberto Sofredini;
BASEADO EM: ideia de André Klotzel;
PRINCIPAIS ATORES: Adilson Barros (Quim); Fernanda Torres (Carula); Dionísio Azevedo (Nhô Totó); Geny Prado (Nhá Policena); Lucélia Maquiavelli (Nhá Tomasa); Regina Casé (Mulher Diaba); Chiquinho Brandão (Malandro); Tio Celso (Preto Velho); Nelson Triunfo (Curupira); Tonico & Tinoco (Dupla Caipira); Paco Sanches (Serafim) e Henrique Lisboa (Padre).




SINOPSE: "Nhô Quim vive lá nos cafundós em companhia do cachorro e da cabra de estimação. Aquela vidinha besta no meio do mato não dá pé e ele resolve cair no mundo e procurar a solução para duas questões que o incomodam: arranjar uma boa moça para o casório e comer a tal carne de boi, um desejo que fica ruminando sem parar dentro dele. Nas suas andanças, Nhô Quim vai dar na casa de Nhô Totó, cuja filha está em conflito com Santo Antônio, que não anda colaborando para ela arranjar um bom marido. E logo Nhô Quim descobre que o pai da moça tem um boi reservado para a ocasião do casamento da filha. Será este o momento para Nhô Quim realizar seus dois maiores desejos?" (Programadora Brasil).


"Mais um filme brasileiro que retrata bem a vida do nosso povo sofrido, pobre e caipira. Enquanto 'Os Fuzis (Ruy Guerra, 1964)', comentado aqui anteriormente, retrata o povo sofrido do nordeste, este retrata o povo sofrido do interior do sudeste brasileiro. Em ambos, a cultura nacional é despejada de forma cavalar, mas aqui há uma beleza e um pudor maior nas captações culturais e populares. Vale destacar as participações especiais dos criadores da música caipira raiz, Tonico & Tinoco, além da participação mais que especial de Dionísio Azevedo. A mulher diaba interpretada por Regina Casé também merece destaque, pois mostra o quão puro e inocente eram os homens e mulheres desse interiorzão, mas convictos e desmedidos. Um dos maiores personagens do nosso folclore, o Curupira, também é representado aqui, e dele vem um moonwalker a lá Michael Jackson. Ainda aparecem outros dois personagens da nossa cultura: o preto velho e o malandro. Um enredo rico em cultura nacional, trazendo vários personagens do folclore brasileiro ao mesmo tempo que faz duras críticas ao regime econômico instalado no país, conseguindo ser divertido e interessante, graças ao profissionalismo do diretor e às grandes atuações."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Um homem que mora só no fim do mundo e que deseja, mais que tudo, comer carne de boi e ter uma mulher para colorir sua vida: roteiro perfeito para uma pornochanchada brasileira ou para um grandioso drama, é o que eu esperava. Mas não encontrei isso. Apesar dos muitos prêmios ganhos no ano de seu lançamento, eu não gostei da maior parte desta obra. Com todo respeito aos realizadores, acredito que a comédia que embala o roteiro deixa este último um tanto quanto forçado ou estranho de se ver, um filme meio 'esquisito'. As atuações também não me agradaram, em geral, mas destaco as grandes participações de Fernanda Torres, Adilson Barros e Lucélia Machiaveli, enriquecendo o filme. O problema talvez seja no texto, e tudo com este sotaque caipira cômico, o que me levou a pensar neste filme com teor dramático e imaginar que assim poderia se tornar grande. A metáfora do homem em busca de seu sonho é um ótimo argumento, principalmente ensinando que se pode alcançar tudo com simplicidade e felicidade. Não posso deixar de falar da Regina Casé que aparece ao final do filme com todo seu talento para iniciar uma sequencia que salva a história toda: o encontro de Quim com o Diabo. A cena posterior, da cidade, mostrando a época de inflação e ditadura do país, também me agradou muito, pena que já estava no fim."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





Para entender a seção 'Sétima Arte Brasil' visite a postagem explicativa.

Para entender a dinâmica do 'O Teatro Da Vida' visite a página sobre o blog.












Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

18 fevereiro 2012

1001 Filmes: Ilha Das Flores (Ilha Das Flores)

DIREÇÃO: Jorge Furtado;

ANO: 1989;
GÊNEROS: Curta, Documentário e Experimental;
NACIONALIDADE: Brasil;
IDIOMA: Português;
ROTEIRO: Jorge Furtado;
BASEADO EM: ideia de Jorge Furtado;
PRINCIPAIS ATORES: Paulo José (Narrador); Ciça Reckziegel (Dona Anete); Douglas Traini (Marido de Anete); Júlia Barth (Filha de Anete); Igor Costa (Filho de Anete); Irene Schmidt (Cliente de Anete); Gozei Kitajima (Sr. Suzuki 1); Takehiro Suzuki (Sr. Suzuki 2) e Luciane Azevedo (Ana Luiza Nunes).




SINOPSE: "Um tomate é plantado, colhido, transportado e vendido num supermercado, mas apodrece e acaba no lixo. Acaba? Não. Ilha Das Flores segue-o até seu verdadeiro final, entre animais, lixo, mulheres e crianças. E então fica clara a diferença que existe entre tomates, porcos e seres humanos." (Casa De Cinema De Porto Alegre)


"Ter um cérebro e um polegar é o que nos difere de outros animais. Cérebro para não pensar e polegar para pagar. O enredo que conta a trajetória de um tomate de forma exageradamente didática e chata, deixa seu recado de forma clara e explícita, não restando dúvidas ou dualidades. Sem margem para interpretações, só nos resta receber aquelas informações e guardá-las ou ignorá-las, afinal, a vida de um tomate conta sobre a natureza humana, podem crer."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"O melhor de assistir a este curta é a oportunidade de se conhecer um pouco mais dos excelentes trabalhos realizados no sul do Brasil e pelo grandioso diretor Jorge Furtado, o qual já elogiamos sua trajetória recentemente (clique aqui para ver). Além disso (e prova de toda esta honra), estamos falando de um filme que foi considerado pela crítica europeia como um dos mais importantes curtas-metragens do século passado, sendo premiado em diversos países. Logo no começo nos deparamos com a frase 'Deus não existe', vendo em seguida o ser humano e todas as suas escolhas dentro do livre-arbítrio que tem, utilizando-se da lógica capitalista para conviver com os seus companheiros. Para mostrar toda lógica da história, Furtado utiliza de imagens 'toscas' e recortes caseiros como pano de fundo para o excelente e irônico texto narrado por Paulo José. O curta conta a trajetória de um tomate, para no fim, explicar como o dinheiro gera relações desiguais entre as pessoas, mas nada disso muito didaticamente, sim poeticamente. Concluindo, se liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, no encerramento fica ecoando em nossa mente: liberdade... eu a tenho? Eu a proporciono?"

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





Para entender o que são os '1001 Filmes', acesse a página explicativa.

Para entender a dinâmica do 'O Teatro Da Vida' visite a página sobre o blog.






















Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...