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08 fevereiro 2011

1001 Filmes +: Quem Quer Ser Um Milionário? (Slumdog Millionaire)

DIREÇÃO: Danny Boyle;

ANO: 2008;
GÊNEROS: Ação, Drama e Romance;
NACIONALIDADE: EUA e Inglaterra;
IDIOMA: Inglês e Hindi;
ROTEIRO: Simon Beaufoy;
BASEADO EM: livro 'Q & A' do escritor Vikas Swarup;
PRINCIPAIS ATORES: Dev Patel (Jamal Malik adulto); Tanay Chheda (Jamal Malik adolescente); Ayush Mahesh Khedekar (Jamal Malik criança); Freida Pinto (Latika adulta); Tanvi Ganesh Lonkar (Latika adolescente); Rubina Ali (Latika criança); Madhur Mittal (Salim Malik adulto); Ashutosh Lobo Gajiwala (Salim Malik adolescente); Azharuddin Mohammed Ismail (Salim Malik criança); Anil Kapoor (Prem Kumar) e Irrfan Khan (inspetor policial); Saurabh Shukla (Sargento Srinivas); Rajendranath Zutshi (Diretor) como Raj Zutshi; Jira Banjara (Guarda De Segurança do Aerporto) como Hira Banjara; Sheikh Wali (Segurança do Aerporto); Mahesh Manjrekar (Javed); Sanchita Choudhary (Mãe de Jamal); Himanshu Tyagi (Sr. Nanda) e Sharib Hashmi (Prakash).







SINOPSE: "Jamal Malik vem de uma família das favelas de Mumbai, Índia, e está prestes a ganhar o prêmio de 20 milhões de rúpias no programa Quem Quer Ser Um Milionário?, feito que nenhum participante jamais conseguira até então. Visto por toda a população através da televisão, Jamal acaba sendo preso por suspeita de trapaça. Afinal, como um rapaz que morou toda a vida na rua pode ter conhecimento suficiente para vencer o jogo? Teria ele roubado? Ou seria apenas sorte? Para provar sua inocência, Jamal começa a contar a sua história e de onde ele tirou a resposta para cada uma das perguntas, relembrando da sua infância com seu irmão na favela e falando da sua paixão pela jovem Latika." (EfeitoPOP.com).



"Saber que o filme se passa na Índia, segundo país mais populoso do mundo, é nos apresentar o mundo daqui algumas décadas? Uma indagação que persiste durante todo o filme, e que a cada momento acaba se tornando uma certeza. É um filme baste ágil, assustadoramente real e bastante rico. O ditado: 'matar um leão por dia!' faz sentido durante todo o filme, onde o leão é: o irmão, a família, aquele que segue a religião concorrente, a ética, a humildade, a caridade, a irmandade, a coesão e a coerência, o amor, o respeito, etc., ou seja: a dignidade, onde todos parecem não ter forçar para escolher uma vida que não a indigna. Como se não bastasse a luta contra as pessoas e suas perverções, imperfeições e o seu lado negro, que como quase que única, é uma forma de sobrevivência, o ambiente também lhe impõe imagens surpreendentes: as super favelas, os super lixões, a super poluição (oufativa, visual, tátil e sonora), etc. O filme retrata um garoto, que teve todos esses leões a sua frente, e de forma humana e correta, consegue passar por cada um dos obstáculos. Ser um milionário da noite para o dia, respondendo a perguntas em frente a milhões de telespectadores num jogo de TV, acaba sendo apenas a máscara que foi a vitória daquela criança em vencer o jogo da vida, ou seja, tornando-se um adulto digno, onde esse sim, é um Milionário, uma excessão, o diferente. Quem será (conseguirá) ser o novo milionário?"

