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11 fevereiro 2013

1001 +: O Discurso Do Rei (The King's Speech)

DIREÇÃO: Tom Hooper;
ANO: 2010;
GÊNEROS: Drama;
NACIONALIDADE: Inglaterra;
IDIOMA: ingles;
ROTEIRO: David Seidler;
BASEADO EM: ideia de David Seidler;
PRINCIPAIS ATORES: Colin Firth (Príncipe Alberto e Duque de York/Rei Jorge VI); Geoffrey Rush (Lionel Logue); Helena Bonham Carter (Elizabeth, Duquesa de York/Rainha Elizabeth); Guy Pearce (David, Príncipe de Gales/Rei Eduardo VIII); Timothy Spall (Winston Churchill); Derek Jacobi (Arcebispo Cosmo Lang); Jennifer Ehle (Myrtle Logue); Michael Gambon (Rei Jorge V); Anthony Andrews (Stanley Baldwin); Eve Best (Wallis Simpson); Freya Wilson (Princesa Elizabeth); Ramona Marquez (Princesa Margarida) e Claire Bloom (Rainha Maria de Teck).




SINOPSE: "O filme conta a história do rei Jorge VI, que contrata Lionel Logue, um fonoaudiólogo, para lhe ajudar a superar a gagueira. Os dois homens tornam-se amigos enquanto trabalham juntos e, depois que seu irmão abdica, o rei confia em Logue para ajudá-lo a fazer um importante discurso no rádio no começo da Segunda Guerra Mundial." (wikipedia)


