03 janeiro 2012

Matizes E Texturas: O Nascimento De Vênus (Alexandre Cabanel)

Por Jonathan Pereira


Alexandre Cabanel (1825-1905), Academismo
O Nascimento De Vênus (1863), óleo sobre tela
130 x 225 cm, Museu De Orsay, Paris





PINTURA: O Nascimento De Vênus (The Birth Of Venus)
PINTOR: Alexandre Cabanel
PERÍODO: Academismo
ESCOLA: École Des Beaux Arts
TÉCNICA: Pintura a óleo
SUPORTE: Tela
DIMENSÕES (LxA): 130 x 225 cm
CONCEPÇÃO: 1863
LOCAL DE EXPOSIÇÃO: Museu De Orsay, Paris, França





PINTURA
A versão do mito que inspirou Cabanel em sua pintura pode ser uma mescla entre duas versões: a que diz que Vênus surgiu da espuma das águas ou a que a coloca como vinda de Urano. A presença apenas da espuma não permite chegar a uma conclusão exata sobre a forma de seu surgimento: sabe-se apenas que ela deriva das águas (e talvez isso explique a capacidade que ela tem de não se misturar com a água: ela deita sobre elas como se fosse algo plano, que serve de berço). O sol nascente no plano esquerdo do quadro dá destaque à personagem principal, ao mesmo tempo em que remete ao seu nascimento, ao seu despertar. A ilha ao fundo, quase imperceptível, pode ser simplesmente uma menção mundana, ou também pode ter relação com algumas versões do mito que colocam que, depois de nascida, Vênus foi levada para a ilha de Chipre, local onde se iniciou seu culto.



PINTOR
Cabanel nasceu em Montpellier e pintou temas históricos, clássicos e religiosos no estilo acadêmico. Ele também era conhecido como um pintor de retratos. Ele entrou na École des Beaux-Arts em Paris com dezessete anos e estudou ao lado de François-Édouard Picot. Teve suas obras expostas pela primeira vez em 1844 e ganhou o Prix de Rome em 1845. Cabanel foi eleito membro do Instituto em 1863 e nomeado professor na École des Beaux-Arts no mesmo ano. Cabanel ganhou o Grande Médaille d'Honneur nos Salões de 1865, 1867 e 1878.



PERÍODO
O termo liga-se diretamente às academias e à arte aí produzida. Presentes na Europa desde 1562, com a criação da Academia de Desenho de Florença, disseminadas por diversos países durante o século XVIII, as academias de arte são responsáveis pelo estabelecimento de uma formação artística padronizada, ancorada em ensino prático - sobretudo em aulas de desenho de observação e cópias de moldes - e teórico, em que se articulam as ciências (geometria, anatomia e perspectiva) e as humanidades (história e filosofia). Ao defender a possibilidade de ensino de todo e qualquer aspecto da criação artística por meio de regras comunicáveis, essas instituições descartam a idéia de gênio, movido pela inspiração divina ou pela intuição e talento individuais. Rompem com a visão de arte como artesanato, e isso acarreta mudança radical no status do artista: não mais artesãos das guildas, eles passam a ser considerados teóricos e intelectuais.



TÉCNICA
A pintura a óleo é uma técnica artística, que se utiliza de tintas a óleo, aplicadas com pincéis, espátulas, ou outros meios, sobre telas de tecido, superfícies de madeira ou outros materiais. A popularidade da pintura a óleo atribui-se à extraordinária versatilidade que oferece ao artista conferindo magníficos resultados nas técnicas tradicionais (como a mistura cromática e o brilho) e excelente e consistente qualidade. Uma larga variedade de médios está, entre muitos fatores, avaliada a alterar certas caraterísticas das tintas de óleo como a consistência, a textura, o lustro/brilho e uma taxa de secura/fixação.




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