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Um filme lindíssimo em imagem, som, montagem e sentimento, mostrando mais uma vez que com pouco dinheiro e belíssimas atuações pode se chegar muito longe. Mostra flashes de uma cultura diferente da nossa, permeado pelo amor de Jamal e Latika, mostrando com maestria os preconceitos e a superposição de classes que predomina na sociedade, desde sempre. Ora, será que um cachorro de favela pode se tornar milionário? E, se ele consegue, que artifícios utiliza para isso? 'Médicos e advogados não passaram de 16 mil; ele está em 10 millhões; o que um favelado pode saber?' Estamos diante de estigmas, marcas que se sobrepõe a todo ser da pessoa, não a deixando aflorar em suas potencialidades. E neste ponto lembro do grande psicólogo existencialista Carl Rogers, acerca do potencial humano para o crescimento e da criatividade como elemento essencial neste caminho, levando a pensar também nas contribuições práticas de outros construtos como a Resiliência – o garoto cego pedindo esmola, mesmo com tanto sofrimento e abuso em sua vida não me pareceu triste – estava sorrindo. Mas veja, o mais grave não é quando a pessoa é estigmatizada, mas sim quando ela aceita e introjeta em si aquilo que nela colocaram. Estamos nesta dinâmica a todo instante ou é impressão minha? A obra mostra Jamal em busca de seu desejo, nada mais, simples assim: 'a cada pergunta fica mais perto de seu grande amor' e, mais do que isso, da realização de seu desejo (em conceito mais amplo, mas que pode ficar assim neste ponto), ou seja, mostra como somos motivados por nossos desejos e como estes nos levam à escolhas e caminhos 'estranhos'. Jamal seguiu seu desejo, que não era o de ficar milionário. Qual o sentido da vida? Qual o meu sentido na vida? Temos coragem em admitir, vivenciar e buscar nossos caminhos? Bem... é mais amplo que tudo isso, mas ficam as questões (mais do que as respostas). As crianças se divertem mesmo em meio a pobreza, morte e lixo e... as pessoas tendem a perder esta capacidade para sorrir no decorrer da vida? Existe um incrível talento para substituir este bom humor por doenças cardíacas, depressão, pânico e outras doenças ditas modernas? Por fim, o que determina o sucesso ou o fracasso nos empenhos da vida? a) trapaças; b) sorte; c) genialidade; d) destino?"

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy






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02 janeiro 2011

1001 Filmes: Akira (Akira)

DIREÇÃO: Katshuhiro Otomo;
ANO: 1988;
GÊNEROS: Ação, Animação, Aventura, Ficção Científica e Thriller;
NACIONALIDADE: Japão;
IDIOMA: Japonês;
ROTEIRO: Katshuhiro Otomo e Izô Hashimoto;
BASEADO EM: mangá homônimo de Katshuhiro Otomo;
PRINCIPAIS ATORES: (Akira/28); Mitsuo Iwata (Shotaro Kaneda); Nozomu Sasaki (Tetsuo Shima); Mami Koyama (Kei); Tarō Ishida (Coronel Shikishima); Kazuhiro Kamifuji (Masaru/27); Tatsuhiko Nakamura (Takashi/26); Fukue Ito (Kiyoko/25); Hiroshi Ōtake (Nezu); Masaaki Ōkura (Yamagata/Yama); Takeshi Kusao (Kai) e Yuriko Fuchizaki (Kaori).




SINOPSE: "O ano é 2019 e Tokyo (hoje chamada de Neo Tokyo) já fora abalada por uma Terceira Guerra Mundial. Gangues de motoqueiros povoam uma nova cidade aterrorizada por grupos anti-governamentais. Kaneda é o líder de uma dessas gangues e o membro mais novo de seu grupo, Tetsuo, acaba se desgarrando. Tetsuo sofre um acidente misterioso, e acaba sendo presa de um coronel com sede de poder e de um doutor meio paranóico tornando-se vítima de uma série de experiências, as quais tentam fazer com que ele desenvolva uma espécie de poder psíquico. Esta força acaba por enlouquecê-lo aos poucos, fazendo com que ele comece a perder o auto-controle. O poder é comparado ao de "Akira" e agora todos devem se unir para evitar uma nova tragédia de proporções mundiais." (Animes Shade).