"Um filme de agradecimento de um plebeu ao seu Rei, afinal, David Seidler, o roteirista do filme, estava ouvindo o 'O Discurso Do Rei', e ao perceber que seu Rei havia se curado de sua gagueira, criou forças para que ele próprio buscasse uma ajuda, então, Seidler foi até a Rainha Eliabezath pedir a permissão para representar a história de seu marido, e teve o aval, com uma condição: que o enredo fosse apresentado após sua morte. Depois dessa curiosidade, voltemos ao filme. A atuação de Colin Firth é pontual como a pontualidade inglesa do chá das 5, conseguiu demonstrar na expressão facial e no olhar a angústia de seu personagem. Oscar merecido, mesmo não tendo assistido a todos os outros concorrentes. Mas a atuação de Geoffrey Rush é ainda melhor, talvez pela sua dicção perfeita, brincadeira (risos). O filme como um todo é ótimo, mas tendo como concorrente 'A Origem (Inception, Christopher Nolan, 2010)' não deveria ter levado o prêmio. Atuações excelentes, enredo bom, fotografia impecável, trilha sonora boa, no geral, não foi o melhor do ano. Mas merecia um Oscar honorário para apenas uma parte do enredo, que poderia ser o todo, a amizade límpida, direta, verdadeira, profunda, emocional e vital de um Rei e de seu súdito, amizades que possibilitam o amigo plebeu sentar no trono do amigo Rei, excepcional esse recorte. Assim como Van Gogh, Mozart ou Pelé, é possível ser um ícone na sua área profissional sem ter um título acadêmico, e esse detalhe também é interessante de ser ressaltado. Não importa, ser plebeu ou Rei, haverão pontos em comum, tanto os bons quantos os ruins, e ter a coragem de trazer um problema mundialmente difundido, e pouco explorado, para a telona, e o levar a ganhar o maior prêmio do cinema, tem seu importante papel social ajudando milhares de gagos a serem homens e mulheres mais fortes e confiantes, como diz Lionel: 'Sim, você tem voz! Você tem muita perseverança Bertie, é o homem mais corajoso que conheço'."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Emocionante, belo, bem produzido, com excelentes atores e roteiro que é, além de bem construído, muito significativo, contando parte de uma história de amizade e superação, uma história real dos bastidores da Realeza. Para o roteiro contamos com David Seidler, e para a direção, com o jovem londrino Tom Hooper. Combinação perfeita nos bastidores, criando esta atmosfera de filme britânico que adoro nestas obras locais, me fazendo lembrar daquele clima da série Harry Potter, a qual muitos dos atores deste filme também fizeram parte. Logo, no elenco contamos com grandes nomes como Michael Gambon (interpretando o Rei Jorge V), Timothy Spall (fantástico ator inglês, interpretando pela segunda vez o personagem histórico Winston Churchill) e Helena Bonham Carter, que interpreta a Duquesa de York/Rainha Elizabeth, com aquele toque cômico que só ela sabe dar, além de ser uma esposa carinhosa e dedicada até as últimas consequências. Aliás, o papel desta mulher é decisivo para todo desenrolar da história – quando até mesmo o rei havia desistido, ela não descansava. E é claro que devo destacar Geoffrey Roy Rush, ator australiano brilhante que neste filme é o terapeuta Lionel Logue, já tendo provado sua capacidade anteriormente como Capitão Hector Barbossa na série 'Piratas do Caribe (Pirates Of The Caribbean)'. Junto a ele vemos Jorge VI do Reino Unido, o nosso rei gago, interpretado por Colin Firth, merecendo o Oscar de melhor ator que ganhou por este papel. Fiz esta introdução falando dos atores, pois tem uma categoria no Screen Actors Guild, prêmio dado pelo sindicato americano de atores, que eu gosto muito, a de 'Melhor Performance De Um Elenco Em Filme', o qual 'O Discurso Do Rei' venceu, mostrando este entrosamento do elenco: tudo nos conformes à moda britânica. Este filme tem diversas curiosidades, como a inserção de diversas falas terem sido retiradas do diário do terapeuta, descoberto poucas semanas antes das filmagens, dando maior realidade à história (e maior trabalho à produção, para refazer algumas falas). A história tem pontos muito significativos, que emocionam o espectador, através do contato terapêutico, desta relação de ajuda que se forma, entre o rei e seu terapeuta que, em muitos momentos é muito parecida com a relação que acontece entre psicólogo e seu paciente. Logue impõe diversas regras ao seu ilustre paciente o fazendo deixar as barreiras de lado e aderir a um tratamento pouco ortodoxo no qual o importante era a confiança. Logo no primeiro encontro dos dois, o rei pergunta: 'Não vai começar o tratamento, Dr. Logue?', no que o 'Dr.' responde: 'Só se estiver interessado em ser tratado'. Logo, passa a responsabilidade questionando o quanto ele deseja esta cura ou se esconde atrás dela. O simbolismo existente se concretiza: o rei precisa de voz e tem voz... precisando se conscientizar disso e ultrapassar as barreiras que o impedem de falar. Neste sentido entram conflitos familiares, questões de hierarquia e toda uma legião de súditos esperando muito de seu representante, talvez mais do que ele acredite poder dar. Logo, o terapeuta-ator, vê e atua em todos os pontos necessários além da mecânica da voz. Há cenas brilhantes no roteiro e destaco uma delas, a mais notável: no discurso de guerra que Jorge faz há Beethoven de fundo e o terapeuta a reger seu paciente, uma cena que fica para a história do cinema mundial pela sua beleza estética e grande carga de sentimento, mostrando dois dramas, sendo um mundial e outro pessoal e familiar! No mais, não que os prêmios sejam tão importantes assim, mas ajudam a conferir aos filmes um lugar na história e, neste sentido, concorrendo com outros grandes filmes, alguns já comentados aqui por nós, venceu 4 Oscars: filme, diretor, ator e roteiro original. Um sucesso!"

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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26 julho 2012

Sétima Arte Brasil: A Suprema Felicidade (Arnaldo Jabor, 2010)

DIREÇÃO: Arnaldo Jabor;
ANO: 2010;
GÊNEROS: Drama;
ROTEIRO: Arnaldo Jabor e Ananda Rubinstein;
BASEADO EM: ideia de Arnaldo Jabor;
PRINCIPAIS ATORES: Jayme Matarazzo (Paulo jovem); Michel Joelsas (Paulo adolescente); Caio Manhente (Paulo criança); Marco Nanini (Noel); Dan Stulbach (Marcos); Mariana Lima (Sofia); Elke Maravilha (Avó); César Cardadeiro (Cabeção jovem); Matheus Varize (Cabeção adolescente); Tammy Di Calafiori (Marilyn); João Miguel (Bené); Emiliano Queiroz (Pregoneiro); Maria Flor (Deise); Maria Luísa Mendonça (Cafetina); Ary Fontoura (Padre) e Jorge Loredo (Padre).




