Mostrando postagens com marcador Alemanha Ocidental. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alemanha Ocidental. Mostrar todas as postagens

11 junho 2012

1001 Filmes: O Conformista (Il Conformista)

DIREÇÃO: Bernardo Bertolucci;
ANO: 1970;
GÊNEROS: Político e Policial;
NACIONALIDADE: Itália, França e Alemanha;
IDIOMA: italiano e francês;
ROTEIRO: Bernardo Bertolucci;
BASEADO EM: romance homônimo de Alberto Moravia;
PRINCIPAIS ATORES: Jean-Louis Trintignant (Marcello Clerici); Stefania Sandrelli (Giulia); Gastone Moschin (Manganiello); Enzo Tarascio (Professor Quadri); Fosco Giachetti (O Coronel); José Quaglio (Ítalo); Dominique Sanda (Anna Quadri); Pierre Clémenti (Lino); Yvonne Sanson (Mãe de Giulia); Milly (Mãe de Marcello); Giuseppe Addobbati (Pai de Marcello); Christian Aligny (Raoul) e Pasquale Fortunato (Marcello criança).




SINOPSE: "Em 1938, em Roma, Marcello acaba de aceitar um trabalho para Mussollini e flerta com uma bela jovem. Marcello resolve viajar a Paris em sua lua de mel e aproveita para cumprir uma missão designada por seus chefes: vigiar um professor que fugiu da Itália assim que os fascistas assumiram o poder no país." (Cineplayers)


"Bernardo Bertolucci aparece pela segunda vez em nossa saga, e a primeira vez foi antes dos 10% de toda essa trajetória que definimos com os 1001 Filmes, com '1900 (Novecento, 1976)'. Assim como o nosso primeiro representante, o filme é impecável na sua arte e fotografia, dando prazer aos olhos independente de sua trama, por isso, merece estar nos 1001. Retratar o mesmo período da Europa e Itália também aproximam os dois filmes. Porém, em outra ponta, o 'O Conformista' se distancia de 1900 por alguns aspectos. Não é um filme linear, talvez, uma tentativa, não feliz, de dar mais sentido à trama. A história, apesar de um contexto forte, pesado, tanto num todo como no mundo de Marcello, não desenrola, não engrena, fica faltando começar, e termina sem terminar, o que deixa o filme normal, básico. Porém, as atuações são sensacionais, principalmente de suas duas esposas/namoradas. Se você gosta de trama, indicamos outros, mas se privilegia a beleza, tem que estar no topo de sua lista de 'próximos filmes que tenho que assistir'."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Este é um filme difícil de analisar, mas muito bem realizado por Bertolucci, com fotografia e técnicas belíssimas e um elenco afinado, que contém, inclusive, José Quaglio, interpretando o amigo cego do protagonista e que o acompanha até o fim, talvez sendo a pessoa que mais vê no filme todo. Assim, nosso anti-herói, vivido pelo ator Jean-Louis Trintignant se alia ao governo para impedir que as ideias de um antifascista sigam adiante, matando-o, sendo esta sua missão atual. No entanto, nesse caminho, vemos a história de sua vida passar, desde uma sedução homossexual na infância até a família sem eira nem beira composta por uma mãe solitária e desorganizada e um pai interno de hospital psiquiátrico. Por vezes parece que ao relembrar alguns pontos de sua história ele quer lhe dar significados, mas em outros momentos o vejo como somente um personagem frio e metódico sem dúvidas seguindo seu objetivo. Algumas coisas não são claras e o uso da psicanálise para embasar o enredo não é marcante, se é que foi esta a proposta do diretor. O mais interessante na história toda, a meu ver, é a relação entre ele, sua esposa (vivida pela atriz Stefania Sandrelli) e a esposa do professor que quer assassinar (personagem da belíssima atriz e modelo Dominique Sanda). Neste sentido, apesar da busca de normalidade expressa pelo protagonista, a relação entre o trio demonstra toda sexualidade contida em cada um deles, mesmo que sua esposa resista às investidas da outra. Enfim, quem é o homem do filme? Um conformado, um revoltado, uma pessoa em busca de sua identidade? O que dá para se saber é que no final ele se defronta com uma violenta quebra da identidade que usava até então."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





Para entender o que são os '1001 Filmes', acesse a página explicativa.

Para entender a dinâmica do 'O Teatro Da Vida' visite a página sobre o blog.





















Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

14 janeiro 2012

1001 Filmes: Aguirre, A Cólera Dos Deuses (Aguirre, Der Zorn Gottes)


DIREÇÃO: Werner Herzog;
ANO: 1972;
GÊNEROS: Aventura e Drama;
NACIONALIDADE: Alemanha Ocidental;
IDIOMA: Alemão;
ROTEIRO: Werner Herzog;
BASEADO EM: Fatos Históricos;
PRINCIPAIS ATORES: Klaus Kinski (Lope de Aguirre); Helena Rojo (Inez de Atienza); Ruy Guerra (Don Pedro de Urzúa); Del Negro (Padre Gaspar de Carvajal); Peter Berling (Don Fernando de Guzman); Cecilia Rivera (Florés de Aguirre); Daniel Ades (Perucho); Edward Roland (Okello); Armando Polanah (Armando); Alejandro Repullés (Gonzalo Pizarro) e Justo González (González).




SINOPSE: "No século XVI, uma expedição de conquistadores espanhois se embranha na parte peruana da selva amazônica em busca de Eldorado, o reino de ouro perdido. Um ambicioso aventureiro, Lope de Aguirre, derruba do comando seu superior e passa a dar ordens a um grupo de pessoas que se separa dos demais para cumprir uma missão. Porém, aos poucos, a selva vai provocando loucura e obsessão, além de dizimar os membros da expedição." (Cineplayers).


"A dinâmica deste filme, a intensidade, a abordagem é algo novo presente nesta história. O filme todo se passa na selva, e boa parte dele sobre embarcações dentro dos rios da Amazônia. Ao mesmo tempo em que o filme não traz emoções e agilidade, ele é muito dinâmico, dentro da sua proposta de enredo. A intensidade de atuação é muito real e forte, talvez despertada pela loucura, e até pela ameça de morte, do próprio diretor. A sua história, pode parecer muito desconexa, sem sentido e desinteressante, mas conforme o filme vai se desenrolando, aqueles personagens que parecem zumbis dentro da selva vão criando um ambiente de indefinição e extermínio. É um filme único, talvez não encontremos nada desse tipo em nossa jornada e de tão diferente, acaba sendo pesado e denso demais para uma repetição a curto e médio prazo."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Baseado em uma história real, a do aventureiro Lope de Aguirre, o filme se passa pouco depois da descoberta de nossas terras e mostra a ânsia por poder de um homem com pouca sanidade, que ao se encontrar em situação limite, coloca toda sua loucura para trabalhar. É interessante citar que o próprio ator que interpretou o líder Aguirre também se considerava um pouco louco, sendo uma pessoa de temperamento explosivo e variações de humor constantes. Este, Klaus Kinski, era o ator preferido do diretor Werner Herzog e talvez muito da voracidade que encontramos nas cenas deste filme, e de outros em que os dois trabalharam juntos, deve-se ao relacionamento conturbado entre eles, talvez porque Herzog desejasse ter poder sobre as atuações de alguém que não aceitava rédeas. A história do filme se detém nesta situação limite de pessoas vindas da Europa para se aventurarem Rio Amazonas abaixo, enfrentando ambiente e habitantes desconhecidos e agressivos. Herzog talvez quisesse mostrar exatamente como estas pessoas agiriam com o estresse causado pelo contexto e retirar deles seus momentos menos sãos. A própria história da produção do filme é uma epopéia, com os desentendimentos entre o diretor e Kinski, com alemães atuando e vivendo por várias semanas às margens e dentro do Rio Amazonas. Talvez eles buscassem o Eldorado que a expedição espanhola também almejou conhecer séculos atrás. Com imagens muito reais da força do rio e da agressividade das pessoas, eis a história de um homem que viajava em direção à cidade do ouro, mas que na verdade só queria poder e reconhecimento, indo até as últimas conseqüências de sua sanidade. Um filme com o tema 'coragem' de perseguir por águas tortuosas os objetivos almejados. Não se é feliz se não se for um pouco louco."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





Para entender o que são os '1001 Filmes', acesse a página explicativa.

Para entender a dinâmica do 'O Teatro Da Vida' visite a página sobre.






















Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

03 setembro 2011

1001 Filmes: Adeus, Meninos (Au Revoir Les Enfants)

DIREÇÃO: Louis Malle;
ANO: 1987;
GÊNEROS: Drama;
NACIONALIDADE: França e Alemanha Ocidental;
IDIOMA: Francês;
ROTEIRO: Louis Malle;
BASEADO EM: vivência de Louis Malle;
PRINCIPAIS ATORES: Gaspard Manesse (Julien Quentin); Raphael Fejtö (Jean Bonnet ou Jean Kippelstein); Francine Racette (Madame Quentin); Stanislas Carré de Malberg (François Quentin) como Stanislas Carré De Malberg; Philippe Morier-Genoud (Padre Jean); François Berléand (Padre Michel); François Négret (Joseph); Peter Fitz (Muller); Pascal Rivet (Boulanger); Benoît Henriet (Ciron); Richard Leboeuf (Sagard); Xavier Legrand (Babinot); Arnaud Henriet (Negus); Jean-Sébastien Chauvin (Laviron) e Luc Etienne (Moreau) como Luc Étienne.