"Akira me surpreendeu duplamente. Primeiro, a qualidade, o cuidado, os detalhes do desenho agregado à imaginação de Katshuhiro Otomo resulta nesse trabalho vigoroso, ágil, caótico e confuso. A segunda surpresa, é justamente essa confusão, bagunça e poluição, que acabam por vezes não tendo um sentido claro e óbvio. Essas duas características acabam por se completarem, pois sem essa loucura a criação poderia ser limitada. Não me agrada muito esse caos sem nexo, mas fiquei imensamente encantado com o dom para desenhar de Otomo, um outro filme, sem essa genialidade, não teria recebido mais que 2 na minha votação particular. Ele consegue descrever um mundo que imaginamos ser daqui mais de 20 anos, se pensarmos que o mundo irá ser mais violento, truculento, ambicioso, egoísta e caótico que é hoje."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Muito interessante como alguns filmes animados conseguem penetrar na alma das pessoas como é o caso de Akira. Explicação para isso talvez seja o lúdico como forma de contato com nossas partes mais primitivas. Em todo caso, o longa demonstra o mundo adolescente com todo seu 'poder', tanto criador quanto destruidor. Os impulsos, a falta de certeza, a possibilidade de se lançar aos riscos sem horizonte e, porque não dizer, necessidade de se lançar ao mundo para conhecê-lo. Os poderes latentes de Tetsuo mostram o alto potencial humano para a realização, para a criação, preconizado por Carl Rogers no século XX, ignorado por muitas vertentes do conhecimento acerca da mente humana. Mas não sem dor... não sem agressividade. Este poder, ao ser desenvolvido no personagem, mostra toda sua agressão contra o mundo, a defesa que emite para contrapor-se à sua fragilidade construída em uma história de vida de carência e abandono, na tentativa de se elaborar lutos e de se experienciar a glória. A questão que fica, a meu ver, desta produção, é no quanto reprimimos em nós (seja por conta do olhar do outro ou por nossa própria dinâmica interna) este poder criador e este desprendimento que quando mais jovens tendemos a ter, de se jogar no mundo para conhecê-lo, sem medo de encontrar novos caminhos e sabendo que a criatividade leva à resolução das adversidades. Em que momento esta ruptura acontece? Onde está aquele jovem (leve, talvez) que um dia fomos? Além disso, o filme conta também um pouco do que é o universo jovem na cultura japonesa, que tenta por diversos meios reprimir os instintos e julgar a competência daquele que está ali para contribuir para o crescimento da comunidade (fato compreensível para um povo com tanta determinação). Resultado desastroso desta pressão exercida se encontra na Síndrome Hikikomori, na qual o jovem se isola por longos períodos, se escondendo do olhar do Outro. Lacan poderia estar aqui para nos ensinar um pouco sobre esta relação que se estabelece. Há tanto para se falar desta produção de Katsuhiro Otomo... uma animação japonesa cheia de símbolos e significados subliminares que merece ser conhecida pelo ocidente."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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1001 Filmes: Agonia E Glória (The Big Red One)

DIREÇÃO: Samuel Fuller;
ANO: 1980;
GÊNEROS: Ação, Drama e Guerra;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: Inglês, Francês e Italiano;
ROTEIRO: Samuel Fuller;
BASEADO EM: ideia de Samuel Fuller;
PRINCIPAIS ATORES: Lee Marvin (O Sargento); Mark Hamill (Soldado Griffin); Robert Carradine (Soldado Zab/Narrador); Bobby Di Cicco (Soldado Vinci); Kelly Ward (Soldado Johnson); Siegfried Rauch (Sargento Schroeder); Stéphane Audran (A dona do albergue); Serge Marquand (Rensonnet); Charles Macaulay (General/Capitão); Alain Doutey (Broban, Sargento Vichy); Maurice Marsac (Cornoel Vichy); Colin Gilbert (Dog Face POW); Joseph Clark (Soldado Shep, soldado no transporte de tropas); Ken Campbell (Soldado Lemchek); Doug Werner (Switolski).






SINOPSE: "Durante a Segunda Guerra, quatro rapazes da Primeira Divisão de Infantaria participam de combates contra franceses colaboracionistas na Argélia e desativam um campo de concentração na Tchecoslováquia, comandados por um sargento veterano da Primeira Guerra. Vivem também uma série de episódios pitorescos, todos anotados por Zab (Robert Carradine), o escritor do grupo. Eles realizam o parto de uma mulher dentro de um tanque, travam um tiroteio com alemães diante dos indiferentes loucos de um asilo na Bélgica e refestelam-se com uma macarronada ao ar livre na Sicília, entre outros feitos." (Ver Filmes Online).



