26 julho 2012

Sétima Arte Brasil: A Suprema Felicidade (Arnaldo Jabor, 2010)

DIREÇÃO: Arnaldo Jabor;
ANO: 2010;
GÊNEROS: Drama;
ROTEIRO: Arnaldo Jabor e Ananda Rubinstein;
BASEADO EM: ideia de Arnaldo Jabor;
PRINCIPAIS ATORES: Jayme Matarazzo (Paulo jovem); Michel Joelsas (Paulo adolescente); Caio Manhente (Paulo criança); Marco Nanini (Noel); Dan Stulbach (Marcos); Mariana Lima (Sofia); Elke Maravilha (Avó); César Cardadeiro (Cabeção jovem); Matheus Varize (Cabeção adolescente); Tammy Di Calafiori (Marilyn); João Miguel (Bené); Emiliano Queiroz (Pregoneiro); Maria Flor (Deise); Maria Luísa Mendonça (Cafetina); Ary Fontoura (Padre) e Jorge Loredo (Padre).




SINOPSE: "O filme retrata uma família de classe média moradora de um subúrbio carioca. Ao longo do filme são expostos os dramas dos personagens utilizando como referência diferentes épocas na vida de Paulo, filho único da família composta pelo pai Marco (Dan Stulbach), pela mãe Sofia (Mariana Lima), pelo avô Noel (Marco Nanini) e pela avó (Elke Maravilha)." (wikipedia).


"O Jabor nos apresenta o seu mais recente filme, que parece nos mostrar uma representação da sua infância, ou ao menos, a representação clássica da infância da maioria das pessoas de sua época. Família de classe média, com seus problemas peculiares, onde aos poucos vai se descobrindo a vida, suas primeiras experiências, seus amigos, e ao mesmo tempo, vai se descobrindo, de forma dolorosa, que seus pais não são aqueles seres perfeitos, incapazes de cometerem erros. Mas há sempre a avó ou o avô, neste caso, que traz o lado feliz da vida e faz com que sua infância possa ser vivida como tal, cheia de fantasias e brincadeiras. A fotografia e o figurino são perfeitos, assim como a atuação do grande elenco do filme. Nos faz comparar, inevitavelmente, com outro filme que retrata a infância e o passado de seu diretor, 'Amarcord (Amarcord, Federico Fellini, 1973)'. Um belo regresso ao passado e a infância, onde se conseguia chegar à Felicidade Suprema com mais frequência e em sua maior vivência."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Um excelente filme dirigido por um grande diretor que retorna à atividade cinematográfica após 26 anos atuando de outras formas. Jabor é um crítico formidável, utilizando de toda sua ironia e sarcasmo para cutucar os temas profundos da sociedade e para fazer refletir, o que não deixa de fazer também no cinema e tudo com muita poesia. Certa vez em uma entrevista ele disse do quanto se desanima para fazer cinema porque se leva muitos anos em todas as etapas até finalizar e, no fim, nem sempre é dado o valor que se deve. No entanto, vemos na tela uma grande obra que mostra que apesar de ser difícil fazer cinema de qualidade no Brasil, Jabor não desistiu, que bom. Assim, Jayme Matarazzo, Maria Luisa Mendonça, Marco Nanini, Dan Stulbach, Mariana Lima, Maria Flor, Tammy Di Calafiori... todos dão um show, e vão no embalo de Arnaldo Jabor, atuando com muita leveza e sensibilidade em busca dessa tal felicidade, para nos mostrar que na felicidade também há tristeza. Um enredo sofisticado, um elenco afinado e muita sutileza na fotografia para mostrar que a felicidade está no mais simples, no menos sofisticado, na morte, no amor, na loucura... dentro e fora de cada um de nós. Enfim, cinema antigo, cinema de qualidade, cinema de saudade, cinema brasileiro."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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