SINOPSE: "O filme retrata uma família de classe média moradora de um subúrbio carioca. Ao longo do filme são expostos os dramas dos personagens utilizando como referência diferentes épocas na vida de Paulo, filho único da família composta pelo pai Marco (Dan Stulbach), pela mãe Sofia (Mariana Lima), pelo avô Noel (Marco Nanini) e pela avó (Elke Maravilha)." (wikipedia).


"O Jabor nos apresenta o seu mais recente filme, que parece nos mostrar uma representação da sua infância, ou ao menos, a representação clássica da infância da maioria das pessoas de sua época. Família de classe média, com seus problemas peculiares, onde aos poucos vai se descobrindo a vida, suas primeiras experiências, seus amigos, e ao mesmo tempo, vai se descobrindo, de forma dolorosa, que seus pais não são aqueles seres perfeitos, incapazes de cometerem erros. Mas há sempre a avó ou o avô, neste caso, que traz o lado feliz da vida e faz com que sua infância possa ser vivida como tal, cheia de fantasias e brincadeiras. A fotografia e o figurino são perfeitos, assim como a atuação do grande elenco do filme. Nos faz comparar, inevitavelmente, com outro filme que retrata a infância e o passado de seu diretor, 'Amarcord (Amarcord, Federico Fellini, 1973)'. Um belo regresso ao passado e a infância, onde se conseguia chegar à Felicidade Suprema com mais frequência e em sua maior vivência."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Um excelente filme dirigido por um grande diretor que retorna à atividade cinematográfica após 26 anos atuando de outras formas. Jabor é um crítico formidável, utilizando de toda sua ironia e sarcasmo para cutucar os temas profundos da sociedade e para fazer refletir, o que não deixa de fazer também no cinema e tudo com muita poesia. Certa vez em uma entrevista ele disse do quanto se desanima para fazer cinema porque se leva muitos anos em todas as etapas até finalizar e, no fim, nem sempre é dado o valor que se deve. No entanto, vemos na tela uma grande obra que mostra que apesar de ser difícil fazer cinema de qualidade no Brasil, Jabor não desistiu, que bom. Assim, Jayme Matarazzo, Maria Luisa Mendonça, Marco Nanini, Dan Stulbach, Mariana Lima, Maria Flor, Tammy Di Calafiori... todos dão um show, e vão no embalo de Arnaldo Jabor, atuando com muita leveza e sensibilidade em busca dessa tal felicidade, para nos mostrar que na felicidade também há tristeza. Um enredo sofisticado, um elenco afinado e muita sutileza na fotografia para mostrar que a felicidade está no mais simples, no menos sofisticado, na morte, no amor, na loucura... dentro e fora de cada um de nós. Enfim, cinema antigo, cinema de qualidade, cinema de saudade, cinema brasileiro."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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18 maio 2012

Sétima Arte Brasil: Uma Noite Em 67 (Renato Terra e Ricardo Calil, 2010)

ANO: 2010;
GÊNEROS: Documentário;
ROTEIRO: Renato Terra e Ricardo Calil;
PRINCIPAIS ATORES: Chico Buarque (Ele Mesmo), Gilberto Gil (Ele Mesmo), Caetano Veloso (Ele Mesmo), Edu Lobo (Ele Mesmo), Roberto Carlos (Ele Mesmo), Sérgio Ricardo (Ele Mesmo), Marília Medalha (Ela Mesma), MPB4 (Eles Mesmos), José Carlos Capinan (Ele Mesmo), Nelson Motta (Ele Mesmo), Paulinho Machado De Carvalho (Ele Mesmo), Sérgio Cabral (Ele Mesmo), Solano Ribeiro (Ele Mesmo), Beat Boys (Eles Mesmos), Rita Lee (Ela Mesma), Sérgio Dias (Ele Mesmo), Arnaldo Baptista (Ele Mesmo), Randal Juliano (Ele Mesmo), Cidinha Campos (Ele Mesmo), Chico De Assis (Ele Mesmo), Zuza Homem De Mello (Ele Mesmo) e Reali Jr. (Ele Mesmo).




SINOPSE: "Um filme sobre o Festival que revolucionou a música brasileira. No teatro: aplausos, vaias, um violão quebrado, guitarras estridentes. No palco: os jovens Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sérgio Ricardo. As músicas: “Roda Viva”, “Ponteio”, “Alegria, Alegria”, “Domingo no Parque”. E só um deles sairia vencedor. Isso é Uma Noite em 67, um convite para viver a final do Festival da Record que mudou os rumos da MPB." (Filmow).


