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03 fevereiro 2013

1001 Filmes: Amigo Americano (Der Amerikanische Freund)

DIREÇÃO: Wim Wenders;
ANO: 1977;
GÊNEROS: drama, policial, suspense, thriller;
NACIONALIDADE: França, Alemanha e Inglaterra;
IDIOMA: inglês e alemão;
ROTEIRO: Patricia Highsmith e Wim Wenders;
BASEADO EM: romance 'Ripley's Game' de Patricia Highsmith e ideia de Win Wenders;
PRINCIPAIS ATORES: Dennis Hopper (Tom Ripley); Bruno Ganz (Jonathan Zimmermann); Lisa Kreuzer (Marianne Zimmermann); Gérard Blain (Raoul Minot); Nicholas Ray (Derwatt); Samuel Fuller (mafioso americano) e David Blue (Allan Winter).




SINOPSE: "Moldurista alemão acredita sofrer de uma doença incurável quando recebe uma proposta de um gângster: matar um rival em troca de uma quantia que garantisse tranqüilidade financeira à sua família após sua morte. Mas o que ele não sabe é que por trás de tudo isso está Tom Ripley, com quem tem um áspero contato." (Cineplayers)


"Um filme que não nega a raça! Típico filme alemão, com enredo e atuações truncadas, densas, frias, lineares, pesadas, profundas, feias. Se estivesse a olhar um rosto, seria um rosto inexpressivo. O filme se prende ao enredo e nada além, figurino, atuação, edição, não são relevantes aqui. Mas há um toque de filme finlandês ao filme alemão, algumas paisagens surgem para quebrar todo esse lado alemão. Um ponto positivo são os momentos que o diretor arma uma situação e te leva a crer que terá um determinado final, mas na verdade, é só mais uma cena corriqueira. Porém um filme completamente oposto ao esplêndido 'Asas Do Desejo (Der Himmel Über Berlin, 1987)'. Talvez para Wim a vida não endureceu seu coração, quero dizer, roteiro."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Este é um filme bem interessante por suas curiosidades, como o fato de sete diretores trabalharem como atores, personagens criminosos, assim como ser o início de uma grande parceria de Wim Wenders com o ator Bruno Ganz. Mas no geral é uma obra com longos períodos em uma só ação. Há uma cena de assassinato com o trem em movimento em que os personagens, com breves falas, dizem muito com todo seu gestual, deixando tudo bem dinâmico através daquela atuação ali, sendo que tal cena é a que fica para mim como a melhor do filme. Wim Wenders tem este jeito próprio de alongar as cenas para demonstrar algo que ali está subliminarmente escrito, como já vimos em 'Asas Do Desejo (Der Himmel Über Berlin, Wim Wenders, 1987)', mas parece que em 'O Amigo Americano’ tudo se torna um tanto quanto monótono, ainda mais para um filme policial. Mas mesmo assim continuo gostando muito de Wim Wenders. Por fim, a refilmagem de 2003, 'O Talentoso Ripley', me pareceu um tanto quanto mais sedutor, o personagem é excelente.

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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20 janeiro 2013

1001 Filmes: Banzé No Oeste (Blazing Saddles)

DIREÇÃO: Mel Brooks;
ANO: 1974;
GÊNEROS: comédia, faroeste;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: inglês;
BASEADO EM: história de Andrew Bergman;
PRINCIPAIS ATORES: Cleavon Little (Bart); Gene Wilder (Jim); Slim Pickens (Taggart); Harvey Korman (Hedley Lamarr); Madeline Kahn (Lili Von Shtupp); Mel Brooks (Governador William J. Lepetomane / Chefe Indígena); Burton Gilliam (Lyle); Alex Karras (Mongo); David Huddleston (Olson Johnson); Liam Dunn (Rev. Johnson); John Hillerman (Howard Johnson); George Furth (Van Johnson).




SINOPSE: "Numa cidadezinha do Oeste onde todos se chamam Johnson, a população é aterrorizada por bandidos liderados pelo malvado Hedley Lamarr, que sabe que as terras irão valer muito dinheiro com a passagem da ferrovia. O governador William envia um novo xerife para controlar a situação, o ex-ferroviário Bart. Bart é negro e é hostilizado pela população racista mas recebe ajuda do pistoleiro bêbado mas rápido no gatilho, The Waco Kid." (wikipedia)