SINOPSE: "França, inverno de 1944. Julien Quentin (Gaspard Manesse) é um garoto de 12 anos que frequenta o colégio Sr. Jean-de-la-Croix, que enfrenta grandes dificuldades devido a 2º Guerra Mundial. Lá ele se torna o melhor amigo de Jean Bonnett (Raphael Fejto), um introvertido colega de classe que Julien posteriormente descobre ser judeu. A tragédia chega à escola quando a Gestapo invade o local, prendendo Jean, outros dois alunos e ainda o padre responsável pelo colégio." (Filmes De Cinema).



"Três pontos que tornam o filme único, um clichê que parece óbvio mas não é, pois nem todo filme soa para mim como único, mas esse é: abordar o nazismo, ser autobiogafico e falar sobre amizade. Ao ler os três itens que elenquei para diferenciá-lo, poderá parecer um exagero meu querer destacá-lo por esses motivos ou simplesmente ser uma análise superficial sobre o filme, o que pode ser também. O filme aborda a questão do nazismo como se ignorasse o que acontecia fora do internato, tentando passar aos alunos que lá estavam, que aquilo não era aquilo, que o acontecia não era importante, tanto não era que não fazia parte do dia-a-dia deles. Porém ele estava lá, no auge da sua verdade, invadindo e mutilando a todos que não seguissem suas ordens, e infelizmente, não poupou a escola, que tem por convicção ensinar algo totalmente ao contrário da realidade em que estavam inseridos. E retratar isso, da forma que seja, com o peso ou a leveza que for, é sempre importante para realçar naqueles que acreditam que foi o maior erro e egoísmo que a humanidade vivenciou, como para tentar colocar naquelas poucas cabeças que acham que nada disso aconteceu e se aconteceu, foi merecido. Papel perfeito, desenvolvido de forma sutil quando preciso e de forma clara e aberta quando não esperamos. Talvez essa abordagem seja possível apenas por que seu personagem principal, um garoto, viria a se tornar o diretor deste filme que comentamos. Talvez o filme seja tão verdadeiro e profundamente emocional por ter sido ele o menino que teve as alegrias e as marcas que jamais foram esquecidas, ao ter uma amizade proibida com outro garoto, simplesmente por ter sido cultivada no local e momento errados. Pegando esses três ingredientes e misturando dentro da cabeça talentosa Louis Malle consegue-se produzir essa obra-prima tendo unicamente como ingredientes apenas amizade, nazismo e lembranças. Mais um filme que me embuti a vontade de continuar a saga dos 1001 Filmes, pois surpresas como essas jamais esquecerei."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Um diretor que fará falta na sétima arte este Louis Malle, cineasta que trabalhou durante toda vida com temas polêmicos como pedofilia, incesto e suicídio, recusando padronizar-se em uma escola específica, criando um estilo que usava de todo conhecimento que tinha sobre o cinema e a arte de contar histórias. Este filme de que falamos aqui fez parte de uma série na qual quis fazer crítica à colaboração francesa no nazismo, tema que causou grande constrangimento à nação francesa e, talvez por este motivo, ocasionando sua ida para os EUA e se tornando um dos únicos diretores franceses bem sucedidos em terras americanas. Louis Malle, em certa época, planejou fazer um filme na Amazônia, mas o projeto não vingou, assim como tantos outros que tinha em sua mente, mas que a morte precoce pelo câncer não o deixou concluir. Este filme é cheio de pitacos críticos em várias instituições, além do tema nacional francês que já citei, sendo que encontramos um padre que fica incomodado ao ver um menino nu, cutucando a Igreja, assim como críticas à vida burguesa e à família. Desvendando o mundo de Malle, encontramos um padre com humanidade suprema, capaz de arriscar a própria cabeça para salvar crianças de um regime que seu país praticava, mas que ele discordava, mostrando o medo e a importância para uma nação de ser embasada em democracia e liberdade de pensamento e expressão. Vemos também uma linda homenagem à Chaplin, na longa cena em que os alunos da escola assistem a um filme mudo. Um filme para se aprender história e se entreter, sofrer e amar junto ao mesmo tempo. Juntando um elenco jovem, além do ator que interpreta o padre, todos muito talentosos, mostrando tudo o que tem que mostrar em gestos e olhares que dizem mais que milhões de palavras, produzindo cenas que poderiam ser inseridas no ranking dos 'melhores momentos de filmes de todos os tempos'. No mais, um filme contido, com um clima pesado e triste que retrata uma triste época."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





Para entender o que são os 1001 Filmes, acesse a página explicativa.

Para entender a dinâmica do 'O Teatro Da Vida' visite a página sobre o blog.






















Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...