"Um belo recorte de um momento negro na história do país, que mesmo não abordando o caos político e social que o país vivia naquele momento, é possível pescar no ar algumas matérias ensinadas nas aulas de história na escola. Ver aquela multidão voraz reprimir e renegar aqueles artistas, o quanto podiam e queriam, já que o momento o forçavam a fazer, é algo bastante presente durante os shows, mesmo que essa angústia fosse colocada para fora em um dos raros momentos de diversão e lazer popular da época, sendo bastante ensinador. Porém, há os aplausos, como forma de aliviar e de se desligar do dia-a-dia que viviam. E esses dois lados das emoções, a negação e a aceitação, vivendo exemplar e respeitosamente no mesmo recinto, indo de encontro à visão utópica de um Brasil heterogêneo diferente do que viviam fora daquele salão, onde as diferenças eram um erro e uma aberração e onde as pessoas não tinham o direito de serem quem bem entendessem ser em sua plenitude. Era algo controverso e questionador de como um povo reprimido, cerceado e menosprezado podia respeitar e ser o quem bem entendessem ser. Outro ponto interessante é ver duas vertentes históricas da música brasileira, que ainda eram incipientes ou embrionárias, se encontrando em um palco de forma harmônica e complementar: o rock e o tropicalismo, representados pelos que eram a favor da guitarra elétrica e os contrários ao contágio da cultura americanizada, levantando as bandeiras e indo para as ruas. Como pode? Em um momento onde suas críticas lhe tiravam a liberdade ou sua vida, ir às ruas lutar pelo não da guitarra elétrica, chega a ser cômico, mas era real. Era um momento onde a TV era leve, espontânea, não marcada ou gravada, não tinham padrões globais a serem seguidos, era tudo amador, mas profissional, fazendo eu querer ter vivido aquelas noites de 60 e 70, seria genial."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Os diretores deste documentário fizeram um trabalho excelente, principalmente ao ter ou comprar a ideia de fazer este trabalho que traz para o presente um passado glorioso de nossa história cultural, a dos grandes festivais de Música Popular Brasileira que eram produzidos e exibidos pela TV Record da época (que nada tem a ver com a de hoje). Estamos falando de uma época em que os programas de música eram o equivalente às novelas hoje e de uma época em que havia um público que vaiava e aplaudia com total empenho, sem amarras ou assistentes de palco para comandarem suas manifestações. Uma época em que Roberto Carlos não tinha sua imagem promovida como Rei, mas era um igual perante outros grandes talentos, uma época de simplicidade e maior verdade do que assistimos hoje. Assim, neste tempo de liberdade, apesar do regime ditatorial que predominava na política, no vídeo contemplamos hoje e em 1967 grandes artistas como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Edu Lobo, Roberto Carlos, Sérgio Ricardo... entre outros. Alguns falam do passado com maior felicidade e outros com grande indiferença, como Chico Buarque, que não mostra grande interesse em lembrar-se deste passado e nem o considera tão importante assim, nem mesmo se lembrando dos interessantes encontros de artistas relembrados por Veloso, sendo que estava bêbado na maior parte do tempo. Foi nesta época que surgiu o Tropicalismo, grande movimento musical e cultural de nossa história e que revelou um novo jeito de ser e de viver música, tendo como precursores Caetano e Gil, um motivando o outro a levar o projeto adiante. Percebemos através deste documentário que se somente um deles acreditasse na proposta da Tropicália, isso não iria adiante. E assim, diante da tela os diretores e atores daquele festival contam suas experiências de palco e de bastidores, embalados pelas apresentações reais do festival, com aquelas lindas canções de uma época em que não somente se tinha voz, mas também se compunha belíssimas letras, até mesmo se utilizando da motivação política para ir contra aquilo que não se acreditava, afirmando para si e para o outro tudo aquilo que realmente era importante se pensar. A música não só como entretenimento, mas também como fator de reflexão e mudança de toda uma nação. Hoje não é mais assim."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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29 abril 2012

