20 outubro 2011

Sétima Arte Brasil: Carandiru (Hector Babenco, 2003)

DIREÇÃO: Hector Babenco;
ANO: 2003;
GÊNEROS: Drama e Policial;
ROTEIRO: Hector Babenco, Fernando Bonassi e Victor Navas;
BASEADO EM: livro de Drauzio Varella chamado 'Estação Carandiru';
PRINCIPAIS ATORES: Luiz Carlos Vasconcelos (Médico Drauzio Varela); Milton Gonçalves (Chico); Ivan De Almeida (Nego Preto); Aílton Graça (Majestade); Maria Luísa Mendonça (Dalva); Aída Lerner (Rosirene); Rodrigo Santoro (Lady Di); Gero Camilo (Sem Chance); Lázaro Ramos (Ezequiel); Caio Blat (Deusdete); Wagner Moura (Zico); Floriano Peixoto (Antônio Carlos); Júlia Ianina (Francineide); Sabrina Greve (Catarina); Vanessa Gerbelli (Célia); Ricardo Blat (Claudiomiro); Leona Cavalli (Dina); Milhem Cortaz (Peixeira); Gabriel Braga Nunes (Sérgio); Antônio Grassi (Seu Pires); Rita Cadillac (ela mesma); Enrique Diaz (Gílson); Sabotage (Fuinha); Dionisio Neto (Lula); Robson Nunes (Dada); André Ceccato (Barba) e Sérgio Loroza (Papai Noel).





SINOPSE: "Um médico se oferece para realizar um trabalho de prevenção a AIDS no maior presídio da América Latina, o Carandiru. Lá ele convive com a realidade atrás das grades, que inclui violência, superlotação das celas e instalações precárias. Porém, apesar de todos os problemas, o médico logo percebe que os prisioneiros não são figuras demoníacas, existindo dentro da prisão solidariedade, organização e uma grande vontade de viver" (Adoro Cinema).



"Talvez esse seja o filme que melhor retrata a vida dentro de uma penitenciária brasileira, da forma mais crua e direta possível. Mesmo que o olhar capturado pelo diretor seja, dentre as possibilidades, a menos pesada, ainda sim, é muito pesada. Por outro lado, o filme não se atém a contar os dias dentro da prisão, mas também, mostra como aquelas pessoas foram parar lá dentro e, claro, essas histórias são muito ricas e diversas, mas com um mesmo final. Toda essa realidade transparente só é possível pelas atuações excelentes dos atores. Mas também mostra um mundo paralelo, onde há suas regras, condutas, normas criadas e vividas lá dentro. Pensar em um local onde estão confinadas 'as piores pessoas', provavelmente não venha a cabeça palavras como: organização, respeito, amor ou felicidade, o que nos mostra que estamos enganados, pois lá existe tudo que há no mundo 'correto' de fora."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Desde sempre identifiquei perigo no cinema brasileiro pela propaganda que fazemos, ao mundo, de nossa cultura através de obras mostrando favelas, cadeias e pobreza extrema. O mundo precisa de histórias felizes também. Mas neste filme vemos atuações perfeitas de Milton Gonçalves, Rodrigo Santoro (aquele homem grande se fazendo de mocinha) e de todo grande elenco, principais ou figurantes, tudo bem enredado por um roteiro interessante. Assim sendo, é até bonito mostrar o que temos de talento por aqui, ainda mais em uma história contada de forma tão real em som e imagem. O diretor, homem culto, inteligente, interessado no trabalho do ator e sensível às histórias que conta, fez um magnífico trabalho, o que muito nos orgulha, sendo reconhecido na Europa e nos EUA com seus vários trabalhos, o que quase ninguém sabe. A história é cruel, difícil de se 'curtir', mas mostra a capacidade de adaptação do ser humano nos ambientes mais inóspitos, assim como companheirismo, amor, amizade e a mais variada multiplicidade de sentimentos e desejos humanos. Assistimos à ótica do profissional de saúde, para o qual não existe assassino ou estuprador, mas sim, uma pessoa que precisa de cuidados, e este é um ponto que a meu ver é o melhor que o filme poderia mostrar."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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