"Este é o primeiro filme da nossa jornada para assistirmos os '1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer (Steven Jay Schineider, 2008, Editora Sextante)' da qual pretendemos postar aqui um comentário nosso para cada filme assistido, além de alguns dados técnicos dos filmes, compartilhando com você essa experiência que já se mostrou, depois de 3 filmes assistidos, muito rica e diversificada. Esse não é apenas um filme de guerra, com seus clichês típicos de filmes deste gênero (mortes, lutas, tiros, bombas, etc.), ele traz uma interpretação impecável de Lee Marvin como um sargento que consegue, ao mesmo tempo ir chamando seus soldados por números, para que eles consigam montar um armamento e consequentemente morrer, sem o menor emoção para com as pessoas, ou defendê-los perante a dona do albergue, demonstrando que eles não são aquilo que aparentam ser, bagunceiros, bêbados, etc., com carinho e proteção de alguém mais experiente para alguém mais jovem. Sua figura é implacável e retumbante, ao mesmo tempo que é forte, serena e despretensiosa. Apesar de mostrar as glórias que esse grupo consegue, o filme não os idolatram como heróis, ou os melhores soldados dos EUA, simplesmente retrata as agonias e glórias desses soldados, assim como tantos outros milhares iguais a eles que lutaram nas mesmas guerras e também tiveram as mesma provações e conquistas. Há cenas espetaculares, como a guerra dentro do hospício, a emboscada dos alemães em volta de um tanque, o parto de um bebê dentro desse tanque de guerra, o sargento usando sobre o capacete um arranjo de flores feito por uma italiana como agradecimento e o deixando com cara de palhaço e o pedido, no meio da guerra, de um menino que tinha um segredo importante para o grupo e que ele troca por um enterro justo de sua mãe morta que ele carrega para todo lado."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Agonia e Glória é um filme sobre vida e morte, seus entrelaçamentos e a necessidade que tem uma da outra. Freud não chegou a viver para presenciar a Segunda Guerra, contexto do longa, mas se estivesse vivo na ocasião poderia expandir, quem sabe, suas reflexões já iniciadas quando da Primeira Guerra, acerca dos impulsos violentos que nos avassalam, assim como sobre a transitoriedade, o luto e a melancolia. Todo longo percurso do filme de Samuel Fuller é lindo e muitas cenas que parecem ser de morte, na verdade, são de luta pela sobrevivência, como na ocasião em que os soldados, despersonalizados, identificados por números, são enviados, um a um, para a morte a frente das trincheiras. Dão a vida por uma causa: a da vida de muitas outras pessoas. Nobre? Também. O fato é que na história da humanidade o que faz a evolução acontecer é o movimento, impulsionado pelo paradoxo e pelos contrários: amor e ódio, luta e estagnação, morte e vida. Olhando mais de perto nossa vivência mais íntima, esta, a de cada um de nós, percebemos que não fica tão separadinho como tentamos deixar... somos preservação e agressão, temos sentimentos bons e maus pelos mesmos objetos e... assim é a vida, com movimento. Como diz o sargento para seu (antes) inimigo: 'Viverás, mesmo que tenha que lhe arrancar a cabeça'. E, neste sentido, temos mais em comum com nossos inimigos (sejam sujeitos ou partes de nós mesmos), do que imaginamos. Melanie Klein sabia bem disso. Para se viver bem também se necessita dar o sangue, matar muito de nós e dos outros. Por fim, a importância deste filme é mostrar que a vida é uma luta diária, de nós com nós mesmos, nossos desejos e instintos. Luta esta que contém agonias e glórias, as quais nem sempre (ou quase nunca) o ser humano consegue identificar, separar, dar adequados significados. Assim, filmes de romance mostram paixões que são verdadeiras guerras e, neste contexto... existirá um dia a preconizada paz eterna que as religiões tanto almejam? Com tantos sentimentos na vivência e na com-vivência, arrisco dizer que jamais teremos. E é até bom que assim seja..."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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