1001 Filmes +: Cisne Negro (Black Swan)

DIREÇÃO: Darren Aronofsky;
ANO: 2010;
GÊNEROS: Drama, Suspense e Thriller;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: Inglês;
BASEADO EM: ideia de Darren Aronofsky;
PRINCIPAIS ATORES: Natalie Portman (Nina Sayers); Mila Kunis (Lily); Vincent Cassel (Thomas Leroy); Barbara Hershey (Erica Sayers); Winona Ryder (Beth Macintyre); Benjamin Millepied (David); Ksenia Solo (Veronica); Kristina Anapau (Galina); Janet Montgomery (Madeline); Sebastian Stan (Andrew); Toby Hemingway (Tom); Sergio Torrado (Sergio); Mark Margolis (Mr. Fithian); Tina Sloan (Mrs. Fithian) e Abraham Aronofsky (Mr. Stein).




SINOPSE: "Beth MacIntyre (Winona Ryder), a primeira bailarina de uma companhia, está prestes a se aposentar. O posto fica com Nina (Natalie Portman), mas ela possui sérios problemas pessoais, especialmente com sua mãe (Barbara Hershey). Pressionada por Thomas Leroy (Vincent Cassel), um exigente diretor artístico, ela passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas, em especial Lilly (Mila Kunis). Em meio a tudo isso, busca a perfeição nos ensaios para o maior desafio de sua carreira: interpretar a Rainha Cisne em uma adaptação de 'O Lago dos Cisnes'." (Adoro Cinema)


"Vale ressaltar dois pontos principais do filme: a vida de Nina e a interpretação de Portman. O diretor deixa em aberto se o recorte que é filmado da vida profissional de Nina, e parte da pessoal, é real ou pura imaginação. Não se sabe! O que percebemos no filme é um figurino bem instigante. Nina começa vestindo roupas brancas, que com o passar do tempo, e o aumento da pressão imaginária ou real, em busca do grande momento da carreira, vai ficando bege, cinza, até terminar vestindo preto, mas morrendo, de verdade ou só em sua mente, de branco, como se fosse a redenção. E o figurino de todos os outros personagens sempre são de cores opostas ao de Nina. Isso seria um indício de sua loucura, ou apenas um detalhe do dia-a-dia. Outro destaque vale pela atuação, mesmo que a própria Portman diga que sua dublê apareça 'em boa parte do filme', o restante que lhe cabe, conquista com mérito o prêmio máximo de atuação. Mas falta algo no filme. Talvez a falta de vida e o excesso de melancolia, deixando as atuações e a trama presas, podando sua desenvoltura plena e completa."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Um grande filme, com história completamente linear (o oposto de Boogie Nitghs, por exemplo), no qual acompanhamos a visão da personagem principal, Nina, muito bem interpretado por Natalie Portman. Nina passa por pressões intensas como aluna em uma Companhia de Balé, buscando nada menos que a perfeição e, assim, o seu dia-a-dia segue um ritmo de dança na qual acompanhamos a vivencia de sua parte mais doce brigando com todos os seus impulsos mais agressivos, sexuais e arrebatadores. Freud gostaria de assistir a este filme e fazer os paralelos adequados à sua teoria das pulsões, já que a personagem nos mostra um mundo interno que todos vivenciamos, ora de lutas e ora de alianças entre forças opostas que dentro de nós vivem e para fora de nós se manifestam ou assim tentam. Além da personagem principal há outros interessantes, como o diretor da companhia, que instiga com métodos agressivos cada vez mais seus alunos a darem o melhor de si. Há também a mãe castradora e superprotetora de Nina, a quem esta responde como criança doce e livre de impulsos sexuais. Mas não podemos nos aprofundar na análise destes personagens, já que todo o universo ali exposto nos é mostrado pela visão da personagem tema, nos deixando a sensação de que tudo é, ao mesmo tempo, real e imaginário, parte de sua mente psicótica que traz uma rachadura psíquica bastante marcante. Fica mais uma dica de um ótimo filme, do diretor Darren Aronofsky, uma pessoa que dirige com técnica, não por intuição, que tem formação acadêmica em Harvard e que falaremos mais dele em outra postagem quando formos analisar outra de suas grandes obras, 'Réquiem Para Um Sonho (Requiem For A Dream, 2000)'. Ah, não posso esquecer de mencionar que Winona Ryder está belíssima e dá um banho de talento nesta obra, e agora não tão jovem quanto era em seus grandes sucessos dos anos de 1990. É isso, divirtam-se!"

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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