07 maio 2011

1001 Filmes: Acorrentados (The Defiant Ones)

DIREÇÃO: Stanley Kramer;
ANO: 1958;
GÊNEROS: drama;
NACIONALIDADE: EUA;
IDIOMA: inglês;
ROTEIRO: Nedrick Young (Nathan E. Douglas) e Harold Jacob Smith;
BASEADO EM: ideia de Nedrick Young;
PRINCIPAIS ATORES: Tony Curtis (John 'Joker' Jackson); Sidney Poitier (Noah Cullen); Theodore Bikel (Xerife Max Muller); Charles McGraw (Capitão Frank Gibbons); Lon Chaney Jr. (Big Sam 'como Lon Chaney'); King Donovan (Solly); Claude Akins (Mack); Kevin Coughlin (Billy); Cara Williams (Mãe do Billy); Lawrence Dobkin (Editor); Whit Bissell (Lou Gans); Carl Switzer (Angus 'como Carl Switzer).




SINOPSE: "Joker Jackson e Noah Cullen são dois prisioneiros que conseguem fugir, depois que o ônibus que os transportam para o presídio sofre um acidente. Acontece que eles estão acorrentados um ao outro. E pior: Jocker é branco e Noah é negro. Ao mesmo tempo que ambos tentam lidar com suas "diferenças" raciais e precisam contar um com o outro para poderem escapar dos policiais que os perseguem. Quando conseguem se libertar das correntes, finalmente eles percebem que a hostilidade que havia transformou-se em amizade e respeito." (InterFilmes).



"O filme traz a tona, de forma incisiva e questionadora, a era negra da falta de liberdade, segregação e preconceitos raciais do Império, a terra da democracia: os EUA. A vida de dois bandidos que, por um lado, conseguem a possibilidade de fugir e serem livres, por outro lado, além da luta pela fuga, terão que fugir unidos, e portanto, tendo que entrar em acordo, tendo entre si uma muralha rígida chamada preconceito, pois um é branco e o outro negro. Com esse enredo, o filme já tem pano para manga, mas o diretor consegue agregar doses de adrenalina e angústia ao filme, tornando-o ainda mais interessante e instigante. Uma cena marcante é quando os dois, ainda acorrentados, se jogam em um buraco para não serem vistos e, para conseguirem sair dali, só um subindo sobre o ombro do outro, e quem é 'pisado' na cena? O negro. Para se ter ideia do quanto o momento nos EUA era delicado, o filme foi indicado à nove Oscars, vencendo nas categorias de fotografia e roteiro original, sendo que nessa última, os premiados foram Nedrick Young e Harold Jacob Smith. Nedrick Young, por ser membro do Macartismo, não poderia assinar suas obras, criando o pseudônimo Nathan E. Douglas, sendo esse o real vencedor do Oscar ao lado de Smith, tendo esse absurdo corrigido apenas em 1993, onde o real nome do autor foi creditado ao prêmio pela Academia. O filme é uma homenagem à amizade, à tolerância e à capacidade humana de aprender a não ser mesquinho e pequeno."

(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Jonathan Pereira





"Acorrentados traz um roteiro brilhante com a direção esplêndida de Stanley Kramer, o qual estou curioso para conhecer mais e mais seus filmes que tocam a consciência, tomado por sua aparente paixão de fazer cinema. O filme conta com uma fotografia que merece os prêmios ganhos e traz para o expectador toda emoção da desventura dos dois rapazes enquanto fogem da polícia, deixando tudo muito belo e real ao falar de temas difíceis como prisão e liberdade. No fim, a história é densa demais para poucas linhas, mas, em suma, traz um pouco sobre o vazio sentido pelas pessoas na contemporaneidade, sendo que ao encontrar pessoas com o mesmo sentimento questionam como podem preencher este lugar oco dentro de si. Este filme é repleto destes encontros, começando pelos dois homens acorrentados e chegando até a bela jovem mãe abandonada ‘mãe do Billy’, assim como ao próprio menino Billy. Estes encontros, como todos os relacionamentos sentidos perto demais, estão cheios de projeções e identificações que levam à solidariedade e à agressividade, polos que tentam equilibrar a balança da convivência e do amor. O personagem de Tony Curtis está em uma cena belíssima com Cara Williams na qual diz que os sonhos podem preencher estes vazios e nos levar para todos os lugares que se tem idealizado. E isso traz Freud falando que sem sonhar... simplesmente morreríamos e, o suicida pode ser aquele que cansou de sonhar ou não mais consegue assim viver? Talvez. Enfim, Tony Curtis, Sidney Poitier e Cara Williams brilham com sonhos de atuação poetizando sobre as correntes que algemam e os relacionamentos que libertam."
(1: Ruim; 2: Regular; 3: Bom; 4: Ótimo; 5: Excelente)
Kleber Godoy





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