"O lendário diretor de sátiras não poderia deixar passar batido o gênero faroeste, aquele que pode ser considerado o mais verdadeiro enredo estadunidense. E brincar com isso não é fácil, além de ser muito arriscado. Mas Brooks tentou, e conseguiu. E não se contentou em satirizar o velho oeste, ainda misturou a trama o preconceito racial, conseguindo fazer do filme, mesmo que sem querer, um aliado a quebra desse preconceito. Também abordou, com menos enfoque, a questão do machismo e do preconceito de gênero, numa terra onde podem brincar com tudo, seja com o poderio dos brancos sobre os negros seja pela cultura local, mas falar de homossexualismo ou feminismo, já é considerado uma afronta, uma desrespeito. Mas como disse Mongo: 'Mongo apenas joguete no teatro da vida', não cabe aqui para o enredo e a coragem do diretor."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Para entender a que gênero pertence este filme tem que se entender que o diretor, Mel Brooks, admira paródias de situações de outros filmes, gosta de colocar um pouco de riso no drama. Neste filme ele faz paródia do faroeste, criando, de certa forma, um gênero: faroeste cômico. No meio disso tudo coloca alguns temas que fazem rir e polemizam, como um xerife negro cuidando da segurança da pequena cidade do oeste, dando margem à reflexões acerca do preconceito racial, ainda mais para a época em que foi filmado. Mas mais do que isso, acredito que ele pretendia mesmo era somente fazer rir, trazendo a reflexão de carona. Para o meu gosto o filme não é tão interessante, mas vai ficando cada vez melhor ao se aproximar do final e fica melhor ainda entendendo o que pretende o diretor com esta obra: faroeste ou comédia? Nenhuma das duas e, ao mesmo tempo, ambos. Vale ressaltar as ótimas interpretações: Cleavon Jake Little, o protagonista negro. Gene Wilder (A Fantástica Fábrica de Chocolate, Willy Wonka And The Chocolate Factory, Mel Stuart, 1971) como o gatilho mais rápido do oeste e Harvey Herschel Korman, o vilão da história. Ah, o diretor também participa como ator, um governador muito louco."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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11 junho 2012

1001 Filmes: O Conformista (Il Conformista)

DIREÇÃO: Bernardo Bertolucci;
ANO: 1970;
GÊNEROS: Político e Policial;
NACIONALIDADE: Itália, França e Alemanha;
IDIOMA: italiano e francês;
ROTEIRO: Bernardo Bertolucci;
BASEADO EM: romance homônimo de Alberto Moravia;
PRINCIPAIS ATORES: Jean-Louis Trintignant (Marcello Clerici); Stefania Sandrelli (Giulia); Gastone Moschin (Manganiello); Enzo Tarascio (Professor Quadri); Fosco Giachetti (O Coronel); José Quaglio (Ítalo); Dominique Sanda (Anna Quadri); Pierre Clémenti (Lino); Yvonne Sanson (Mãe de Giulia); Milly (Mãe de Marcello); Giuseppe Addobbati (Pai de Marcello); Christian Aligny (Raoul) e Pasquale Fortunato (Marcello criança).




SINOPSE: "Em 1938, em Roma, Marcello acaba de aceitar um trabalho para Mussollini e flerta com uma bela jovem. Marcello resolve viajar a Paris em sua lua de mel e aproveita para cumprir uma missão designada por seus chefes: vigiar um professor que fugiu da Itália assim que os fascistas assumiram o poder no país." (Cineplayers)


"Bernardo Bertolucci aparece pela segunda vez em nossa saga, e a primeira vez foi antes dos 10% de toda essa trajetória que definimos com os 1001 Filmes, com '1900 (Novecento, 1976)'. Assim como o nosso primeiro representante, o filme é impecável na sua arte e fotografia, dando prazer aos olhos independente de sua trama, por isso, merece estar nos 1001. Retratar o mesmo período da Europa e Itália também aproximam os dois filmes. Porém, em outra ponta, o 'O Conformista' se distancia de 1900 por alguns aspectos. Não é um filme linear, talvez, uma tentativa, não feliz, de dar mais sentido à trama. A história, apesar de um contexto forte, pesado, tanto num todo como no mundo de Marcello, não desenrola, não engrena, fica faltando começar, e termina sem terminar, o que deixa o filme normal, básico. Porém, as atuações são sensacionais, principalmente de suas duas esposas/namoradas. Se você gosta de trama, indicamos outros, mas se privilegia a beleza, tem que estar no topo de sua lista de 'próximos filmes que tenho que assistir'."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Este é um filme difícil de analisar, mas muito bem realizado por Bertolucci, com fotografia e técnicas belíssimas e um elenco afinado, que contém, inclusive, José Quaglio, interpretando o amigo cego do protagonista e que o acompanha até o fim, talvez sendo a pessoa que mais vê no filme todo. Assim, nosso anti-herói, vivido pelo ator Jean-Louis Trintignant se alia ao governo para impedir que as ideias de um antifascista sigam adiante, matando-o, sendo esta sua missão atual. No entanto, nesse caminho, vemos a história de sua vida passar, desde uma sedução homossexual na infância até a família sem eira nem beira composta por uma mãe solitária e desorganizada e um pai interno de hospital psiquiátrico. Por vezes parece que ao relembrar alguns pontos de sua história ele quer lhe dar significados, mas em outros momentos o vejo como somente um personagem frio e metódico sem dúvidas seguindo seu objetivo. Algumas coisas não são claras e o uso da psicanálise para embasar o enredo não é marcante, se é que foi esta a proposta do diretor. O mais interessante na história toda, a meu ver, é a relação entre ele, sua esposa (vivida pela atriz Stefania Sandrelli) e a esposa do professor que quer assassinar (personagem da belíssima atriz e modelo Dominique Sanda). Neste sentido, apesar da busca de normalidade expressa pelo protagonista, a relação entre o trio demonstra toda sexualidade contida em cada um deles, mesmo que sua esposa resista às investidas da outra. Enfim, quem é o homem do filme? Um conformado, um revoltado, uma pessoa em busca de sua identidade? O que dá para se saber é que no final ele se defronta com uma violenta quebra da identidade que usava até então."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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